
Um presidente à distância 🤳
Diferente do grupo de WhatsApp da sua família, o grupo em que Donald Trump adicionou o secretário de Estado dos EUA tem muito mais do que mensagens de “bom dia”. Na edição de hoje, você vai descobrir como Marco Rubio está governando um país inteiro pelo celular, se tornando, quem sabe, o primeiro “presidente home office” da história.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“Acho que ser natural e sincero é o que realmente importa.” - Freddie Mercury, cantor e pianista britânico
Hoje na história: há 41 anos, em 13 de julho de 1985, os palcos de Londres e Filadélfia receberam o Live Aid, que reuniu alguns dos maiores nomes da música para arrecadar fundos no combate à fome na Etiópia. O evento entrou para a história e inspirou a criação do Dia Mundial do Rock.
Mundo
O Trump escalou seu secretário para governar a Venezuela de home office

(PBS)
Desde janeiro, quando os EUA capturaram Nicolás Maduro, quem realmente está mandando na Venezuela nem sequer está no país — na verdade, está em Washington, liderando tudo à distância.
🇻🇪 O verdadeiro “CEO” do país: Uma reportagem do New York Times revelou que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, controla hoje as finanças, os recursos naturais e boa parte do governo venezuelano.
Rubio é filho de cubanos e ocupa um dos cargos mais importantes do alto escalão do governo americano — chegando a aparecer, inclusive, nas pesquisas de opinião para a próxima eleição presidencial.
🤳 É tudo pelo “grupo no Whats”: Mesmo sem ter pisado na Venezuela desde a captura de Maduro, ele mantém contato quase diário, em espanhol, via WhatsApp, com a presidente interina Delcy Rodríguez.
Na prática, Rubio se tornou a pessoa com maior influência sobre o país.
Segundo a reportagem, ele participa de decisões sobre o orçamento do governo, o destino das receitas do petróleo, a política externa e até indica quais medidas a administração venezuelana deve priorizar.
🫰 Money talks: O dinheiro ajuda a explicar esse poder, já que grande parte da receita obtida com as exportações venezuelanas estaria passando primeiro pelo governo dos EUA.
O Tesouro americano então libera os recursos aos poucos, estabelecendo regras de como eles podem — e devem — ser usados. O NY Times chegou a comparar isso a um pai controlando a mesada do filho.
🇺🇸 O Tio Sam decide tudo: Rodríguez ainda consulta Rubio sobre nomeações, extradita venezuelanos procurados pela Justiça americana e deixa que Washington dite os rumos da política externa do país.
Defensores da estratégia dizem que ela tem evitado o caos após a queda de Maduro e ainda pode acelerar a reconstrução econômica e a transição democrática do país.
Já os críticos dizem que a Venezuela perdeu parte relevante de sua soberania e passou a funcionar, na prática, sob a forte tutela dos EUA.
🗳 Seja como for… Se a reconstrução der certo, Marco Rubio pode sair fortalecido como um dos principais nomes do Partido Republicano para o futuro — algo que já está acontecendo só com a repercussão da reportagem.
Brasil
Já pensou como seria se a eleição para presidente acontecesse hoje?

(Jota)
💭 Foi isso que a pesquisa BTG/Nexus fez. O novo levantamento segue mostrando um país polarizado, onde a única certeza sobre a votação de outubro é que não dá para ter certeza de nada.
Indo direto aos números, quando falamos apenas do 1º turno, o cenário principal mostra Lula na frente, com 40% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro vem logo atrás, com 34%.
Quando comparamos esses resultados com os analisados no mês passado, percebemos que o petista teve uma queda de 2 pontos, enquanto o senador se manteve estável.
📸 Quem mais está na foto: Bem distante da dupla, vêm Ronaldo Caiado, com 5%, seguido por Renan Santos e Romeu Zema, ambos com 4%.
Mas nada disso parece ser sobre esses nomes, já que a pesquisa mostra que a imensa maioria dos eleitores acaba pendendo para Lula ou Flávio.

(Poder360)
Onde a coisa realmente aperta 🗳
No tão decisivo segundo turno, Lula aparece com 47% e Flávio Bolsonaro com 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois candidatos continuam empatados tecnicamente.
📊 Nada novo sob o sol: Nessa parte, absolutamente nada mudou em relação à pesquisa anterior, já que os dois candidatos repetiram os mesmos percentuais do mês passado.
Mas houve uma mudança de humor. Caiu o número de pessoas que avaliam o governo como "ótimo" ou "bom", enquanto aumentou o de quem considera a administração apenas "regular".
💪 Onde cada candidato é mais forte: Em média, Lula é visto como mais preparado para melhorar saúde, educação, reduzir a desigualdade e defender os direitos das mulheres.
Já Flávio aparece à frente em combate ao crime organizado, à corrupção e na segurança pública — que virou a maior preocupação dos brasileiros nos últimos meses.
🗺️ Um Brasil dividido no mapa: Flávio é menos rejeitado entre homens, evangélicos e nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. Já no Sudeste, a rejeição a ele chega a 53%, contra 48% de Lula.
Por ora, o recado das pesquisas mostra que o Brasil não tem um postulante favorito, e esse empate generalizado é, por si só, uma das notícias políticas mais relevantes do ano.
Tecnologia
O Instagram e o Facebook podem precisar mudar de cara na Europa

Daqui a pouco, os europeus que tiverem a ideia de rolar o feed por “só 5 minutinhos” antes de dormir podem acabar ficando no celular por, realmente, só 5 minutos.
🤳 Chega de rolagem infinita. A Comissão Europeia concluiu que a Meta, dona do Facebook e do Instagram, usa recursos que fazem as pessoas ficarem viciadas em seus aplicativos.
Entre eles estão o scroll infinito, os vídeos que começam automaticamente, as recomendações personalizadas de conteúdo e as notificações no formato push.
No fim, a UE entendeu que essas ferramentas criam um comportamento quase automático, em que o usuário fica consumindo conteúdo sem parar e nem consegue perceber quanto tempo passou.
🧠 Por que isso importa? Esses recursos incentivam o uso compulsivo das plataformas — inclusive por menores de idade —, ajudando a alimentar uma crise de saúde mental entre adolescentes.
Com tudo isso em mente, o bloco quer que a empresa de Mark Zuckerberg acabe de vez com o chamado “design viciante”.
📵 Tá na hora de “trocar de roupa”: A lista de exigências conta com itens como desativar justamente os recursos de reprodução automática e o famoso feed que não acaba nunca.
Por enquanto, essa decisão ainda é preliminar — o que significa que a Meta ainda pode apresentar uma defesa antes do veredito final.
👨⚖️ O outro lado: A big tech bate na tecla de que já implementou medidas para proteger os usuários, especialmente adolescentes, como contas com configurações restritivas e controles parentais.
Se a UE confirmar a violação das regras digitais, a Meta pode receber uma multa de 6% do seu faturamento global, além de mudar para sempre o funcionamento do Instagram e do Facebook na região.
Tour de manchetes
A semana já começou agitada no noticiário do Brasil e do mundo
👨⚖️✍️ Depois de carta de Bolsonaro: Moraes proíbe visitas de Flávio a Jair por 90 dias e manda apurar possível propaganda eleitoral antecipada
🚨🕵️♂️ Para derrubar regime dos aiatolás: Irã prende ex-presidente por suspeita de atuar em plano secreto de Israel
🇧🇷🔍 Casos com o “foro privilegiado”: Só 5% das ações contra políticos e autoridades no STF terminaram em condenação desde 2002
🇺🇸🇮🇷 Desdobramentos da guerra: Depois de retomada dos ataques, Trump diz que cobrará 20% sobre cargas que passarem por Ormuz
🚫🚚 Pressionando pela votação no Senado: Caminhoneiros anunciam greve em SP por “MP do Frete”
🚔🗞️ Indiciado por lesão corporal: Pai preso após chutar filha de 3 anos no rosto diz que “perdeu a cabeça”
Negócios
Só quatro empresas no mundo fabricam a peça mais desejada do mundo dos negócios

(US Air Force)
🤝 O gargalo em comum: Essa dupla pode até ser bastante inesperada, mas fabricantes de aviões e gigantes da tecnologia estão, há meses, brigando pela mesma coisa: turbinas.
Enquanto os aviões usam turbinas para voar, os data centers que alimentam a IA precisam de gigantescas turbinas a gás para gerar a enorme quantidade de energia que consomem.
👨🏭 Uma oferta rara: Acontece que a produção das pás e palhetas que fazem essas turbinas funcionarem está concentrada em só quatro empresas.
A grande questão é que cada peça é moldada do zero, tudo para aguentar temperaturas que passam dos 1.650°C e pressões internas altíssimas — um desafio de engenharia que poucas companhias dominam.
📈 E a demanda não para de crescer: No primeiro trimestre deste ano, as vendas para a aviação comercial subiram 20%, e a receita com turbinas a gás — as usadas em data centers — saltou 39%.
A consequência disso já começa a aparecer nas filas de espera. Dependendo do modelo, uma turbina para geração de energia pode levar até oito anos para ser entregue.
Ao mesmo tempo, companhias aéreas estão mantendo aviões antigos em operação por mais tempo — aumentando a demanda por peças de reposição e manutenção.
🤔 Por que mais empresas não entram na jogada? Construir uma fábrica de turbinas pode levar anos. Isso sem falar nos bilhões em investimento e na cadeia de minérios que está limitada a poucas regiões do planeta.
Ou seja, esse grupo de quatro fabricantes virou um dos grandes vencedores indiretos do boom da inteligência artificial — podendo aumentar, e muito, a sua margem de lucro.
Economia
A América Latina conseguiu driblar o susto da guerra no Irã

(CNN)
😙 O pânico que não veio: Mais de quatro meses depois do início da guerra no Irã, a América Latina segue de pé.
Na visão dos analistas, a região passou praticamente ilesa pelo choque geopolítico e pela volatilidade dos mercados que vieram junto com o conflito.
As exportações das maiores economias da região bateram recordes, a atividade econômica se manteve sólida e o pico inflacionário do início do ano já dá sinais de queda.
🧐 O que está por trás disso? Muitos países entraram nessa crise em uma situação econômica mais preparada, com reservas internacionais maiores e bancos centrais mais independentes.
Outro ponto importante foi que várias nações da região são grandes produtoras de petróleo — como Brasil, México e Colômbia.
Ou seja, com o preço da commodity disparando com o fechamento do Estreito de Ormuz, essas economias até aumentaram as suas receitas.
📊 Os números falam por si só: Na semana passada, o FMI elevou a previsão de crescimento do PIB da América Latina e do Caribe para 2026 para 2,4% — mesmo cortando a projeção global.
Mas, mesmo com essa resiliência toda, a região segue longe das taxas de 3% a 5% ao ano que economistas consideram necessárias para um salto real nos padrões de vida da população.
✍ Fica a dica: Para os economistas, o próximo passo seria investir em reformas que estimulem a concorrência, aumentem a produtividade e reforcem a disciplina fiscal.
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