
Back to the game 🔙
Hoje a nossa edição está multiplataforma. Na volta do nosso quadro “Virou Business”, vamos te contar a história de um estagiário que, em poucos anos, virou o jogo e assumiu o controle de uma das maiores instituições financeiras do país. Isso e muito mais você confere logo abaixo.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🌍 Guerras e mudança climática ameaçam a segurança alimentar global;
🇧🇷 Jorge Messias diz ser contra o aborto e defende Estado laico em sabatina no Senado;
🤖 Europa quer se livrar dos serviços de big techs dos EUA;
💼 A maioria dos usuários de mercados de previsões perde dinheiro;
💰 Imposto sobre bilionários avança na Califórnia, e super-ricos deixam o estado.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“Não há paixão em jogar pequeno — em se contentar com uma vida menor do que aquela que você é capaz de viver.” - Nelson Mandela, ativista, político e filantropo sul-africano
Mundo
A cozinha do planeta está prestes a ser invadida por uma “tempestade perfeita”

(Juan Pablo Marin García)
🍽 O prato no centro da crise: Com diferentes frentes de preocupação, a ONU garantiu que a alimentação no mundo inteiro nunca esteve tão ameaçada quanto agora.
Isso porque a organização divulgou um relatório mostrando que a segurança alimentar global está sendo atacada por quatro forças ao mesmo tempo — e elas ainda se potencializam entre si.
🇺🇳 A relevância: Na prática, isso significa alimentos mais caros no mundo todo e aumento da fome em regiões mais vulneráveis.
Mas não pense que os países ricos vão ficar imunes. Afinal, a inflação dos alimentos pesa significativamente no bolso dos consumidores — pressionando governos e mudando hábitos.
⛈ A “tempestade perfeita” que se formou: A primeira força que abala a cozinha do mundo é a guerra comercial que começou com o tarifaço de Donald Trump.
A ONU aponta que as taxas de importação encareceram os fertilizantes e fecharam as portas para as exportações de países agrícolas. Como resultado, produtores no mundo inteiro estão no vermelho.
🇮🇷 O fator Irã: Como já te contamos aqui algumas vezes, a guerra no Oriente Médio e o consequente fechamento do Estreito de Ormuz fizeram os preços do petróleo disparar.
E combustível caro aumenta o custo de plantar, colher, refrigerar e levar alimentos até supermercados e portos. No fim da cadeia, a conta chega ao consumidor.
🥵 O clima também não ajuda… O planeta já aqueceu 1,4°C desde a era pré-industrial, e culturas como soja, trigo e milho não aguentam bem temperaturas acima de 30°C por longos períodos.
💨 De “niño” ele não tem nada: Por fim, a quarta força apontada pela ONU é a formação de um novo El Niño ainda em 2026, possivelmente mais forte do que o normal.
O fenômeno aquece as águas do Pacífico e desregula o clima em cascata — fazendo secar onde deveria chover e chover onde deveria estar seco.
Hoje, 8,2% da população mundial passa fome — com destaque para a África, onde o problema cresceu ainda mais nos últimos anos.
Brasil
Jorge Messias enfrenta a prova oral mais importante da carreira

(O Globo)
🗣 Haja saliva… Desde manhãzinha até agora, o atual advogado-geral da União, Jorge Messias, está diante de vários senadores para responder aos seus questionamentos.
Isso porque ele foi indicado para substituir o ministro Luís Roberto Barroso no STF, que se aposentou no ano passado.
Para ser aprovado, Messias precisa de ao menos 41 votos dos 81 senadores — a maioria absoluta.
🎤 O que ele disse na sabatina: O indicado abriu o discurso de forma emocionada, com referências pessoais e religiosas — ele é evangélico, e disse que suas convicções de fé não vão se sobrepor à Constituição.
Depois, foi direto ao ponto que a oposição mais queria ouvir, prometendo não ter postura ativista e criticando o que chamou de tentativas do STF de "legislar" por meio de interpretações constitucionais.
👀 Uma tarde de polêmicas: Logo na primeira pergunta, um senador perguntou sobre aborto, no que Messias não titubeou e disse que é "totalmente contra o aborto, absolutamente”.
A resposta agradou setores conservadores do Senado, mas colocou em evidência o perfil do indicado — que equilibra uma imagem técnica com posições pessoais bem definidas.
🔥 Outros hot topics: Messias também foi perguntado sobre o impeachment de Dilma Rousseff — que em sua tese de doutorado chamou de "golpe".
Na sabatina, ele disse que a classificação foi feita como análise acadêmica de uma corrente política, e que não questiona a legitimidade do processo conduzido pelo Congresso.
🔜 O que deve acontecer: Analistas apostam que Messias deve ser aprovado para o cargo no STF — mas com uma margem apertada.
Tecnologia
Os europeus querem se desconectar do wi-fi do Tio Sam

(Sarah Grillo)
Depois de te contarmos ontem que a Europa vai produzir suas próprias armas nucleares, hoje trazemos mais uma prova de que o divórcio entre UE e EUA foi com separação total de bens.
Isso porque governos de vários países europeus decidiram que, de agora em diante, vão trabalhar para conquistar a chamada “soberania digital”.
🤔 O que isso quer dizer? Essa é a capacidade de um país ou bloco de controlar sua própria infraestrutura tecnológica.
Ou seja, sem depender de empresas ou governos estrangeiros para armazenar dados, operar sistemas ou comunicar informações sensíveis.
🫠 E isso é tudo que a Europa não faz… Hoje, mais de 80% da infraestrutura digital europeia — como nuvem e software — depende de provedores dos EUA e de empresas não europeias.
Isso significa que dados, serviços e grande parte da tecnologia usada por governos e empresas do bloco estão — literalmente — fora do seu controle.
🇪🇺 Pensando nisso… O Parlamento Europeu aprovou iniciativas para enfrentar essa dependência, com incentivos à produção de chips, nuvem, software e inteligência artificial próprios.
Além disso, todos os países da UE assinaram uma declaração conjunta afirmando a “ambição compartilhada de fortalecer a soberania digital da Europa” e reduzir “dependências estratégicas”.
Negócios
Os mercados preditivos são mesmo um ótimo negócio… para os robôs

(O Globo)
🔮 Ninguém tem bola de cristal: Um levantamento com dados da plataforma Polymarket revelou que a maioria dos usuários perde dinheiro tentando prever o futuro.
Os números mostram que mais de 100 mil contas perderam pelo menos mil dólares na plataforma — quase o dobro do número de contas que lucraram essa mesma quantia.
Somando todos os usuários que perderam dinheiro, o prejuízo coletivo chega a US$ 131 milhões só na Polymarket.
🎰 Do que estamos falando: O mercado de previsões é basicamente onde pessoas colocam dinheiro em eventos futuros, criando uma estimativa coletiva da probabilidade de algo acontecer.
Na prática, você compra um contrato sobre um evento. Se ele de fato acontecer, você recebe; se não acontecer, perde o valor investido.
🤖 Então quem está recebendo? A maior parte dos lucros da plataforma está concentrada em uma pequena parcela de contas que, pelos padrões de negociação, parecem ser bots automatizados.
Aqui estamos falando de sistemas programados para fazer dezenas ou centenas de operações por dia, identificando distorções nos preços antes que qualquer humano consiga reagir.
💰 É hype lá fora: Nos EUA, plataformas como Kalshi e Polymarket já movimentam bilhões de dólares em contratos sobre inflação, eleições, taxas de juros e até conflitos geopolíticos.
Já por aqui, os mercados de previsão ainda estão engatinhando. Mesmo assim, uma resolução já proíbe que as plataformas negociem eventos atrelados a eleições e reality shows.
Uma superquarta e outras manchetes relevantes do nosso giro de quarta-feira
🏦💲 Banco Central dos EUA: Com dois meses de guerra no Irã, Fed mantém os juros entre 3,5% e 3,75%; Copom deve reduzir taxa brasileira em 0,25%, para 14,5% ao ano
💼🇧🇷 Mercado de trabalho: Brasil abre 228 mil vagas formais em março
💰🪖 Custos do conflito: Pentágono diz que guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA
🤝📊 O que não víamos desde 2021: Compass, da Cosan, pede registro de IPO e vai terminar a seca de ofertas iniciais
📈💸 Quase R$ 230 bilhões: Arrecadação federal cresce 4,99% em março e bate recorde para o mês
🐳🌊 Hora de reproduzir: Temporada das baleias no litoral norte de SP começa com expectativa de novo recorde
Economia
Os bilionários estão deixando a Califórnia para não pagar mais impostos

(Fox Business)
👋 “Bye-bye, Cali”: A Califórnia — estado mais rico dos EUA e berço das big techs — pode aprovar um novo imposto voltado aos bilionários.
O chamado "2026 Billionaire Tax Act" prevê um imposto único de 5% sobre o patrimônio líquido de bilionários residentes no estado.
📝 Como chegou até aqui: A proposta é bancada por um sindicato de trabalhadores da área da saúde e reuniu mais de 1,5 milhão de assinaturas — quase o dobro do necessário para ir a referendo popular.
O objetivo declarado é compensar os cortes que o governo fez no sistema de saúde para pessoas de baixa renda na Califórnia.
💵 Quanto poderia arrecadar? Os defensores estimam que o imposto poderia arrecadar cerca de US$ 100 bilhões até 2031, com base na taxação das 200 pessoas mais ricas do estado.
🏃 Eis o problema: Os bilionários não estão esperando para ver o que acontece.
Vários executivos e investidores do Vale do Silício já deixaram a Califórnia nos últimos meses, migrando para estados sem imposto de renda, como Flórida e Texas.
O gabinete do governador do Texas chegou a soltar uma nota dizendo que o estado "continua a atrair empresas que buscam impostos mais baixos e ambiente regulatório mais leve."
Ao mesmo tempo, o governador da Flórida, Ron DeSantis, chamou a proposta californiana de "loucura econômica.”
💰 Bottom line: A Califórnia já depende do 1% mais rico para financiar seu orçamento.
🔜 Looking forward: Com as assinaturas confirmadas, a proposta vai para o referendo em novembro. Se aprovada pelos eleitores, entra em vigor imediatamente.
Programa de Indicação
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫

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