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Edição 448 - 02/03/2026

Os olhos do mundo no Oriente Médio 🇮🇷
Pela primeira vez na história, um chefe de Estado foi morto em seu próprio território por uma operação de potências estrangeiras. Como era de se esperar, as repercussões dos ataques ao Irã continuam — e tudo indica que a guerra vai pautar as manchetes globais por um bom tempo. Na edição de hoje, você acompanha um panorama detalhado de toda a situação e muito mais.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Guerra no Irã se expande pelo Oriente Médio e impacta mercados mundo afora;
🟡 Relatório dos EUA diz que a China tem base militar secreta no Brasil;
🔴 OpenAI amplia presença no Pentágono após ruptura do governo americano com a Anthropic;
🔵 Governo federal discute controle privado da exploração de urânio;
🟣 Senado da Argentina aprova reforma trabalhista proposta por Milei.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Você não precisa ver a escada inteira. Apenas dê o primeiro passo. - Martin Luther King Jr., pastor batista e ativista político estadunidense
A guerra que começou no Irã e se espalhou pelo Oriente Médio
| Mundo

(The Economist)
Depois que EUA e Israel realizaram uma operação conjunta que matou o líder supremo do Irã e grande parte da alta cúpula do país, a guerra entrou em uma nova fase, mais perigosa.
⏸️ Uma breve pausa para o contexto: Caso você esteja voltando de um período dentro de uma caverna ou simplesmente não tenha acompanhado as notícias no fim de semana, aqui está o melhor resumo detalhado de tudo o que aconteceu.
🗓️ Voltando para hoje: Em um pronunciamento durante a tarde, Donald Trump deixou claro que o conflito pode escalar, dizendo que uma “grande onda de ataques” ainda está por vir.
O presidente americano também garantiu que a missão prosseguirá por aproximadamente quatro semanas — sem descartar o envio de tropas terrestres.
🇮🇷 Do outro lado… O presidente do Irã avisou que o país “não ficará em silêncio”. Já a Guarda Revolucionária iraniana jurou vingança e prometeu “as maiores operações militares da história”.
🪖 Sem um fim à vista: Mostrando que a guerra não parou nas fronteiras do Irã, Israel passou a bombardear o Líbano e disse ter matado o chefe de inteligência do Hezbollah.
O grupo terrorista aliado do Irã, por sua vez, está retaliando a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e afirmou ter atacado o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Enquanto isso, nos mercados mundo afora 📊…
Em resposta aos ataques americano-israelenses, o Irã fechou o Estreito de Ormuz — por onde passa mais de 20% do petróleo mundial, sendo um ponto crucial para as exportações dos países do Golfo Pérsico.
🛢️ Como consequência… Esse movimento, somado ao fato de o Oriente Médio ser peça-chave na produção global de petróleo, fez o preço da commodity disparar.
O barril chegou a atingir US$ 81,89 na primeira sessão desde a ofensiva no Oriente Médio — registrando o maior valor em oito meses.
Na Europa, o preço do gás natural chegou a subir 25%, diante do medo de interrupções nos fluxos globais.
Ao mesmo tempo, investidores correram para ativos considerados “seguros”, como o ouro, que também avançou.
💰 Falando de bolsa: Os mercados operaram em queda ao longo do dia no mundo todo — inclusive no Brasil. Por aqui, a Petrobras foi exceção e registrou alta no valor dos papéis.
O dólar também subiu frente a várias moedas, inclusive o real. É o movimento clássico — investidores tirando dinheiro de países emergentes e buscando proteção na moeda americana.
A China pode ter uma base militar secreta por aqui…
| Brasil

(Ricardo Stuckert)
Um relatório do Congresso dos EUA tem repercutido no mundo inteiro por sugerir que o Brasil teria permitido a instalação de uma base militar secreta da China em seu território.
🤔 Do que estamos falando? A estrutura em questão se chama Estação Terrestre de Tucano e fica em Salvador, na Bahia. Ela estaria operando na sede de uma empresa brasileira chamada Ayla Space.
A companhia do setor aeroespacial tem um acordo com a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology, oficialmente voltado à análise de dados de satélites.
👀 Mas os americanos estão desconfiados… Segundo o relatório, a estrutura daria à China a capacidade de identificar alvos militares estrangeiros e rastrear objetos espaciais em tempo real na América do Sul.
Não por acaso, o Congresso dos EUA afirma que essa estrutura estaria ligada a toda uma rede de operações chinesas na região.

(Reprodução)
🗣️ E eles vão além: Os americanos também dizem que a instalação na Bahia permite que a China influencie a doutrina espacial militar brasileira — além de garantir presença em uma região estratégica para os EUA.
Até agora, nenhuma evidência concreta foi apresentada pelos EUA além do relatório. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro não se manifestou sobre as acusações.
🇺🇸🇨🇳 Seja como for… O documento colocou o Brasil no meio de uma disputa global cada vez mais acirrada entre EUA e China — dois países com os quais mantemos boas relações comerciais.
OpenAI vai à guerra com o Pentágono depois da Anthropic não ceder
| Tecnologia

(Ludovid Marin)
👁️👁️ Estavam à espreita… Só algumas horas foram necessárias para a OpenAI aproveitar que a Anthropic perdeu o contrato militar que tinha com o governo dos EUA para fechar um acordo com o Pentágono.
Agora, a empresa criadora do ChatGPT ampliou sua presença nos contratos com os militares americanos — ou seja, a IA vai estar cada vez mais presente nas Forças Armadas do país.
OBS: O episódio ajuda a entender por que os CEOs das duas empresas se recusam a dar as mãos até mesmo em uma foto comemorativa como essa…
🔄 Sai uma, entra a outra: A Anthropic, dona do chatbot Claude, perdeu o contrato de US$ 200 milhões que tinha com o Pentágono depois de se recusar a abrir mão de limites para o uso de IA nas guerras.
A companhia foi até o fim com seus dois limites sobre o tema:
Seu sistema não poderia ser usado para vigilância em massa de cidadãos americanos;
A IA da empresa não poderia ser utilizada em armas autônomas que matem sem decisão humana.
✍️ A canetada da Casa Branca foi forte: O governo Trump então classificou a Anthropic como fator de “risco à cadeia de suprimentos” — o que a impede de fechar novos contratos com órgãos federais dos EUA.
No meio disso tudo, quem não perdeu tempo foi a OpenAI, que viu o caminho aberto para apertar a mão dos militares do Pentágono.
🤖 “Então o GPT não vai colocar nenhum limite?”: A OpenAI disse que o governo americano concordou com a condição de que os humanos devem ser os responsáveis finais pelos disparos militares.
Perderam um contrato, ganharam vários fãs 🤝
Ao saber que a Anthropic não cedeu ao Pentágono, parte da população americana passou a fazer o caminho inverso ao do governo — sair do ChatGPT e ir para o Claude.
🌡️ Virou febre: Em 24 horas, o chatbot da Anthropic se tornou o aplicativo mais baixado da App Store, ultrapassando todos os concorrentes.
Nas redes sociais, viralizaram tutoriais de como migrar dados do ChatGPT para o Claude e prints de pessoas que cancelaram a assinatura da OpenAI para fazer uma da Anthropic.
💭 O que fica dessa história toda: Nem a IA conseguiu escapar da polarização em um mundo em que o consumidor comum está cada vez mais atento às decisões éticas das empresas.
O futuro passa por aqui — e ele pode ter a sua assinatura 🫵
| Quem faz o PIB acha que…

(Giphy)
Planilhas aceitam muitas coisas, mas o que move o ponteiro do mercado é algo que não se ensina em nenhum MBA ou livro de administração: o feeling. 😉
Enquanto os modelos de IA e os relatórios de consultoria projetam o óbvio, quem está no centro das decisões — como muitos de vocês que nos leem — já sente no ar o que ainda não virou manchete.
🤩 “Quem faz o PIB acha que…”: Pensando nisso, vamos lançar um novo quadro aqui no Espresso para dar voz a esse sexto sentido de quem decide os rumos do país.
Toda semana, vamos publicar leituras sobre o futuro do Brasil e do mundo vindas de um grande líder que faz parte da nossa audiência.
🗣️ Calling out the C-Levels: Se você é executivo e quer que suas respostas apareçam em uma das nossas próximas edições, dividindo espaço com os principais C-Levels do país, é só clicar no botão abaixo.
O brilho do urânio brasileiro pode cair nas mãos da iniciativa privada
| Negócios

(O Povo)
O governo brasileiro está debatendo permitir que empresas privadas participem da exploração do urânio no país — até hoje, um monopólio controlado pelo Estado.
☢️ O que está por trás disso? Mesmo tendo a 6ª maior reserva de urânio do mundo, o Brasil precisa importar o mineral para abastecer suas próprias usinas nucleares.
Isso acontece porque a estatal Indústrias Nucleares do Brasil — a única que pode pesquisar, extrair e vender o material — não consegue dar conta da demanda atual e futura.
✍️ Mudanças a caminho… Um decreto que deve ser publicado até abril deve manter a INB com pelo menos 20% de participação em todos os projetos, mas também vai abrir espaço para a iniciativa privada.
Na prática, isso significa que uma mineradora estrangeira ou um fundo de investimento poderá assumir o controle operacional das minas de urânio — mas o Estado continuará como sócio.
⏰ O timing não poderia ser melhor: A demanda por urânio cresce mais rápido do que a oferta, principalmente com países apostando na energia nuclear para reduzir as emissões de gás carbônico.
Para citar alguns exemplos, a China está construindo uma enorme frota de usinas, enquanto as big techs americanas fecham acordos com geradoras nucleares para abastecer seus data centers de IA.
💰 Zoom out: O mercado de mineração de urânio, que hoje movimenta mais de US$ 5 bilhões, deve chegar a quase US$ 10 bilhões em menos de 10 anos, com crescimento de ~5% ao ano.
Hora do nosso primeiro tour pelas manchetes da semana
🎥🎞️ Dominando Hollywood: Brasil e México são os países latino-americanos com mais vitórias nos principais prêmios do cinema
🪖🇪🇺 Mais repercussão… França, Alemanha e Reino Unido preparam "ações defensivas" para proteger aliados
❌✍️ Citou “boa saúde” na Papudinha: Moraes nega novo pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro
💰🤝 Fim da novela? Paramount fecha acordo de US$ 110 bilhões para comprar a Warner
😔⛈️ Temporais cessaram: Último desaparecido é encontrado em Juiz de Fora, enquanto 72 foram mortos pelas chuvas em MG
🤖📈 Em resposta ao avanço das rivais: Nvidia prepara novo chip para acelerar o processamento de lA
🇺🇸🇨🇺 Próxima ofensiva? Trump diz que EUA estudam “tomada de controle amistosa” de Cuba
Milei consegue aprovar a reforma que ele tanto sonhou
| Economia

(Congresso em Foco)
🇦🇷 A “motosserra” chegou às leis trabalhistas: Depois de discussões acaloradas no Congresso e protestos do lado de fora, uma das principais promessas do presidente Javier Milei foi aprovada na Argentina.
Com 42 votos a favor e 28 contrários, os senadores argentinos deram o aval que faltava para a reforma trabalhista ser aprovada em definitivo no país.
📋 O que muda na prática? As mudanças são amplas e mexem em várias regras do mercado de trabalho argentino. As principais são:
A jornada de trabalho pode ser ampliada de 8 para até 12 horas diárias, com as horas extras sendo compensadas com folgas, em vez de pagamento em dinheiro;
Indenizações por demissão ficam menores — com bônus que não faziam parte do salário-base sendo excluídos da fórmula de cálculo;
Acordos coletivos por empresa ou região passam a ter prioridade sobre aqueles que envolvem todo o setor;
O direito de greve foi limitado, com mais serviços classificados como “essenciais”;
Salários podem ser pagos em moeda estrangeira — ou até mesmo em bens e serviços.
🏦 O que o governo diz: Milei defende que a reforma vai “desmontar 70 anos de atrasos” nas relações de trabalho do país. O argumento é que a legislação atual desestimula a contratação formal.
Para conseguir a aprovação, o governo fez 28 mudanças no projeto original em busca de apoio — sendo a principal a desistência de permitir que os salários fossem pagos por carteiras virtuais.
✅ Quem defende: Empresários afirmam que os custos trabalhistas na Argentina são altos, e o governo sustenta que a reforma vai estimular a formalização — já que hoje 43% dos trabalhadores do país estão na informalidade.
❌ Quem é contra: Sindicatos e a oposição veem a proposta como um ataque aos direitos dos trabalhadores e afirmam que ela vai facilitar demissões e piorar a qualidade do emprego, sem garantir novas vagas.
O timing dessa discussão é delicado. Por um lado, a Argentina registrou melhorias nos índices econômicos desde que Milei assumiu; por outro, o mercado de trabalho perdeu cerca de 300 mil empregos sob seu governo.
👨⚖️ Bottom-line: Mesmo após a sanção presidencial, a oposição já disse que vai acionar os tribunais contra a reforma.
De qualquer forma, a Argentina virou uma espécie de “laboratório de reformas liberais” — e o mundo está observando atentamente.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫
| Programa de Indicação

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