
O inimigo mora ao lado 👀
Narendra Modi, o premiê indiano, decidiu fazer uma turnê pela região do Indo-Pacífico. Parando de país, em país, a caneta dele está quase ficando sem tinta de tantos acordos militares, econômicos e políticos que ele está assinando. E a intenção por trás de tudo isso é uma só — deixar a China escanteada. Na edição de hoje, você vai descobrir se essa estratégia está dando certo ou não e muito mais.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“A disciplina é a ponte entre os objetivos e a conquista.” - Jim Rohn, empreendedor e autor americano
Hoje na História: em 1954, o Atentado da Rua Tonelero abalou o Brasil. O alvo era o jornalista Carlos Lacerda, mas o ataque acabou matando um major da Aeronáutica, desencadeando uma grave crise e culminando, dias depois, no suicídio de Getúlio Vargas.
Mundo
A Índia está tão desconfiada que decidiu cercar a China

(Reuters)
Depois de anos fingindo uma relação amistosa, o governo indiano ficou incomodado com a influência que a China vem conquistando na região do Indo-Pacífico e decidiu agir de uma vez por todas.
✈ Hora da turnê: O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, vem viajando por vários países da região para fechar acordos militares, econômicos e de infraestrutura visando fortalecer esses laços.
Os principais avanços aconteceram em países como Indonésia, Filipinas, Vietnã e outros vizinhos que também têm suas preocupações com o crescimento do poder militar e econômico da China.

(Folha de São Paulo)
🧠 A estratégia: Como a Índia simplesmente não tem força militar nem econômica para bancar um conflito direto com a China, a ideia é “cercar” os chineses aos poucos.
E aqui vale lembrar que estamos falando dos dois países mais populosos do mundo que, juntos, somam quase 4 bilhões de pessoas — cerca de metade da população mundial.
🇮🇳🇨🇳 O que está por trás disso: Nova Délhi vê Pequim como seu principal rival geopolítico, já que os dois países disputam territórios na fronteira do Himalaia e já tiveram até confrontos militares recentemente.
Outro objetivo da Índia é garantir que as principais rotas marítimas do Indo-Pacífico continuem abertas e não fiquem sob domínio chinês.
Por esses mares passa cerca de 60% de todo o comércio global, incluindo petróleo, alimentos e produtos eletrônicos.
🤝 “Desconfiados, uni-vos!”: Com esse movimento, a Índia também “ganha moral” com potências como EUA, Japão e Austrália — que compartilham dessas preocupações com a influência chinesa.
Acontece que a China é grande demais para ser evitada. Por ironia do destino, o país comandado por Xi Jinping é um dos principais parceiros econômicos da própria Índia.
🌏 Bottom-line: Se o plano de Modi der certo, a Índia vai aparecer cada vez mais nas manchetes que envolvem a Ásia, se tornando um contraponto cada vez maior à China.
Brasil
A maior “agressão diplomática” que os EUA já fizeram contra o Brasil

(Folhapress)
É assim que analistas e diplomatas classificaram a decisão do governo americano de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.
🇺🇸 A justificativa do Trump: A Casa Branca disse que tomou a decisão com base no “princípio da reciprocidade”.
Na visão americana, o Brasil está demorando mais do que o aceitável para aprovar o nome de Daniel Perez, o novo embaixador indicado por Donald Trump para ficar em Brasília.
Também pesou o fato de o Itamaraty ter negado, no fim de julho, vistos a dois funcionários do Departamento de Estado que viriam ao país questionar as eleições brasileiras.
🫵 Um apontando o dedo para o outro: O governo Lula chamou as justificativas americanas de falsas e classificou a medida como uma interferência na eleição presidencial de outubro.
Na visão brasileira, o processo de aprovação de um embaixador é confidencial — e os EUA teriam quebrado o protocolo ao divulgar o nome de Perez antes de ter o aval brasileiro.
Lula ainda revelou que orientou o chanceler Mauro Vieira a suspender a recepção de embaixadores até depois da eleição — e para qualquer país, não só os EUA.
👀 A medida é grave: A última vez que os EUA fizeram algo parecido no continente foi em 2010, contra a Venezuela de Hugo Chávez — depois que Caracas recusou receber o embaixador americano.
Mas o contexto brasileiro é bem diferente, já que a crise com os EUA vem se acumulando há mais de um ano, quando Trump impôs o “tarifaço” contra produtos vindos do Brasil pela primeira vez.
👣 Os próximos passos: O Planalto disse que vai adotar medidas equivalentes contra os EUA, embora isso seja mais difícil na prática — já que os americanos não têm embaixador em Brasília desde Joe Biden.
Já os EUA sinalizaram que podem restabelecer o visto da embaixadora caso o Brasil aprove o novo embaixador americano.
Enquanto isso, em Brasília 🇧🇷🗳…
O senador Flávio Bolsonaro revelou hoje quem vai ser o seu candidato a vice na chapa para a eleição presidencial, e o nome escolhido foi o deputado federal Alfredo Gaspar, também do PL.
🤔 Quem é esse cara? Ex-promotor de Justiça, ele foi secretário de Segurança Pública de Alagoas antes de chegar à Câmara — construindo sua imagem na área de combate ao crime e segurança pública.
E não, não é coincidência que esse seja justamente o tema que mais preocupa os eleitores no Brasil inteiro. Para saber mais sobre Alfredo e as razões da escolha, clique aqui ou assista ao vídeo abaixo 👇:
Tecnologia
Pergunte qualquer coisa ao ChatGPT — só não estranhe a propaganda

(Reprodução)
Seguindo um modelo que já vinha sendo testado em outros mercados, o Brasil se tornou o oitavo país do mundo a ter anúncios sendo exibidos no ChatGPT.
🧠 A lógica por trás: O nosso país é o terceiro que mais usa o chatbot no mundo, atrás dos EUA e da Índia, o que ajuda a explicar por que a empresa nos escolheu para essa nova fase.
As propagandas só vão aparecer para quem usa o plano gratuito e o plano Go. Assinantes do Plus para cima, assim como menores de 18 anos, não vão receber nenhum anúncio.
🤖 Como vai ser? A publicidade deve vir depois da resposta do GPT, separada por uma linha e sempre marcada como “patrocinado”.
Além disso, a OpenAI não vai exibir anúncios perto de conversas sobre saúde pessoal, saúde mental e política — e, num ano de eleição, propagandas políticas estão proibidas.
Por que colocar #publis numa IA? 🛍
💰 A razão mais óbvia é dinheiro. Mesmo com 1 bilhão de usuários no mundo, apenas 3% deles pagam assinatura — e mesmo faturando mais de US$ 20 bilhões por ano, a empresa continua no vermelho.
Em apenas seis semanas desde o lançamento do programa piloto de ads nos EUA, a empresa já havia superado a marca de US$ 100 milhões em receita — com mais de 600 anunciantes ativos.
💸 O céu é o limite: Mostrando que pensar pequeno não é o modus operandi da OpenAI, a companhia projeta faturar mais de US$ 2,5 bilhões com as propagandas já neste ano.
Depois disso, a trajetória é de crescimento acelerado — chegando aos US$ 100 bilhões em 2030.
🤳 A nova era da publicidade online: O mercado de publicidade digital é enorme — e os chatbots têm uma vantagem que o Google jamais teve.
Eles conhecem profundamente as dúvidas, os comportamentos e as necessidades dos usuários em tempo real — e isso vale ouro para um anunciante.
Tour de manchetes
O que mais aconteceu de relevante no Brasil e no mundo 👇
🇧🇷🇦🇷 O “rebaixamento diplomático”: Embaixador brasileiro não voltará à Argentina após novos ataques de Milei a Lula
📊🚀 Mesmo assim, as ações caíram: Receita da SpaceX sobe 92% no primeiro relatório de resultados desde o IPO
☁️🤖 Crescimento na nuvem e na IA: Após Amazon superar US$ 3 trilhões, Bezos anuncia venda bilionária de ações
🤝💰 Quase 600 transações: Mercado de fusões e aquisições no Brasil já movimentou US$ 30 bilhões em 2026
✈️⚠️ Falhas no sistema de degelo: Caixa-preta revela piloto comparando avião da Voepass a “Fusquinha”
🔎✍️ 32 dos 35 alunos se entregaram… Professor cria truque para descobrir uso de IA em avaliação e flagra quase a sala inteira
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Ele rompeu o joelho esquiando e criou um negócio multibilionário

(Exame)
⛷️ Nunca subestime um tombo… Antes de ser uma das maiores redes de academias do mundo, essa empresa nasceu de uma queda na neve e de uma tentativa de negócio frustrada
Em dezembro de 1995, o engenheiro químico Edgard Corona esquiava em Vermont quando caiu e rompeu os ligamentos do joelho. Resultado: seis meses de fisioterapia.
🦵 Do limão, uma limonada: Aos 39 anos e recém-saído de um negócio de agroenergia, foi ali, reabilitando o joelho, que ele bolou a ideia de entrar para valer no ramo fitness.
Corona já tinha uma primeira academia em Santo Amaro, em São Paulo, desde 1996 — a Bio Ritmo.
Só que, como ele mesmo descreve, o projeto era “uma somatória de erros” tão grande que faltavam até divisórias nos vestiários.
Levou mais de dez anos para dar lucro — o mesmo período que demorou para o Metrô chegar e desapropriar o imóvel.
Mas a virada de chave veio de fora 👀
Em 2007, Corona viu de perto a ascensão da rede americana Planet Fitness, que cobrava uns US$ 10 por mês e não parava de crescer. Ele pensou que a rede quebraria logo.
🧠 Gestão enxuta e rentabilidade alta. Corona decidiu criar uma versão de baixo custo da sua própria academia premium, cobrando R$ 49,90 — cerca de 1/6 do preço médio das concorrentes de então.
🚀 Foi aí que o foguete decolou: A primeira unidade fora do Brasil veio em 2011 e, com a entrada de vários fundos, em 2016 a rede se tornou a maior do mundo fora dos EUA.
Só que a pandemia quase acabou com tudo e, com as academias fechadas e enquadradas numa nova classificação equivalente à de casas noturnas, o prejuízo bateu R$ 1 bilhão.
🤔 E agora, José? Foi nesse cenário de caixa zerado que a empresa decidiu tirar do papel um IPO que já estava engavetado.
Deu certo. A demanda por ações superou em muito a oferta.
💪 Cortando pra hoje: Listada na Bolsa, a empresa fatura mais de R$ 7,6 bilhões por ano, vale cerca de R$ 12 bilhões e tem gente treinando com ela em 16 países.
🤳 O de hoje tá pago? Você já deve ter visto alguém postando foto no espelho de uma das unidades dessa marca. Se está com dúvida, clique aqui para descobrir de quem estamos falando.
Economia
O governo Trump está pagando o troco mais caro da história

(Kiplinger)
💸 De bilhão em bilhão: Os EUA já devolveram US$ 100 bilhões que haviam arrecadado de mais 330 mil empresas que se sentiram prejudicadas com o tarifaço do presidente Donald Trump.
No fim de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA passou a borracha na medida do presidente americano e declarou que as tarifas eram inconstitucionais.
Os juízes decidiram que o papel de criar novos impostos é exclusivo do Congresso.
Ou seja, ficou entendido que o governo cobrou um imposto que não tinha autorização para cobrar — e, por isso, agora está devolvendo o dinheiro.
Na decisão, o juiz ordenou que a alfândega dos EUA recalculasse os impostos cobrados nas importações, sem considerar as tarifas julgadas ilegais, e começasse a devolver o dinheiro com juros.
🤝 O panorama atual: Dos US$ 165 bilhões, US$ 100 bilhões já foram devolvidos — cerca de 60% do total.
Enquanto isso, a Casa Branca segue aplicando novos tarifaços a uma série de países, incluindo o Brasil, mas usando outras bases legais.
💰 Abrindo os cofres: Devolver tanto dinheiro pode levar o governo a se endividar ainda mais — reacendendo a inflação por lá. É por isso que Trump diz que uma “devastação” pode acontecer.
O governo americano ainda pode tentar recorrer ou atrasar o processo. Por isso, mesmo com a decisão judicial, os pagamentos podem demorar para acontecer.
Do outro lado do balcão, muitas empresas planejam usar o reembolso para compensar a inflação das commodities e as perdas provocadas pela guerra no Irã. Só a Nike espera recuperar US$ 1 bilhão.
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