
A Europa quer um guarda-chuva para chamar de seu ☂️
Durante décadas, o Velho Continente viveu sob o chamado “guarda-chuva nuclear” dos EUA. Acontece que, agora, “bomba nuclear” tem tudo para deixar de ser um termo que os europeus só leem nos livros de História. Na edição de hoje, você vai descobrir que o mundo pode estar prestes a entrar em uma nova corrida nuclear.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🌍 Retórica de Trump faz mais países cogitarem a bomba atômica na Europa;
🇧🇷 Pacote do governo para reduzir dívidas prevê uso do FGTS e desconto de até 90%;
🤖 IAs tomam lado e defendem teses contraditórias para "bajular" usuários;
💼 A história da empresa que construiu portos e estradas que o governo não fez;
💰 Em guinada, Emirados Árabes Unidos anunciam que deixarão a Opep.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“Você não pode conectar os pontos olhando para frente; só pode conectá-los olhando para trás.” - Steve Jobs, empresário e cofundador da Apple
Mundo
A Europa percebeu que talvez seja a hora de ter um “guarda-chuva nuclear”

(Imagem gerada por IA)
Se antes “bomba nuclear” eram palavras que os europeus estavam acostumados a ver apenas nos livros de História e nas manchetes de lugares distantes, agora a realidade é bem diferente.
🇪🇺 Bem-vindos aos novos tempos… Pela primeira vez desde a Guerra Fria, líderes de vários países do Velho Continente discutem abertamente como desenvolver um programa nuclear militar.
Depois do Brexit, só a França tem armas nucleares na Europa. Já a Alemanha, que historicamente evita conversas sobre o assunto, agora participa ativamente do debate e diz que “o tema está vivo”.
🤔 O que mudou? Durante décadas, boa parte do continente viveu sob o chamado “guarda-chuva nuclear” dos EUA. Em outras palavras, se alguém atacasse, Washington estaria lá para defender.
Só que o mundo ficou mais instável. A Rússia segue agressiva, e os EUA, sob Donald Trump, têm adotado uma postura mais isolacionista, com críticas à Otan.
O presidente americano, por exemplo, já questionou publicamente algumas vezes se os EUA defenderiam aliados da Otan que não cumprissem a meta de gasto de 2% do PIB em defesa.
Para muitos europeus, isso soou como um recado claro de “não contem com a gente”. Ou seja, agora é a hora de a Europa ter o seu próprio guarda-chuva nuclear.
💰 Aumentando o budget: Pensando nisso, a própria Otan decidiu que os países europeus vão gastar mais com defesa nos próximos anos.
A Alemanha, por exemplo, prometeu investir mais de US$ 1 trilhão nas forças armadas e em infraestrutura.
Já a França — que conta com 290 ogivas — disse que vai ampliar o seu arsenal nuclear devido a uma “piora dos riscos globais”.
☢️ Eis que surge um dilema: Convencer a população de que armas nucleares caras protegem o continente pode ser uma tarefa difícil — especialmente quando Paris e Berlim já enfrentam reclamações dos contribuintes.
Brasil
O governo vai passar a borracha no nome sujo de milhões de brasileiros

(Folha de São Paulo)
🧹 Fazendo a faxina nas dívidas: Quase três anos depois do programa original, o governo deve lançar ainda nesta semana o “Desenrola 2.0” para renegociar as dívidas de muitos brasileiros.
E, quando você lê “muitos”, é importante saber que estamos falando de muitos mesmo. As estimativas apontam cerca de R$ 100 bilhões que podem ser renegociados.
Afinal de contas, a ideia de lançar um novo programa veio depois de o nosso país bater o maior número de endividados da história.
🤯 Eis o problema: O número de brasileiros com contas em atraso chega perto de 82 milhões de pessoas. Além desse aumento de inadimplentes, o valor das dívidas cresceu mais de 170% nos últimos 10 anos.
Pense que isso significa que mais da metade da população economicamente ativa do país está devendo — travando o consumo e, consequentemente, a engrenagem da economia.
😉 E agora, eis a solução: O foco do novo Desenrola vai limpar o nome de brasileiros que se afundaram nas dívidas mais caras e comuns, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
A grande diferença é que, agora, o desconto prometido é muito mais agressivo, chegando a até 90% do valor das dívidas.
🤔 Quem vai poder participar? O programa foca em pessoas que ganham até cinco salários mínimos — ou seja, até R$ 8.105 por mês — e que estejam com dívidas sem consignação em atraso.
Trabalhadores nessa faixa de renda também vão poder sacar até 20% do saldo do FGTS para quitar as dívidas de uma só vez.
💰 Falando das cifras: O programa deve durar três meses e movimentar entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões em dívidas renegociadas, dentro de um universo estimado entre R$ 70 bilhões e R$ 100 bilhões.
Tecnologia
As IAs são apaixonadas por puxar o seu saco — inclusive sobre política

(Paulo Silvestre)
Não importa o tamanho do absurdo que você escreva num chatbot, provavelmente ele vai começar a resposta com “Ótima pergunta!”, “Muito bem observado!” ou algo do tipo.
🤖 Por que isso acontece? As IAs não necessariamente estão te bajulando para parecer simpáticas. Na verdade, isso vem da programação delas para aprender com o feedback humano.
Normalmente, as empresas usam esse método para ensinar os chats a responder do jeito que mais agrada aos usuários.
🤩 E adivinha só do que eles gostam? Isso mesmo: tudo aquilo que confirma suas ideias ou faz eles se sentirem bem.
Mas é aqui que o “puxa-saquismo” vira problema 👀
Uma pesquisa que testou os modelos de IA mais usados do mundo descobriu que os chatbots estão tomando posição em temas políticos e mudando de opinião conforme sofrem pressão.
🫵 Querem dizer o que você quer ler: Ou seja, se um usuário elogia um político, a IA tende a concordar. Já se outra pessoa ataca esse mesmo político, ela também pode concordar.
Em alguns testes, por exemplo, os mesmos modelos que disseram que Lula foi o melhor presidente do Brasil afirmaram que Bolsonaro foi muito melhor diante de um usuário com visão oposta.
💭 O X da questão: Se a IA adapta a resposta para agradar, ela pode reforçar bolhas e confirmar crenças, em vez de apresentar fatos equilibrados — ainda mais quando é usada como “conselheira”.
Pensando nisso, o TSE já criou regras para limitar o uso de IA em campanhas, proibindo deepfakes e restringindo sistemas que influenciem eleitores ou favoreçam candidatos.
EUA comprando ouro de cartel e outras manchetes relevantes do nosso giro desta terça
💨🤳 Nós prometemos não mandar mensagem de “bom dia”: Agora a sua newsletter preferida tem um canal no WhatsApp pra gente conversar de pertinho
🏦🔍 O New York Times foi garimpar: Casa da Moeda dos EUA compra ouro de cartel de drogas e vende como “americano”
🤖📈 A primeira da história: Nvidia atinge US$ 5 trilhões em valor de mercado e lidera ranking de empresas mais valiosas
🤝❌ Concordaram com um relacionamento aberto: OpenAI rompe amarras de exclusividade em IA com a Microsoft
🇬🇧🇺🇸 Hora do chá: Rei Charles III chega aos EUA em meio a crise diplomática e tensão após tiroteio em jantar com Trump
📲👁️ Projeto de Sam Altman rodando: Tinder vai usar reconhecimento de íris para combater perfis falsos no app
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Como uma família construiu portos e estradas que o governo não fez

(Reprodução)
Mais de R$ 40 bilhões em receita anual, quase 20 milhões de toneladas de grãos comercializadas por ano e uma operação que vai de fazendas a portos, rios e hidrelétricas.
🤝 Esse é só o cartão de boas-vindas: A empresa que vamos te contar hoje virou sinônimo de um oceano verde de soja no Mato Grosso.
E isso faz sentido, ainda mais quando lembramos que estamos falando da maior produtora de grãos com capital 100% brasileiro. Já deu pra pegar um gostinho?
Quando olhamos para o todo, são 390 mil hectares de fazendas, incluindo uma única propriedade com mais de 100 mil hectares e uma vila com 2.200 moradores.
🚚 Isso porque o business não é só infraestrutura… A empresa também movimenta mais de mil caminhões, 212 embarcações na Amazônia, terminais portuários e seis hidrelétricas.
Como se não bastasse, essa gigante do agro — mais uma dica para você — tem até uma fábrica de biodiesel que abastece a própria frota.
🔙 Mas tudo começou com uma semente: Nos anos 70, a companhia não passava de uma operação pequena no interior do Paraná.
Com sementes de soja e gestão familiar, era um negócio que crescia na medida do possível — e que dependia de tudo ao redor funcionar.
🫠 O problema é que não funcionava. E, quando a produção cresceu, ficou claro que o maior risco não estava no campo, mas no caminho.
Isso porque a soja saía competitiva da fazenda e perdia valor na logística. Estradas ruins, frete caro e dependência total de terceiros eram grandes entraves.
🧠 Foi aí que a lógica mudou: Em vez de esperar solução, eles decidiram construir a sua própria e, aos poucos, foram eliminando cada dependência — transporte, energia, combustível, escoamento.
Alguns anos depois, o que começou como uma empresa agrícola virou algo maior. Virou infraestrutura.
E, por trás de tudo isso, não está uma multinacional. Está uma família. Sabe qual? 👉 Clique aqui.
Economia
Com os Emirados fora da Opep, o petróleo nunca mais será o mesmo

(O Globo)
👋 Adeus ao clube do barril: Depois de mais de 50 anos de união, os Emirados Árabes Unidos surpreenderam o mercado ao anunciar que vão deixar a Opep a partir da semana que vem.
A saída tem tudo para ser o golpe mais duro que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo já sofreu em toda a sua história.
Isso porque o grupo funciona como um cartel, já que os países-membros combinam quanto vão produzir de petróleo para controlar a oferta global e, consequentemente, influenciar o preço.
🛢 A relevância da despedida: Os Emirados Árabes são o 9º maior produtor de petróleo do mundo, e a saída do país vai enfraquecer a capacidade da Opep de agir em bloco.
E pense que, quanto menos unido o grupo estiver, mais difícil fica controlar a oferta global — e os preços.
🧐 “Tá, mas o que isso significa na prática?”: No curto prazo, o petróleo deve ficar mais volátil, subindo ou caindo mais rápido conforme notícias geopolíticas, guerras e decisões de produção mudam o cenário.
Além disso, outros países relevantes podem começar a questionar se ainda vale a pena fazer parte do clube — ameaçando bagunçar toda a dinâmica dos preços do petróleo como a conhecemos hoje.
Por que dizer “adeus”? 🤔
Nos bastidores, duas razões são apontadas como as principais para a decisão dos emiradenses.
🇦🇪 Seus próprios interesses: Os Emirados investiram pesado em aumentar sua capacidade de produção de petróleo, mas ficavam limitados pela Opep.
♟️ O xadrez da geopolítica: A guerra no Irã e as tensões no Oriente Médio reconfiguraram alianças, e os EAU querem mais liberdade para agir sem as amarras do cartel.
⏰ O timing importa: Com a guerra restringindo as exportações da região, o bloqueio do Estreito de Ormuz abriu espaço para outras alternativas — e os Emirados não querem perder essa janela.
Programa de Indicação
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫

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