
Ninguém fica as joias da coroa 👑
Mesmo faturando bilhões e sendo sinônimo de luxo no mundo todo, uma certa empresa decidiu ir na contramão das concorrentes e não oferecer ações na bolsa — além de não pertencer a nenhum bilionário. Na edição de hoje, você fica sabendo mais sobre esse modelo de negócios peculiar e muito mais.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🌍 EUA correm o risco de ficar sem mísseis caso outra guerra ecloda;
🇧🇷 Cada vez mais brasileiros misturam valores conservadores e progressistas;
🤖 O Vale do Silício está construindo seu próprio complexo jornalístico;
💼 A história da empresa de luxo que não pertence a nenhum bilionário;
💰 El Niño ameaça a agricultura e a economia da América Latina.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“A dificuldade não está em desenvolver novas ideias, mas em escapar das antigas.” - John Maynard Keynes, economista britânico
Mundo
Os EUA podem ficar sem estoque de mísseis para uma próxima guerra

(The Wall Street Journal)
🪖 O Tio Sam precisa de uma recarga: O maior império militar do planeta descobriu que as sete semanas de conflito no Oriente Médio deixaram sua reserva de mísseis em frangalhos.
Desde que a guerra no Irã começou, no fim de fevereiro, os EUA consumiram 45% do seu estoque de mísseis de ataque e quase 50% dos seus interceptadores Patriot e THAAD.
Também foram usados mais de 30% do estoque de mísseis Tomahawk e 20% dos foguetes SM-3 e SM-6 — justamente os principais sistemas da linha de defesa americana no Pacífico.
🇺🇲 A relevância: Os EUA até têm munição para continuar o conflito com o Irã. O que não têm é capacidade de entrar em outra guerra simultaneamente ou pouco tempo depois desta.
Isso porque a produção desses tipos de armamento passa por sistemas caros, complexos e lentos de repor.
Para se ter ideia, os cálculos apontam que pode demorar de 3 a 5 anos para que as fábricas consigam reverter essa escassez de munição das forças americanas.
💰 O bolso também sente: Um míssil Tomahawk custa mais de US$ 2 milhões, enquanto um interceptador pode passar de US$ 4 milhões. Não por acaso, só a primeira semana da guerra no Irã custou US$ 3,7 bi.
Agora, a ideia dos EUA é turbinar a produção industrial de defesa, e o Pentágono já chegou a pedir para que GM, Ford e outras montadoras ampliem a produção de armas.
Brasil
Não dá para colocar o eleitor brasileiro dentro de uma caixinha

(O Globo)
Se quando você pergunta ao seu amigo se ele é de esquerda ou de direita e ele responde que “não é nem um, nem outro”, há grandes chances de ele estar sendo sincero.
🥗 Uma salada mista de opiniões: Isso porque dados de pesquisas recentes mostram que o Brasil real vive muito longe da polarização que costuma dominar as redes sociais.
A nova tendência no nosso país é uma mistura de ideias — a mesma pessoa pode defender pautas conservadoras em um tema e progressistas em outro.
💭 Na prática, funciona assim: Alguém pode ser contra a legalização do aborto, mas a favor de mais políticas sociais.
Também pode defender valores tradicionais de família, mas apoiar direitos LGBTQIA+. Ou pedir mais segurança pública e, ao mesmo tempo, cobrar justiça social.
👋 Se for para montarmos uma persona: O perfil dessa maioria é de conservadores nos costumes, mas que também querem que o Estado cuide da saúde, da segurança econômica e do combate à pobreza.
Dois grupos — os desengajados e os cautelosos — representam 27% cada do eleitorado, somando 54% do total.
Eles compartilham desconfiança do sistema político, mas evitam o confronto. E, sim, são justamente eles que costumam decidir uma eleição.
🗳 Ou seja… Com as votações de outubro se aproximando, os candidatos que souberem falar com esse brasileiro que mistura diferentes valores vão ter uma vantagem enorme nas urnas.
Tecnologia
O Vale do Silício quer ser o dono do próximo império jornalístico digital

(Reprodução)
Esqueça chips de IA, GPUs e armazenamento em nuvem: os alvos de aquisição mais cobiçados do Vale do Silício se tornaram as startups de notícias e mídia.
🗞 O que está acontecendo? Nos últimos meses, a indústria de tecnologia tem tido uma relação um tanto conflituosa com os veículos de imprensa tradicionais.
Acontece que, com o surgimento de cada vez mais influenciadores e portais digitais, o setor está descobrindo novas vozes, com uma visão muito mais otimista sobre o seu trabalho.
🤝 “Se você não consegue conquistá-los, desestabilize-os”: Essa é a nova lógica das empresas do Vale do Silício, que estão pagando bem para apoiar o crescimento dessa parte da mídia mais favorável.
A gigante de venture capital Andreessen Horowitz financiou o lançamento do “Monitoring the Situation” — um programa ao vivo 24 horas com usuários reagindo a manchetes.
A OpenAI adquiriu recentemente o TPBN, o programa ao vivo queridinho da indústria de tecnologia.
O investidor Peter Thiel está apoiando uma startup que permite que pessoas contestem reportagens jornalísticas usando investigadores humanos e agentes de IA.
💰 Bottom line: Se o Vale do Silício conseguir transformar notícias em produto de entretenimento financiado por venture capital, a relação entre informação, poder e dinheiro vai mudar rapidamente.
Uma pausa para outras manchetes que você precisa saber nessa volta de feriado
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🪪❌ Por “reciprocidade”: PF retira credenciais de agente de imigração dos EUA que atua no Brasil
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🏦💬 Sabatina do indicado ao Fed: Kevin Warsh promete agir de forma independente e diz que não será fantoche de Trump
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A coroa mais famosa do capitalismo não está na cabeça de nenhum bilionário

(Watch Exchange)
Já faz anos que usar uma certa marca no pulso é sinônimo de prestígio — fazendo com que o nome dessa empresa viva no imaginário coletivo mundial.
💰 Os números falam por si só: Com faturamento que passa dos US$ 11 bilhões e mais de 1 milhão de relógios vendidos, a empresa da coroa domina mais de 30% do segmento em que atua.
Aliás, esse último parágrafo te deu uma boa dica de quem estamos falando, hein 👑…
⏱️ Mas nem tudo no luxo é luxuoso: Acontece que uma das marcas mais conhecidas pelas elites globais não pertence a nenhum bilionário, não tem ações negociadas na bolsa e não responde a acionistas.
Toda essa história começou quando um alemão órfão chegou à Suíça aos 19 anos para trabalhar no setor relojoeiro.
Falante de três idiomas, Hans Wilsdorf decidiu, em 1908, que o nome de sua empresa teria que ser curto, fácil de pronunciar em qualquer língua e sem tradução. Conseguiu pensar em algum?
🕊️ O legado que dura para sempre: Quando sua esposa morreu, em 1945, ele criou a Fundação Hans Wilsdorf e, ao morrer, destinou a ela 100% das ações da companhia.
Desde então, a estrutura é permanente — ninguém pode vender, abrir o capital ou transferir a principal empresa de relógios de luxo do mundo para mãos privadas.
Na prática, Hans desenhou a companhia para que ela continuasse existindo sem depender de herdeiros ou compradores.
🧠 O nome disso é “longo prazo”: Pense que, sem a pressão da bolsa, ela pode lançar menos produtos, controlar a oferta, proteger a exclusividade e manter o desejo lá em cima.
E é assim que a empresa, que deve tudo ao tic-tac do relógio, consegue — literalmente — operar no tempo dela.
Economia
O clima pode pesar bastante no balanço da América Latina

(UOL)
💨 El Niño. Quando escutamos esse nome, muitas vezes pensamos em chuva fora de época ou calor excessivo — e tudo isso é verdade, mas está longe de ser tudo o que o fenômeno pode causar.
Na realidade, o El Niño é um dos maiores "maestros" da economia e da agricultura na América Latina, ditando quem colhe muito e quem perde tudo.
Com mais de 60% de chance de atingir a região no segundo semestre, o fenômeno deve tirar o clima do eixo e deixar a comida mais cara.
🇧🇷 A parte que nos toca: No Brasil, o fenômeno deve causar atrasos no plantio no Sudeste e Centro-Oeste, logística prejudicada no Sul por excesso de chuva e risco de incêndios e baixo nível dos rios na Amazônia e no Pantanal.
Com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, a combinação pode afetar os preços de commodities no mundo inteiro.
As culturas mais em risco são milho e feijão na América Central, soja em várias regiões da América do Sul, além de arroz, café, cacau, cana-de-açúcar e pastagens.
🚜 O impacto: O setor agrícola da região já sofre cerca de 26% dos danos causados por desastres climáticos — e, em casos de seca, esse número sobe para 82%.
Isso sem falar no efeito em cadeia no setor de energia, já que cerca de 50% da eletricidade da América Latina vem de usinas hidrelétricas.
Quando a chuva some, os reservatórios caem, e os países precisam ligar as termelétricas — mais caras e mais poluentes.
🫰 O clima como variável econômica: Na prática, o consumidor pode sentir o El Niño nos alimentos mais caros e na alta da conta de energia.
É por isso que economistas estão acompanhando o clima como quem acompanha juros ou câmbio.
Programa de Indicação
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