
Horas de conversa na Casa Branca 💬
Uma reunião presidencial de 30 minutos logo se transformou em um papo de quase três horas entre Donald Trump e Lula. No fim, os dois saíram do encontro sorridentes, mesmo depois de conversarem sobre assuntos que, antes, “pareciam tabus”.
Na edição de hoje, você vai se transformar em uma mosca que conseguiu entrar na sala fechada da Casa Branca e acompanhou tudo o que os dois países discutiram.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“A paz não pode ser mantida à força. Somente pode ser atingida pelo entendimento.” — Albert Einstein, físico teórico alemão
Hoje na história: há 81 anos, um dos acontecimentos mais importantes do século XX deveria mudar oficialmente os rumos do mundo — mas divergências entre líderes globais fizeram com que o anúncio virasse uma disputa política que atravessaria décadas.
Mundo
Lula e Trump bateram um papo amistoso na Casa Branca

(Ricardo Stuckert)
🗣️ No tête-à-tête: Enquanto você almoçava, Donald Trump e Lula participaram de uma reunião a portas fechadas na Casa Branca.
Inicialmente, a conversa estava prevista para durar apenas meia hora, mas o papo rendeu, e o encontro teve quase três horas de duração.
🇧🇷 Lula disse que a reunião foi “muito produtiva”, que saiu satisfeito da Casa Branca e que ainda aconselhou o americano a sorrir.
🇺🇸 Enquanto isso, Trump classificou o presidente brasileiro como “dinâmico” e afirmou que a conversa foi “muito boa”.
🧐 Mas sobre o que eles tanto falaram? Os assuntos na mesa foram de economia à geopolítica, e os termos discutidos vão servir de base para os próximos trabalhos entre os dois países.
Do lado brasileiro, o foco foi discutir as tarifas comerciais ainda vigentes, a regulação das big techs, o etanol e as tão importantes terras raras.
Já do lado americano, os EUA querem reduzir a dependência da China nesse setor, e o Brasil aparece como um parceiro estratégico natural.
Tanto é que, no fim de abril, a mineradora americana USA Rare Earth comprou a brasileira Serra Verde por quase US$ 3 bilhões.
💬 Mas não para por aí: Como o próprio Lula admitiu, a pauta ainda contou com temas que “pareciam tabus” entre os dois países.
Nos bastidores, assessores disseram que Trump cobrou uma posição mais firme do Brasil sobre o PCC e o Comando Vermelho, que os EUA querem classificar como organizações terroristas.
Lula mostrou resistência, batendo na tecla de que há riscos de interferência na soberania nacional e até de operações militares dos EUA em solo brasileiro.
🤝 Hora de tirar dúvidas: Um participante da reunião chegou a dizer que Trump não tinha conhecimento sobre o Pix nem sobre a balança comercial deficitária do Brasil, mas que tudo isso foi explicado.
Com as eleições presidenciais em outubro, o encontro com Trump teve um peso político ainda maior para Lula, que pretende usar a reunião como símbolo do seu papel de estadista.
Brasil
O Brasil decidiu colocar ordem na casa quando o assunto é terras raras

(Bloomberg)
⏰ Um timing cirúrgico: Depois de dois anos em tramitação, a Câmara aprovou a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos poucas horas antes de Lula embarcar para Washington.
O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado antes de virar lei e cria regras em nível nacional para a exploração dos minerais mais disputados do mundo — entre eles, lítio, cobalto, níquel e grafite.
🤳 Por que isso importa? Essas famosas terras raras são essenciais para fabricar diversos produtos tecnológicos, inclusive o dispositivo por onde você está lendo a nossa newsletter.
Ficando atrás apenas da China, o Brasil tem a 2ª maior reserva desses minerais do mundo, mas, até o momento, não conta com nenhuma regulação sobre o tema.
⛏ Mas isso está prestes a mudar: O projeto aprovado cria o Conselho Especial de Minerais Críticos, que vai centralizar as decisões do setor.
Entre as funções do conselho estão definir quais minerais entram na lista de “críticos e estratégicos”, analisar acordos internacionais e, em casos sensíveis, até bloquear empresas mineradoras.
💰 O dinheiro na mesa: O texto também cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com capacidade de até R$ 5 bilhões para financiar projetos estratégicos no setor.
Além disso, a estratégia não é apenas exportar a matéria-prima bruta, mas também desenvolver uma indústria nacional capaz de transformar esses minerais.
Por isso, o projeto estabelece limites para a exportação de minerais sem processamento e inclui incentivos fiscais para quem agrega valor ao produto antes da exportação.
🔎 Zoom out: Vale lembrar que estamos falando de um mercado com potencial para injetar R$ 243 bilhões por ano no PIB brasileiro ao longo das próximas décadas.
Tecnologia
A IA colocou um jaleco branco e foi enganar as pessoas na internet

(Sarah Grillo)
🩺 O novo pesadelo dos médicos: Uma explosão de vídeos falsos usando rostos, vozes e imagens de profissionais da saúde para espalhar desinformação médica está dominando a internet.
Usando IA, esses deepfakes fazem médicos aparecerem “recomendando” produtos que nunca analisaram e divulgando informações completamente falsas.
🤳 E o problema é que isso funciona: Esse tipo de conteúdo domina as redes sociais e, geralmente, quanto mais chocante ou milagroso o vídeo parece, mais visualizações ele recebe.
O grande problema é que os médicos apresentados como autoridades nem sequer sabem que estão sendo usados nessas produções.
👨⚖️ O grande risco dessa história: Juridicamente, esses mesmos médicos podem ser processados caso pacientes sejam prejudicados ao seguir orientações falsas atribuídas a eles.
Ou seja, além de ser vítima de deepfake, o profissional da saúde ainda corre o risco de ser responsabilizado pelos danos causados pela IA.
🏥 Não é só com humanos: Hospitais também têm encontrado imagens de exames falsificadas — como radiografias geradas por IA que enganam médicos e pacientes.
Além disso, um estudo mostrou que a maioria dos médicos falhou ao identificar raios-X falsos, mesmo após serem avisados para procurar irregularidades.
🤖 Então o que fazer? A pressão só aumenta para que as big techs ajam mais rapidamente na remoção de deepfakesmédicos.
Enquanto isso não acontece, especialistas defendem a criação de leis, o avanço de tecnologias capazes de detectar o que é fake e mais conscientização diante de tudo que parecer bom demais para ser verdade.
Tour das manchetes
Foi aqui que pediram um giro por outras manchetes relevantes de hoje?
😷🏥 Vírus transmitido por roedores: OMS diz que surto de hantavírus não tem potencial pandêmico e risco global é baixo
👨⚖️✍️ “Fica a dica”: Ministros do STF alertam que pagamento e criação de novos penduricalhos estão proibidos
📝👀 Recuperado por ex-companheiro de cela: Justiça dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein
🇧🇷🇰🇷 Novos clientes na área: Brasil abre mercado para exportação de ovos à Coreia do Sul
🇺🇸🇮🇷 Um futuro incerto: Trump prevê fim rápido para guerra enquanto Irã analisa proposta dos EUA
Follow the Money
Já são 90 anos construindo o Brasil tijolo por tijolo

(Reprodução)
Da reforma do Viaduto do Chá à usina de Itaipu, a empresa do “Follow the Money” de hoje deixou sua marca em praticamente tudo que foi erguido no nosso país no último século.
🇧🇷 Um marco nacional: Em janeiro de 1936, no interior de São Paulo, a operação da fábrica de cimento Santa Helena surgiu como uma alternativa brasileira em um mercado dominado por estrangeiras.
Quem estava à frente dos negócios era o engenheiro pernambucano José Ermírio de Moraes, que havia comprado a empresa de seu sogro, o imigrante português Antônio Pereira Inácio.
🌉 A primeira grande obra: Entre 1936 e 1938, o cimento da empresa foi utilizado na reforma do Viaduto do Chá, em São Paulo — foram 100 mil sacos de cimento Votoran.
Foi ali que a marca construiu sua reputação em um dos cartões-postais da capital paulista. E é por aqui que você já deve ter uma boa noção de quem estamos falando, não é mesmo? 👀
📈 A expansão que não parou: Nas décadas seguintes, a empresa foi chegou ao Nordeste, depois para o Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul e por aí foi.
Com o falecimento de José Ermírio, em 1973, quem assumiu as rédeas foi seu filho Antônio Ermírio de Moraes.
🧱 Sob seu comando, o grupo foi às alturas. O alumínio virou um negócio global, o cimento conquistou 14 países e a companhia passou a ser chamada de "a maior empresa privada do Brasil”.
Hoje o grupo é uma holding que controla ou tem participação em pelo menos dez grandes empresas:
🤝 Mas a essência continua: A família que controla o conglomerado chega hoje a quase 200 membros — espalhados entre a quarta e a quinta gerações.
Mas para ninguém sair brigando por causa dos bilhões, eles criaram uma estrutura de governança que virou referência mundial.
💰 Vamos aos números: O grupo movimenta mais de R$ 104 bilhões em receita, operando em 19 países com cerca de 34 mil funcionários e um portfólio que vai de cimento a suco de laranja, de banco a energia renovável.
Embora controle empresas de capital aberto, a principal companhia da holding segue com o capital fechado.
👀 Um último feito para você: A companhia é a única não-listada do Brasil com grau de investimento concedido pelas três maiores agências de rating do mundo ao mesmo tempo.
Ok, agora chega de mistério. Clique aqui para enfim descobrir de quem estamos falando. 😉
Economia
A pilha de contas atrasadas está cada vez maior nas empresas brasileiras

(Tuane Fernandes)
A Bolsa vem disparando e o dólar despencando nos últimos meses, mas esse otimismo esconde uma realidade mais dura: nas pequenas lojas e fábricas pelo país, o cenário é diferente.
💰 Pequenos negócios, grandes dívidas: O número de empresas brasileiras com contas em atraso atingiu o maior nível já registrado, com 8,9 milhões de negócios inadimplentes.
O valor total desse montante chega a R$ 213 bilhões em dívidas vencidas e não pagas pelas companhias.
🥵 Quem está sofrendo mais? A maioria é formada por pequenas empresas, que respondem por quase 30% do PIB nacional.
Geralmente, esses negócios sentem o impacto mais rapidamente, porque têm menos reserva para enfrentar períodos difíceis.
💸 De onde veio esse problema: Durante a pandemia, o Banco Central chegou a reduzir a taxa de juros do país para 2% ao ano.
Com esse crédito barato, muitas empresas se endividaram para sobreviver ou expandir as operações — e isso até funcionou enquanto os juros continuavam baixos.
📈 Mas aí a conta chegou… Hoje, com a Selic em 14,5%, as dívidas crescem em um ritmo muito maior do que os próprios negócios.
Empresas que antes conseguiam rolar as dívidas com facilidade agora não conseguem nem pagar os juros.
Não por acaso, até o fim de março, quase 6 mil empresas estavam em processo de recuperação judicial — o maior nível desde o início da série histórica.
🔄 O efeito cascata: Quando uma companhia atrasa pagamentos, seus fornecedores também sentem. Já quando os investimentos são cortados, o mercado de trabalho e o crescimento econômico acabam sofrendo junto.
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