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Refil de Domingo - A captura de Maduro 🇻🇪

O ano em que a era Maduro chegou ao fim 🇻🇪

Com toda certeza, o que você vai ler a seguir estará nos livros de História. A madrugada do terceiro dia do ano marcou um ponto de ruptura não só para a Venezuela, mas para toda a ordem geopolítica mundial.

No nosso Refil de Domingo de hoje, você entende como a polêmica deposição de Nicolás Maduro transcende as manchetes e muda para sempre os debates sobre soberania, direito internacional e o futuro do planeta.

Você está prestes a embarcar em um passeio minucioso por toda a história recente venezuelana para que, assim, consiga ter um vislumbre dos próximos capítulos no nosso país vizinho.

A operação americana que transformou a Venezuela e mudou os rumos do planeta

| Refil de Domingo

(Reprodução)

🪖 “Resolução Absoluta”: Esse foi o nome escolhido pelo governo dos EUA para batizar a operação militar que fez 2026 já começar como um ano histórico.

  • O que muitos analistas consideravam improvável — uma intervenção militar direta dos EUA em solo sul-americano no século XXI — aconteceu.

🔙 Recapitulando o que você já ficou sabendo: Na madrugada de ontem, moradores de Caracas relataram diversas explosões, o sobrevoo de aeronaves em baixa altitude e alguns tremores.

(g1)

Eles ainda não sabiam, mas estavam sendo as primeiras testemunhas do fim de quase 30 anos de chavismo na Venezuela.

  • Cerca de 150 aeronaves americanas, incluindo caças F-35, bombardeiros B-1 e helicópteros de ataque, desativaram sistemas de defesa aérea e atingiram alvos estratégicos na capital venezuelana e em seus arredores.

🔚 O fim de uma era: Depois de um breve confronto, no qual um helicóptero americano foi danificado, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, se renderam.

Eles foram rapidamente levados para o navio USS Iwo Jima, que já aguardava no Caribe, iniciando a viagem rumo aos EUA.

Mas, para entender a queda de Maduro, é preciso voltar à ascensão de um dos líderes políticos mais controversos da história recente.

Do banco do ônibus ao palácio presidencial 🚎

Não dá para falarmos de Maduro sem relembrarmos sua ligação profunda com o chavismo, o movimento político iniciado pelo ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em 1999.

Nicolás Maduro Moros — que era motorista de ônibus e líder sindical — foi, basicamente, moldado ideologicamente por Chávez, que o escolheu como seu herdeiro político.

  • ⏪ O começo de tudo: Eleito em 1998, Chávez iniciou a “Revolução Bolivariana”, uma mistura de socialismo, nacionalismo e forte retórica antiamericana.

O ex-presidente consolidou um projeto de poder baseado em um forte papel do Estado na economia, impulsionado principalmente pelos altos preços do petróleo à época.

(CNN)

⚠️ Um parêntese importante: O território venezuelano é lar das maiores reservas de petróleo do planeta.

O país conta com aproximadamente 303 bilhões de barris, mas a produção é consideravelmente menor do que a de outros países por conta de dificuldades na extração e no refino. 🛢️

🗳️ Voltando ao chavismo… Durante os anos de Chávez, Maduro ascendeu politicamente em cargos como deputado, presidente da Assembleia Nacional, ministro das Relações Exteriores e, por fim, vice-presidente.

Foi assim que, em 2013, após a morte de seu antecessor, ele assumiu o principal cargo executivo da Venezuela pela primeira vez.

Naquele mesmo ano, Maduro se autoproclamou “filho de Chávez” e venceu eleições apertadas, prometendo dar continuidade ao chavismo. Era o início de um período marcado por seguidas crises…

A Venezuela nos dias de Maduro 🇻🇪

Os primeiros anos de Maduro foram bem diferentes dos tempos de boom das commodities — principalmente do petróleo — que fizeram Hugo Chávez comandar um país com cofres cheios.

Os tempos mudaram: Com a queda dos preços do barril e uma gestão atrapalhada da estatal PDVSA, a economia venezuelana entrou em queda livre.

O governo recorreu à impressão descontrolada de dinheiro, gerando uma hiperinflação que chegou a picos de 130.000% ao ano — comprometendo salários e poupanças.

💰 O resultado: A Venezuela ficou marcada pela falta generalizada de alimentos e medicamentos, além de um êxodo histórico de mais de 8 milhões de venezuelanos que imigraram para outros países.

  • Só o Brasil recebeu mais de 500 mil desde 2018.

🗣️ A reação de Maduro: Para se manter no poder diante desse contexto e de uma crescente insatisfação popular, o presidente embarcou em práticas consideradas autoritárias pela comunidade internacional.

Entre alguns de seus atos mais polêmicos estão a anulação dos poderes do Parlamento depois que a oposição conquistou maioria, a substituição de ministros do Supremo Tribunal e a convocação de uma Assembleia Constituinte que ampliou seus poderes.

Para se ter ideia, seu terceiro mandato, iniciado em 2024, foi reconhecido apenas por aliados como Rússia, China e Cuba, enquanto EUA, União Europeia e vários países latino-americanos — como o Brasil — o consideravam ilegítimo.

🚓 E tem mais: O governo da Venezuela reprimiu com violência protestos em 2014 e 2017 — gerando centenas de mortes.

Essas ordens levaram a uma investigação por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional e a sanções internacionais cada vez maiores.

Quando tudo ruiu com os EUA 🇺🇸

As relações com os americanos, já tensas desde a era Chávez, atingiram um novo patamar no ano passado.

  • A volta de Donald Trump à Casa Branca marcou o início de uma pressão aberta e militarizada. O estopim foi o chamado “combate ao narcotráfico”.

🤔 O que mudou: A Casa Branca passou a dizer que Nicolás Maduro e parte de sua cúpula militar faziam parte de uma facção narcotraficante chamada “Cartel de los Soles”.

De acordo com autoridades americanas, essa organização estaria envolvida diretamente no transporte e na distribuição de cocaína em larga escala para os EUA e outros países.

  • A relevância: O governo Trump chegou a classificar o grupo como organização terrorista, abrindo margem para operações militares contra alvos considerados ligados ao cartel.

🚨 A “campanha antidrogas” que deixou o mundo tenso: Usando essa justificativa de combate aos narcoterroristas, os EUA começaram, no fim de agosto, uma campanha militar marítima no Caribe.

As forças americanas fizeram dezenas de ataques contra embarcações supostamente usadas no tráfico de drogas.

(The Pentagon)

Trump chegou até a dizer que o espaço aéreo da Venezuela estava fechado e ordenou o envio do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, para a costa venezuelana — uma embarcação de US$ 13 bilhões.

O estopim veio em dezembro, quando os EUA anunciaram um bloqueio total a navios petroleiros sancionados.

Como Maduro foi capturado 🚁

A “Operação Resolução Absoluta” foi fruto de meses de planejamento. Para se ter ideia, a CIA tinha uma equipe em solo venezuelano desde agosto — que coletava informações detalhadas sobre a rotina de Maduro.

Além de contar com informantes próximos ao governo chavista, o Pentágono chegou a construir uma réplica do complexo residencial do presidente para treinar as tropas americanas.

👍 A ordem de Trump: O presidente americano deu o “ok” para a missão na noite de sexta-feira e, poucas horas depois, soldados da unidade de elite Delta Force — a mesma que capturou o ditador panamenho Manuel Noriega em 1990 — foram destacados para a missão terrestre.

Não por acaso, o número de pedidos em pizzarias próximas ao Pentágono disparou — já que muita gente foi convocada para fazer hora extra.

  • Enfrentando fogo das defesas venezuelanas, os soldados localizaram Maduro e sua esposa, que tentaram, sem sucesso, se refugiar em um bunker.

Houve troca de tiros e, segundo o New York Times, pelo menos 80 pessoas, incluindo civis e soldados, morreram durante a operação.

(Estadão)

Às 4h29, no horário local, Maduro já estava a bordo do navio, a caminho dos EUA. Trump assistiu a tudo ao vivo, de sua sala de operações em Mar-a-Lago.

Vídeos e fotos registraram o líder venezuelano pousando em uma base aérea em Nova York antes de ser encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitana — onde deve aguardar seu julgamento.

(Reprodução)

E agora, quem governa a Venezuela? 🧐

A captura de Maduro deixou um vazio de poder constitucional. Oficialmente, a Suprema Corte declarou que Delcy Rodríguez, vice-presidente e aliada próxima do líder chavista, deveria assumir como presidente interina.

(BBC)

📖 Mas a história deve ser outra… No entanto, em sua primeira coletiva depois da operação, Trump declarou que os EUA vão “governar a Venezuela” até que uma “transição segura e adequada” seja realizada.

  • O presidente americano, inclusive, não descartou o envio de mais tropas ao país latino.

A ideia dos EUA é “estabilizar o país”, revitalizar a indústria petrolífera com empresas americanas e, eventualmente, conduzir uma transição política com a realização de eleições livres.

📺 Do lado de dentro: Em pronunciamento na TV estatal, Rodríguez classificou a captura como um “sequestro” e afirmou que “a Venezuela nunca será colônia de nenhum país”.

  • Ela exigiu provas de vida de Maduro e Flores e convocou as forças do Estado para defender a soberania.

Algumas figuras da oposição, como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, e o candidato presidencial Edmundo González, estão no exílio, mas devem pressionar por novas eleições.

(O Globo)

E o que vai ser de Maduro? 👨‍⚖️

O líder chavista e sua esposa estão sob custódia americana. A procuradora-geral dos EUA disse que os dois devem responder a uma acusação criminal no Distrito Sul de Nova York.

As acusações formais incluem 👇:

  • Conspiração para narcoterrorismo;

  • Conspiração para importação de cocaína;

  • Posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos;

  • Conspiração para posse desses dispositivos.

amanhã à tarde, Maduro deve comparecer diante de um juiz de Nova York — que vai notificá-lo formalmente das acusações.

🌎 Um precedente inédito na história: O julgamento representa uma rara situação em que um chefe de Estado de um país soberano é processado diretamente por outro em território estrangeiro.

Ou seja, o processo contra Maduro e sua esposa deve ser um espetáculo jurídico, político e também midiático, de proporções históricas.

(The New York Times)

👁️👁️ Os próximos capítulos: Se for condenado, Maduro pode cumprir prisão perpétua nos EUA — um destino parecido com o do panamenho Manuel Noriega.

Um mundo dividido 💬

A operação americana na Venezuela gerou respostas bem polarizadas ao redor do globo.

Os que condenaram: Brasil, México, Rússia, Cuba e Irã consideraram a operação uma violação grave da soberania venezuelana e do direito internacional.

  • Por aqui, o presidente Lula classificou o ato como “inaceitável” e um “precedente perigoso”.

A União Europeia, mesmo sendo crítica ao regime de Maduro, expressou “profunda preocupação” com o uso unilateral da força.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse estar “profundamente chocado”, condenando veementemente o “uso da força pelos EUA contra um país soberano”.

Já governo da Rússia se mostrou preocupado e condenou o que chamou de “um ato de agressão armada” contra a Venezuela cometido pelos EUA.

Os que apoiaram: Governos alinhados a Trump celebraram a operação. O presidente argentino, Javier Milei, por exemplo, disse que “a liberdade avança”.

O Equador também apoiou a ação, direcionando críticas aos “criminosos narcotraficantes chavistas”.

  • José Antonio Kast, que foi eleito presidente do Chile, comemorou a prisão de Maduro e classificou o episódio como “uma boa notícia para a América Latina”.

Emmanuel Macron, presidente da França, disse que o país espera por uma “transição pacífica na Venezuela” — mas classificou a situação como “um dia de festa para o povo venezuelano”.

Também na Europa, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou “legítima a intervenção defensiva”.

🇺🇳 Seja como for… O caso deve ser discutido em uma sessão emergencial do Conselho de Segurança da ONU nas próximas horas.

Uma grande operação, um grande debate 💡

Embora tenha acontecido na Venezuela, a deposição de Maduro levou a uma polarização de opiniões que atinge o debate público em diferentes países.

👎 Os críticos da operação americana argumentam que ela foi um ato ilegal de guerra — além de uma violação da soberania nacional e do princípio da não intervenção.

Seguindo essa linha de pensamento, o que aconteceu com Maduro pode abrir um precedente perigoso a ser usado por outras potências mundiais no futuro — como uma possível invasão chinesa a Taiwan e uma maior presença de forças russas na Ucrânia.

Adeptos dessa visão dizem que os EUA só realizaram essa operação por interesses petrolíferos e de “imperialismo” — como no caso da Doutrina Monroe, no século XIX.

👍 Os defensores da ação, por outro lado, batem na tecla de que a operação apenas aplicou a lei contra um “narcoterrorista internacionalmente procurado” que comandava um regime autoritário.

Eles argumentam que Maduro era um ditador que reprimia seu povo e que sua remoção deve, na verdade, abrir espaço para políticas mais democráticas e uma restauração econômica na América Latina.

Por fim, essa linha de pensamento destaca que a intervenção americana foi uma espécie de “mal necessário” — já que a comunidade internacional falhou em conter Maduro por vias diplomáticas.

O mundo nunca mais vai ser o mesmo 🔜

A captura de Maduro não é um ponto final, mas um grande ponto de interrogação na ordem geopolítica atual.

  • Se, por um lado, a operação americana encerrou uma era na Venezuela, por outro, ela inaugurou um período de incertezas.

👀 Como por exemplo… O mundo acompanha atento como vai ser a reação do chavismo, qual será a duração da ocupação americana e como a ONU vai lidar com a questão.

Seja vista como uma libertação ou uma invasão, a operação de 3 de janeiro de 2026 já entrou para a história como um momento de ruptura.

O desfecho dessa trama ainda está sendo escrito, mas o “primeiro rascunho da história” foi concluído — e você acompanhou tudo nesta leitura. 🤝

O Refil de Domingo é só o começo de tudo que temos para te oferecer 👀

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