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Refil de Domingo - A guerra ao Irã no Oriente Médio 🇮🇷

O Oriente Médio nunca mais será o mesmo 🇮🇷
O mundo acordou diferente neste domingo. Depois de 47 anos de hostilidades entre o Ocidente e a República Islâmica do Irã, uma operação militar coordenada entre os EUA e Israel mudou o tabuleiro da geopolítica de forma irreversível.
Com a cúpula política e militar do regime iraniano dizimada, o futuro de 90 milhões de pessoas — e de toda a ordem do Oriente Médio — se tornou uma incógnita sem precedentes.
Na nossa edição especial de hoje, vamos te levar por tudo o que aconteceu no rã nas últimas horas e mapear os cenários possíveis para os próximos dias.
A queda do aiatolá e o maior incêndio geopolítico das últimas décadas
| Refil de Domingo

(Al Jazeera)
🌍 As imagens que chocaram o mundo: Na madrugada de sábado, ataques militares feitos em conjunto pelos Estados Unidos e por Israel varrerm o Irã.
A operação — batizada de “Fúria Épica” pelos americanos e de “Rugido do Leão” pelas forças israelenses — envolveu bombardeios aéreos e mísseis balísticos contra dezenas de alvos militares e políticos.
A alta cúpula iraniana foi atingida em várias cidades, incluindo Teerã, Isfahan, Qom e outras regiões estratégicas do país.
🔚 Fim de quase 40 anos no poder: A ofensiva foi responsável pela morte do aiatolá Ali Khamenei — o líder supremo iraniano que governou a república islâmica com punho de ferro por 37 anos.
Como se não bastasse, o ataque também matou o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e dezenas de outros líderes do regime.
📖 Um dia para os livros de História: Essa foi a primeira vez em que um chefe de Estado foi morto, em seu próprio território, por uma operação declarada de potências estrangeiras.
Em questão de horas, todo o Oriente Médio entrou em colapso operacional.
Aeroportos fecharam de Dubai a Doha, mísseis explodiram no Bahrein, no Qatar e no Kuwait, e o mundo assistiu ao início de algo que nenhum presidente americano havia ousado tentar.
Como foi a operação que mudou a história do Irã 🪖
Por trás do estrondo das bombas que atingiram Teerã na madrugada, há uma história de inteligência que pode entrar na lista de maiores feitos da CIA e do Mossad.
👀 O contexto: O líder supremo Ali Khamenei sabia que era um alvo e, por isso, era obcecado com a própria segurança.
Ele havia passado anos sem fazer uma aparição pública, até realizar um sermão em Teerã, em outubro de 2024.

(Iranwire)
👁️👁️ Sempre precavido: Khamenei também raramente estava no mesmo local que altos comandantes militares — e jamais os convocava para reuniões presenciais em seu complexo residencial.
Mas a CIA e o Mossad o observavam há meses.
A agência de inteligência americana conseguiu identificar a realização e a localização de uma reunião secreta que reuniria o líder supremo, o presidente e outros 46 líderes do regime iraniano.
🤳 Atuando em todas as frentes: Ao mesmo tempo, hackers de Israel conseguiram invadir um aplicativo de oração popular no Irã — usado por mais de 3 milhões de pessoas — e repassar mensagens contra o regime.
De acordo com oficiais de segurança israelenses, o primeiro objetivo da operação era, justamente, eliminar o maior número possível de líderes seniores antes que eles pudessem se dispersar ou se esconder.
💥 O ataque fatal: Eram 6h da manhã no horário de Israel quando aviões de guerra do país dispararam contra um complexo em Teerã que abrigava, simultaneamente, o escritório do líder supremo, o palácio presidencial e a sede do aparato de segurança iraniano.
O bombardeio que matou o líder supremo Ali Khamenei foi israelense, mas a inteligência que o possibilitou foi americana.
Poucas horas depois, Donald Trump anunciou a morte do aiatolá no Truth Social, dizendo: “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”.

(g1)
🗞️ Sentiram o baque: Os órgãos oficiais iranianos demoraram a confirmar a notícia — que foi transmitida pela TV estatal sob forte comoção.
No dia seguinte, Trump confirmou que ao menos 48 líderes iranianos haviam sido eliminados em um único golpe.
Entre as vítimas confirmadas estavam Ali Shamkhani, principal conselheiro de segurança de Khamenei; o general Mohammad Pakpour, comandante-chefe da CGRI; e membros da família do próprio aiatolá — sua filha, o genro e o neto.
O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad também foi morto nos ataques, segundo agências de mídia iranianas.
Ao todo, a Cruz Vermelha registrou ao menos 201 mortos no Irã, com centenas de feridos.
O número mais dramático veio de Minab, no sul do país — um ataque atingiu a Escola Shajaba Tayyiba, que fica próxima a uma instalação militar, matando ao menos 153 estudantes.
De acordo com o Pentágono, três militares americanos foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos durante a operação.
Todos estavam no Kuwait, um dos principais aliados dos EUA na região, que abriga diversas bases militares americanas.
A reação do “Eixo da Resistência” ⚔️
O Irã não ficou imóvel, muito pelo contrário. Depois de declarar 40 dias de luto nacional, o país deixou claro que a vingança era “um direito legítimo e um dever”.
🗺️ Apertaram o gatilho: Dezenas de mísseis e drones cruzaram o Golfo Pérsico em direção a bases militares americanas espalhadas pela região.
Os alvos declarados foram instalações no Qatar — a maior instalação militar americana no Oriente Médio —, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein, no norte do Iraque e na Jordânia.
Segundo o regime iraniano, as bases americanas não são território dos países da região, mas, sim, dos EUA e, por isso, a intenção era atacar os americanos — e não os países árabes que as hospedam.
💨 Mas a distinção se desfez no ar: Destinos turísticos que foram projetados e construídos sob a promessa de que jamais seriam importunados pelos conflitos militares da região logo se viram tomados por alarmes e cenas de desespero.
Em Doha, no Qatar, ao menos uma dúzia de explosões foi registrada. No Kuwait, uma detonação atingiu o aeroporto internacional. Em Dubai, um drone explodiu próximo ao Fairmont Hotel — deixando a luxuosa ilha artificial sob fumaça.
O espaço aéreo foi fechado no Irã, Iraque, Qatar, Kuwait, Síria, Bahrein e Israel, impedindo o deslocamento de centenas de milhares de viajantes ao redor do mundo.
Já em Israel, a retaliação iraniana contou com mísseis balísticos direcionados a Tel Aviv — responsáveis por ao menos 21 feridos.
Além disso, um projétil atravessou o sistema de defesa aérea israelense e provocou uma grande explosão na maior cidade do país.

(g1)
🔊 Os estrondos continuam… Enquanto isso, a Força Aérea de Israel manteve a ofensiva, lançando uma nova onda de ataques “no coração de Teerã”. Dessa vez, o alvo foi o quartel-general das Forças Armadas iranianas.
Eles usaram a arma econômica 💰
A jogada mais poderosa do Irã não foi militar — foi comercial.
🚢 O que aconteceu? A Guarda Revolucionária anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz — a passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
É por lá que passa mais de 20% do petróleo mundial, sendo um ponto crucial para as exportações dos países do Golfo Pérsico e a principal rota de escoamento para a Ásia.
🔪 Uma faca de dois gumes: Acontece que, ao bloquear o Estreito, o Irã também sufoca países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e o Qatar — que dependem da rota para escoar sua produção.
A estratégia é uma forma de coerção que pode empurrar esses países a pressionar os EUA por uma solução diplomática ou, então, deixá-los inflamados contra o regime iraniano.

(O Globo)
Lágrimas divididas na reação do povo iraniano 🇮🇷
A morte de Ali Khamenei produziu duas reações entre a população iraniana — celebração e luto.
Isso é o que ficou claro nas comunicações oficiais e nos vídeos que circulam nas redes sociais — principalmente transmitidos via satélite, já que o regime bloqueou a internet convencional.
💧 Lágrimas de alegria: Por um lado, houve cenas de comemorações espontâneas em diferentes cidades, com pessoas derrubando símbolos do regime.
Em Teerã, onde a vigilância é maior, moradores fizeram festa de seus apartamentos, gritando, tocando música alta e soltando fogos de artifício.
A cena se repetiu fora do Irã — com celebrações nos EUA, na Europa e até no Brasil.
Um elemento importante nessa equação é que, logo no começo deste ano, o país passou pela sua terceira grande onda de protestos em massa neste século — sempre reprimidos com muita violência estatal.

(The Telegraph)
🔙 Um #TBT em pleno domingo: A grande diferença de 2026 foi que até grupos historicamente ligados ao regime — como comerciantes dos tradicionais bazares — aderiram às manifestações.
Muitas das pautas levantadas durante os protestos tinham relação com uma possível volta da monarquia no país.
Não por acaso, foram frequentes os registros de manifestantes arrancando a atual bandeira iraniana de prédios oficiais e substituindo-a pelo emblema da era monárquica.
💧 Lágrimas de tristeza: Por outro lado, houve também cenas de protestos pró-regime e de luto oficial em inúmeras partes do país.
Essas manifestações contaram com forte apoio à liderança religiosa tradicional e a uma resposta estatal que enfatizava a união nacional diante da agressão externa.

(Reuters)
Iranianos favoráveis ao regime dos aiatolás se reuniram nas ruas de Teerã, vestidos de preto e gritando frases como “morte à América” e “morte a Israel”.
Milhares de pessoas também participaram de eventos de luto oficial e cerimônias de condolências — todos transmitidos de forma ininterrupta pela mídia estatal iraniana.
Por que o Irã é relevante? 🤔
Há anos, o país se destaca como um ator de peso no tabuleiro geopolítico — e não há como falar disso sem citar a questão nuclear.
⚛️ Por que importa? O Ocidente acusa o regime iraniano de estar cada vez mais próximo de desenvolver uma arma nuclear.
Depois de anos de tentativas fracassadas de acordo e de sanções, o país mantém um programa de enriquecimento de urânio — basicamente a matéria-prima para bombas atômicas.
Para se ter uma ideia, no ano passado, instalações nucleares iranianas foram alvo de ataques de Israel e dos EUA — o que elevou drasticamente a tensão na região.
🤝 Uma rede pesada de alianças: O Irã é um dos principais expoentes de um chamado “sentimento antiocidental”, rivalizando há anos com Washington.
Isso ganha uma dimensão ainda maior quando olhamos para dois dos principais aliados de Teerã — Rússia e China.
O Irã é um fornecedor crucial de drones e tecnologia para a Rússia na guerra contra a Ucrânia.
Já com a China, a parceria econômica é vital — já que 90% das exportações de petróleo iraniano vão para o país asiático.
⚔️ O “Eixo da Resistência”: O Irã ainda financia e fornece armamentos a uma série de grupos considerados terroristas por nações ocidentais — como o Hezbollah, no Líbano, e os Houthis, no Iêmen.
Essa teia de relações com organizações armadas incomoda principalmente o governo de Israel.

(IFMAT)
🛢️ A parte energética da questão: O Irã abriga a terceira maior reserva de petróleo do mundo, com mais de 209 bilhões de barris — atrás apenas da Venezuela e da Arábia Saudita.
O país também detém a segunda maior reserva de gás natural do planeta, ficando atrás somente da Rússia.
Ou seja, qualquer instabilidade por lá pode abalar os mercados energéticos ao redor do planeta — influenciando os preços do petróleo e as cadeias de abastecimento.
Da revolução à teocracia: o regime dos aiatolás 🫵
O Irã como conhecemos hoje nasceu da Revolução Islâmica de 1979 — que derrubou uma monarquia apoiada pelos EUA.
No lugar, foi instaurado um sistema político guiado por princípios religiosos. O modelo atual funciona assim 👇:
O líder supremo — também chamado de aiatolá — é a autoridade máxima do país. Ele controla as Forças Armadas, o Judiciário e a mídia estatal, além de definir os rumos estratégicos do Irã;
O presidente é eleito, mas tem poderes limitados;
O Parlamento até existe, mas suas decisões podem ser vetadas por conselhos religiosos;
O Conselho dos Guardiões é responsável por barrar determinadas leis e exercer uma espécie de “supervisão ideológica” sobre o que acontece no país.
Ao longo das décadas, essa estrutura consolidou poder, mas também acumulou desgaste — principalmente por causa da repressão política, das restrições às liberdades, da corrupção e do isolamento internacional.
E qual é o futuro do governo no país? 🔜
Com a morte de Ali Khamenei, o Irã ativou o seu protocolo constitucional para a transição de poder.
Hoje mesmo foi formado um Conselho de Liderança Provisório com três membros:
Masoud Pezeshkian, presidente do país;
Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, chefe do Poder Judiciário;
Aiatolá Alireza Arafi, membro do Conselho dos Guardiões.
🔙 Tem precedente: Na última vez em que um aiatolá foi substituído — quando Khamenei herdou o cargo de Khomeini, após a Guerra Irã-Iraque, em 1989 —, o processo levou menos de um dia.
Agora, com os ataques conjuntos de EUA e Israel em curso, a nomeação do sucessor do líder supremo deve levar mais tempo.
Até lá, o Conselho de Liderança Provisório deve tomar as decisões de defesa em conjunto com o principal assessor de segurança do país, Ali Larijani, e com o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

(O Globo)
Quem escolhe o novo líder? 🗳️
Um grupo de 88 clérigos, conhecido como Assembleia dos Especialistas, vai escolher o sucessor de Khamenei.
Os membros da Assembleia são eleitos pelo povo iraniano a cada oito anos e, depois disso, passam pela avaliação e pelo referendo do Conselho dos Guardiões — conhecido por desqualificar muitos nomes.
🚫 Não é tarefa fácil: Para se ter uma ideia, antes das eleições de 2021, por exemplo, o Conselho vetou mais de 600 candidaturas — incluindo todas as mulheres e figuras influentes, como o próprio assessor de segurança nacional Ali Larijani.

(BBC)
Quem será o novo líder? 🧐
A lista de possíveis sucessores é longa e não conta com nenhum nome de consenso.
Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá falecido, tinha forte influência nos bastidores e laços sólidos com os clérigos.
No entanto, a sucessão hereditária é malvista na tradição xiita e contradiz os princípios da Revolução Islâmica.
Já Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica, é um nome de prestígio no Conselho dos Guardiões, mas já foi criticado por membros do regime atual.
No fim, analistas apontam três cenários possíveis para o futuro do regime iraniano 👇:
O primeiro é uma espécie de “khameneísmo”, em que um novo líder linha-dura assume o posto e o regime sobrevive.
O segundo é uma tomada de poder pelos militares, com um general controlando efetivamente o país por trás de uma fachada civil.
Já o terceiro — e o que Trump claramente espera — é o colapso do regime, com o povo iraniano tomando as ruas e derrubando a República Islâmica.
Como o mundo reagiu 🌎
A operação americana-israelense foi recebida com cautela e preocupação em boa parte do mundo — mesmo entre os aliados dos EUA.
🇺🇳 ONU: O secretário-geral António Guterres abriu uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança, alertando para o risco de “uma reação em cadeia incontrolável”.
🇪🇺 União Europeia: Os líderes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu emitiram uma nota conjunta descrevendo os eventos como “muito preocupantes”.
Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia, também condenou os ataques iranianos contra os Emirados como “injustificáveis”.
🇫🇷 França: Emmanuel Macron pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança e descreveu a escalada como “perigosa para todos”.
Ao mesmo tempo, uma porta-voz do governo francês afirmou que a França só pode “se sentir satisfeita” com a morte de um “ditador sanguinário”.
🇷🇺 Rússia: Vladimir Putin emitiu uma declaração sobre os ataques, em tom de condenação — mas sem anunciar qualquer ação concreta.
🇨🇳 China: Pequim expressou “profunda preocupação” com os ataques e pediu um cessar-fogo imediato. O Ministério das Relações Exteriores chinês ainda afirmou que a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas.
🇧🇷 Brasil: O governo Lula prestou solidariedade aos países impactados pelos ataques de retaliação iranianos, reforçou a defesa do respeito ao Direito Internacional e pediu o fim das ações militares.
A nota do Itamaraty condena "quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis”.
Os argumentos de quem apoia a ação ✅
Para os defensores da operação conjunta, o Irã estava a poucos passos de ter armas nucleares — ou até já as tinha.
Seguindo essa linha de raciocínio, o regime iraniano há anos financia o terrorismo, assassina soldados do Ocidente e oprime a própria população com a restrição de direitos fundamentais.
Os defensores argumentam que Khamenei era um dos líderes mais destrutivos do século e que, diante disso, a janela de oportunidade criada pela fraqueza do regime nunca esteve tão aberta.
O que diz quem é contra ❌
Os críticos à operação batem na tecla de que os ataques foram iniciados sem a autorização do Congresso americano e sem a apresentação de uma justificativa à população por Donald Trump.
Do ponto de vista internacional, essa visão sustenta que a operação viola normas fundamentais do Direito Internacional — como o assassinato de um chefe de Estado soberano sem declaração de guerra.
Ainda nessa linha, há também o argumento de que operações recentes — como no Afeganistão e no Iraque — trouxeram vitórias militares rápidas, mas que se desfizeram em poucos anos de caos.
Como isso tudo impacta o Brasil 🇧🇷
O Irã é apenas o 31º maior parceiro comercial do Brasil no mundo — e o quinto principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio.
🫰 Indo direto aos números: No ano passado, o fluxo bilateral entre os dois países atingiu US$ 2,9 bilhões — com 87,2% das exportações brasileiras concentradas em milho (67,9%) e soja (19,3%).
Do lado das importações, o Brasil compra cerca de US$ 84 milhões do Irã — com fertilizantes e adubos respondendo por quase 80% do total.
Ou seja, caso haja uma ruptura comercial com o Irã, ela teria impacto limitado na macroeconomia brasileira.
No entanto, setores específicos do agronegócio — como os de milho e soja — teriam que redirecionar seus volumes para outros mercados.
Mas é tudo sobre petróleo 🛢️…
Com o fechamento do Estreito de Ormuz após os ataques, diferentes bancos já elevaram a previsão para o preço do barril tipo Brent de US$ 80 para US$ 100 — um salto de 25%.
Isso significa que, no nosso país, a Petrobras pode lucrar significativamente com preços mais altos.
Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras de petróleo podem se tornar ainda mais competitivas em um mercado global com restrições de oferta.
⛽ Por outro lado… No campo negativo, o diesel pode disparar — e é justamente o combustível que move o agronegócio, o transporte de cargas e grande parte da logística nacional.
Isso pode se traduzir em alta no preço dos alimentos, no frete e, consequentemente, na inflação geral.
Quais os próximos passos da guerra? 👣
Essa é a grande questão que ninguém consegue respnder com certeza.
O que se sabe, no entanto, é que as próximas semanas — e, provavelmente, meses e anos — serão decisivas.
Trump já deixou claro que os ataques americanos e israelenses vão continuar, enquanto Benjamin Netanyahu prometeu o mesmo.
🇺🇸🇮🇱 O objetivo dos dois países: Eles querem a destruição completa do aparato nuclear e uma possível troca de regime no Irã — algo bem mais complexo e perigoso.
Seja como for, analistas concordam que o cenário mais provável nos próximos meses inclui:
🪖 Uma escalada militar: Novos ataques e retaliações podem surgir, principalmente se as negociações de paz não avançarem.
🇨🇳🇷🇺 Risco de envolvimento de outras potências: China e Rússia podem ampliar o apoio ao Irã — enquanto aliados ocidentais dos EUA podem reforçar tropas na região.
📍 Impactos humanitários cada vez maiores: Tudo indica que o fluxo de refugiados deve crescer, assim como a pressão por sanções econômicas contra autoridades iranianas.
💬 Negociações diplomáticas forçadas: A comunidade internacional deve intensificar a pressão para que os principais agentes do conflito se sentem à mesa e busquem um acordo.
Como aconteceu na Revolução Islâmica, as consequências da operação do último sábado serão sentidas por anos, com a ordem no Oriente Médio — que já era frágil — sendo reescrita em tempo real. ✍️
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