
Até a Bolsa chora pelo hexa 📉
Doeu. A gente sabe que doeu. A eliminação do Brasil na Copa deixou milhões de brasileiros de cabeça baixa ontem à noite, mas o Vini Jr. ter desistido de bater o pênalti mexeu até com quem, pelo menos na teoria, nem deveria se importar com futebol: a bolsa de valores.
Na edição de hoje, vamos te contar sobre esses dois universos que colidiram e como uma eliminação na Copa pode mexer com as ações e os investimentos.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“E no final, o amor que você recebe é igual ao amor que você oferece.” - The Beatles, banda britânica
Hoje na História: em um 6 de julho como hoje, mas em 1957, John Lennon conhecia Paul McCartney durante uma festa em Liverpool. Como você já sabe, desse encontro nasceria simplesmente a parceria que daria origem aos The Beatles.
Mundo
Um verão intenso está deixando dois continentes de joelhos

(Reuters)
♨ O forno que atravessa o Atlântico: Enquanto os EUA comemoravam o 4 de julho debaixo de um “domo de calor” histórico, a Europa entrava em sua terceira onda de calor extremo.
O que une os dois continentes são os termômetros que passam dos 40°C em vários países — deixando cada vez mais vítimas e obrigando governos a emitir alertas de emergência sem parar.
No Hemisfério Norte, já é comum que regiões aqueçam muito mais rápido do que a média global.
🇺🇸 O drama americano: Nos EUA, a onda de calor atingiu principalmente as regiões leste e central, deixando mais de 160 milhões de pessoas sob alertas de calor extremo no fim de semana.
Em Nova Jersey, ao menos 19 pessoas morreram — muitas delas encontradas em casas sem ar-condicionado.
🇪🇺 Já no Velho Continente: O verão europeu ainda nem chegou à metade, e o continente já está em sua terceira rodada de temperaturas extremas, em que nem as noites dão trégua.
Por lá, a situação é ainda mais grave, com o calor causando a morte de pelo menos 4.700 pessoas — a grande maioria idosos com mais de 65 anos que estavam dentro de suas casas.
As exportações de aparelhos de ar-condicionado da China para a UE bateram US$ 3,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, uma alta de 43,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

(Space)
🌇 Isso não é coincidência: Os cientistas são categóricos ao dizer que esses eventos extremos estão ficando mais frequentes, mais longos e mais intensos por causa das mudanças climáticas.
O resultado é que ondas de calor deixaram de ser eventos raros para se tornarem um dos desastres naturais mais letais e comuns do planeta.
☀️ Bottom-line: Além das mortes, elas pressionam hospitais, sobrecarregam as redes de energia, prejudicam os transportes e aumentam o risco de incêndios florestais.
Brasil
No dia seguinte à eliminação, até a bolsa de valores sente a ressaca

(Fifa)
😔 Calma, nós não viemos falar de Haaland. Nós já sabemos que, muito provavelmente, você também sofreu ontem à noite com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo para os noruegueses.
Mas o que você talvez não saiba é que existe um grupo de pessoas que costuma reagir de outro jeito a uma eliminação na Copa — e aqui estamos falando dos investidores.
Pode até parecer coincidência ou superstição, mas diversos estudos mostram que eliminações em Copas do Mundo são seguidas por um desempenho pior das bolsas de valores do país derrotado.
📊 E isso não tem, necessariamente, a ver com economia. Os investidores também são pessoas e, quando a seleção de um país é eliminada, milhões delas acordam frustradas no dia seguinte.
Logo, em momentos de pessimismo, os humanos tendem a assumir menos riscos ou simplesmente adiar decisões importantes. É como se a gente carregasse a decepção para o day after.
⚽ Já tem pesquisa que mostrou isso: O estudo mais citado sobre o tema analisou mais de 1.100 partidas em 39 países e encontrou uma queda média de 0,5% no mercado de ações do país eliminado.
Em todos os levantamentos, a América Latina é a região mais sensível ao "efeito Copa" nas bolsas, com o volume negociado caindo, em média, 26% durante os jogos das seleções.
E o curioso é que o efeito contrário não acontece, já que as classificações não trazem uma alta equivalente na bolsa — principalmente porque os investidores já esperam que seu time ganhe. equivalente
O nome disso é “finanças comportamentais” 🤝
Lógico que nenhuma empresa vale menos só porque o Endrick perdeu o gol, mas o fenômeno mostra como emoções coletivas conseguem influenciar mercados que, na teoria, são “100% racionais”.
👀 Pra ficar de olho: Analistas já estavam divididos sobre o rumo do Ibovespa para esta semana antes da bola rolar contra a Noruega — agora, o clima de ressaca coletiva também entra na conta.
Ah, e caso você esteja duvidando de tudo o que escrevemos nesta matéria, é só pesquisar “Ibovespa hoje” aí no Google. Ou melhor, deixa que a gente faz isso por você 👇:

(Reprodução)
Tecnologia
Nem as big techs acreditam mais que a IA vai substituir empregos

(The Hill)
Há alguns meses, o tom dos CEOs das big techs era o mesmo quando o assunto era mercado de trabalho: a IA iria, inevitavelmente, ocupar uma série de funções corporativas.
🤖 Mas trabalhar sozinha dá muito trabalho… Acontece que, de uns meses para cá, o discurso ficou bem mais otimista e, agora, os próprios chefões da tecnologia dizem que nada substitui os humanos.
Executivos da Meta, OpenAI, Anthropic, Amazon, Microsoft e outras queridinhas do Vale do Silício, que antes faziam previsões alarmistas, agora dizem que a IA pode, na verdade, gerar novos empregos.
Indo além dos discursos públicos, uma pesquisa mostrou que a fatia de CEOs que acreditam que a IA vai gerar demissões em massa caiu de 46% para menos de 20% só no último ano.
💬 Por que o discurso mudou tanto? A principal explicação tem a ver com reputação. Afinal, a opinião pública está cada vez mais desconfiada da inteligência artificial.
Aquele encantamento com a nova tecnologia já ficou para trás há tempos, e prova disso é que a visão negativa sobre a IA entre a população americana saltou de 34% para mais de 50% em três anos.
🧠 Ou seja… Soar menos apocalíptico virou uma estratégia de imagem. Basta pensar que tentar vender um produto dizendo ao cliente que ele vai destruir empregos não é lá um bom negócio.
Além disso, a grande verdade é que ninguém — seja CEO ou economista — tem certeza do quanto a IA vai impactar o mercado de trabalho.
💼 O consenso (por enquanto): Na prática, o que está acontecendo é uma reorganização. Algumas funções desaparecem, outras surgem — principalmente as ligadas à tecnologia.
Tour de manchetes
O que mais você precisa saber neste começo de semana
🇮🇷🗯️ Pedindo “vingança”: Multidão comparece ao cortejo fúnebre do ex-líder supremo Ali Khamenei no Irã
🇵🇪🗳️ Eleições no Peru: Sánchez reconhece derrota para Keiko Fujimori após ameaçar contestar resultado
✈️💰 Fabricante de São José dos Campo: Embraer tem recorde de entregas no 2º trimestre graças a um jato de US$ 12 milhões
🕊️✨ Conhecido como “O Bom Sujeito”: Morre Tiago Pitthan, homem que fez velório em vida após avanço de câncer
🇨🇳🇷🇺 Dando um recado? China e Rússia anunciam exercícios militares conjuntos em meio à tensão com os EUA
Negócios
A Europa entrou com o divórcio contra os Estados Unidos

(Google Gemini)
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a relação entre os EUA e a Europa sempre foi um dos casamentos mais sólidos do mundo, com alianças em defesa, comércio, tecnologia e geopolítica.
💔 Mas acabou o amor. Nos últimos tempos, porém, esse relacionamento foi se desgastando como nunca, até que, neste ano, chegou ao ponto mais grave: o divórcio.
Quem pediu a separação foram os europeus, que acreditam que a parceria entrou em uma crise tão profunda que dificilmente voltará a ser como antes.
🗣 “Por mim, já deu”: O estopim foi a volta de Donald Trump à Casa Branca e suas repetidas ameaças de impor tarifas comerciais aos países europeus.
Some a isso a pressão sobre aliados da Otan e as disputas envolvendo a Groenlândia, e você vai entender por que a UE passou a enxergar os EUA como um risco à própria segurança.
🤔 Tá duvidando? Pela primeira vez desde a Guerra Fria, líderes de vários países do Velho Continente discutem abertamente como desenvolver um programa nuclear militar.
Os europeus também vão elevar seus gastos militares para 5% do PIB até 2035 — bem acima do patamar histórico de cerca de 2%.
👋 E tem mais “desamericanização”: Governos da Europa passaram a remover softwares americanos e a incentivar a produção de chips, nuvem, software e inteligência artificial próprios.
Como se fosse uma terapia em grupo 💬
Recentemente, líderes europeus se trancaram por cinco horas em uma reunião de emergência em Bruxelas — apelidada internamente de "noite de terapia".
A ideia era discutir como lidar com uma possível ruptura com os EUA, e o saldo final do encontro foi que “a velha América não vai voltar”.
🔜 E o que acontece agora? Embora a Europa tenha apresentado os papéis do divórcio, desembaraçar décadas de laços com os EUA é uma tarefa gigantesca — mesmo que já não haja mais amor nesse casamento.
Alguns governantes, como a premiê italiana Giorgia Meloni, defendem um “plano B”, no qual a Europa continuaria parceira dos americanos, mas sem depender deles para tudo.
Economia
Voltar para a casa dos pais virou estratégia de finanças

(CNN)
Foi-se o tempo em que morar com os pais na vida adulta era visto com maus olhos pela sociedade. Agora, pelo menos nos EUA, essa prática tem sido tratada como uma jogada financeira inteligente.
🪺 Os ninhos vazios estão ficando cheios de novo: O Banco Central americano revelou que quase metade de todos os adultos com menos de 30 anos no país mora com os pais.
Para se ter ideia, antes da pandemia, essa relação não chegava nem a 40%. Agora, quase 1/3 dos americanos com mais de 25 anos mora com pelo menos um dos pais.
💸 A raiz do problema: Os salários americanos cresceram cerca de 18% em termos reais desde 1980, mas o custo de vida disparou muito além disso, apertando o orçamento dos jovens adultos.
Dessa forma, mesmo quem já tem empregos estáveis muitas vezes não consegue pagar todas as contas e ainda guardar dinheiro para o futuro.
Por isso, voltar para a casa dos pais — ou nunca sair dela — virou uma decisão cada vez mais comum, às vezes até para atingir certos objetivos, como quitar dívidas ou comprar a primeira casa.
✍️ Não é bagunça: Em vez de simplesmente abrir a porta de casa, muitas famílias passaram a estabelecer regras sobre a divisão de despesas, tarefas domésticas e planejamento financeiro com os filhos.
Mesmo assim, levantamentos mostram que cerca de metade dos pais americanos ainda ajuda financeiramente os filhos adultos, com um valor médio de mais de US$ 1.400 por mês.
🏡 "Welcome back!": Com juros e aluguéis ainda altos, a tendência é que o número de filhos adultos em casa continue subindo — o que também deve remodelar o mercado imobiliário americano.
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