Edição 480 - 15/04/2026

A novela até a bomba ⛽

Não demora nada para que a queda do petróleo lá fora gere um clima de esperança nacional rumo aos postos de gasolina. Acontece que, entre o barril e a bomba, existe uma novela de impostos, importação, logística e estoques — e essa é a trama que nós vamos te contar na edição de hoje.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🌍 A impressão do mundo sobre a China só está melhorando;

🇧🇷 Governo envia ao Congresso PL sobre fim da escala 6x1 com urgência;

🤖 OpenAI quer turbinar seus ganhos com a nova era da publicidade digital;

💼 Queda no preço do petróleo deve chegar gradativamente às bombas de gasolina;

💰 Ibovespa se aproxima dos 200 mil pontos com 18º recorde no ano.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

“O tempo permanece o bastante para quem sabe utilizá-lo.” - Leonardo da Vinci, pintor, cientista e inventor italiano

Mundo

O mundo está mudando de opinião sobre a China…

(Bloomberg)

🐉 O dragão ficou mais simpático? Mesmo rivalizando com os EUA em tecnologia, economia e influência global, a China está gerando uma impressão cada vez melhor entre os americanos.

Há três anos, só 14% da população americana tinha uma opinião positiva sobre a China. Cortando para os dias atuais, essa proporção quase dobrou e chegou a 27%.

(Axios)

🌎 O Tio Sam não está sozinho nessa: Fora dos EUA, a tendência também aponta para o mesmo caminho, já que, nos últimos anos, a imagem da China melhorou em 15 dos 25 países pesquisados.

  • Mas calma, que isso não significa que o mundo todo está apaixonado por Pequim. Afinal, o país asiático segue sendo visto com desconfiança em temas como espionagem, tecnologia e influência militar.

Seja como for, esse levantamento foi comemorado pelo presidente Xi Jinping e seus aliados. Com o tom menos hostil, a avaliação do governo chinês é de que a narrativa está ficando mais favorável.

🤔 O que mudou? Analistas apontam que parte desse movimento pode ser explicada pelo desgaste interno nos próprios EUA.

Pense que, quando um país enfrenta polarização política, operações militares, inflação e disputas constantes, sobra menos energia para rivalizar com o concorrente externo.

A estratégia chinesa é seguir vendendo a imagem de potência previsível, focada em negócios e infraestrutura, enquanto a Casa Branca se envolve em polêmicas.

🇺🇲🇨🇳 Bottom-line: Na prática, o levantamento mostra que a disputa entre EUA e China deixou de ser apenas militar ou comercial para se transformar também em uma grande batalha por reputação.

Brasil

Lula quer que o Congresso debata o fim da escala 6x1 com urgência

(Correio Braziliense)

⏩ Acelerando a proposta: O governo Lula enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para acabar com a escala 6x1.

  • A grande questão é que isso foi feito colocando o PL em urgência constitucional.

Ou seja, agora há um prazo de até 45 dias para que deputados e senadores votem o projeto — do contrário, a pauta fica travada e nada mais pode ser analisado.

💼 Como funciona hoje? A CLT permite que o funcionário tenha 1 dia de folga a cada 6 dias trabalhados, desde que seja respeitado o limite de 44 horas semanais.

Hoje em dia, a jornada 6x1 é comum em setores como comércio, restaurantes, supermercados, farmácias e outros negócios que operam a semana inteira sem parar.

  • Cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham hoje na escala 6x1, sendo que 1,4 milhão são empregadas domésticas.

✍️ Como fica se o PL passar? A ideia do governo é fazer com que o limite seja de 40 horas por semana — o que tornaria mais favorável a adoção da escala 5x2.

Além disso, os dois dias de folga seriam consecutivos, com preferência para sábado e domingo.

🔜 O que vem por aí: Agora o jogo passa para o Congresso. O tema já é prioridade do ano legislativo, mas a aprovação não está garantida — e a pressão do setor produtivo promete esquentar o debate.

Os dois lados para você tomar o seu 🫵

Defensores do fim da jornada 6x1 dizem que a medida vai melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, proporcionando mais tempo para descanso, lazer e família.

Os críticos defendem a negociação entre patrão e empregado e argumentam que os custos das empresas vão aumentar, especialmente em setores com alta demanda de mão de obra contínua.

Tecnologia

O ChatGPT quer ser o protagonista da nova era da publicidade digital

(Futurism)

Há não muito tempo, Sam Altman chamou a publicidade no ChatGPT de "último recurso" — como se fosse aquela solução que você só usa quando não tem mais saída.

Em apenas seis semanas desde o lançamento do programa piloto de ads nos EUA, a empresa já havia superado a marca de US$ 100 milhões em receita — com mais de 600 anunciantes ativos.

💸 O céu é o limite: Mostrando que pensar pequeno não é o modus operandi da OpenAI, a companhia projeta faturar mais de US$ 2,5 bilhões com as propagandas já neste ano.

  • Depois disso, a trajetória é de crescimento acelerado — chegando aos US$ 100 bilhões em 2030.

🔁 Por que essa virada? A OpenAI gasta bilhões para manter seus servidores e desenvolver novos modelos de IA.

Ao mesmo tempo, com apenas cerca de 6% dos usuários pagando alguma assinatura, a publicidade virou a forma mais direta de transformar escala em receita.

A nova era da publicidade online 🤳

Com IA, vídeos curtos e novas plataformas surgindo, foi-se o tempo em que o Google era o rei absoluto dos anúncios na internet.

Prova disso é que, pela primeira vez, a Meta deve ser a recordista de receita publicitária digital — passando dos US$ 243 bilhões, contra US$ 239 bi do buscador.

🧠 O X da questão: O mercado de publicidade digital é enorme — e os chatbots têm uma vantagem que o Google jamais teve.

Eles conhecem profundamente as dúvidas, os comportamentos e as necessidades dos usuários em tempo real — e isso vale ouro para um anunciante.

O que mais você precisa saber que aconteceu neste meio de semana

Negócios

O longo caminho entre o barril de petróleo e a bomba de gasolina

(Folha de São Paulo)

Depois de lermos manchetes falando sobre a queda do preço do petróleo, é tentador imaginar a gasolina ou o diesel mais baratos no posto já no dia seguinte. Acontece que essa equação não é tão simples assim.

🛢 O famoso “prática X teoria”: Como ninguém abastece o carro direto do barril, o combustível que você paga para encher o tanque não é só petróleo.

Na verdade, ele é uma conta com várias parcelas — custo de produção, importação, transporte, estoque, distribuição, revenda e cobrança de impostos federais e estaduais ao longo do caminho.

  • Ou seja, mesmo que o barril recue lá fora, isso não garante uma queda automática no preço das bombas nos postos — já que eles fazem parte de uma cadeia complexa.

No caso específico do preço do litro de gasolina ou diesel, o custo do produto, seja ele importado ou fabricado aqui, e os impostos representam a maior parcela. Montamos esse gráfico pra ilustrar 👇:

(Espresso)

⛽ Não depende 100% da gente: Mesmo produzindo muito petróleo, o Brasil ainda importa boa parte do combustível que consome, porque a nossa capacidade de refino é limitada.

Quando falamos de diesel, por exemplo, a Petrobras garante 70% do consumo nacional, enquanto os 30% restantes são importados — o que deixa o país vulnerável ao preço internacional e ao câmbio.

Em contextos geopolíticos turbulentos como o que estamos vivendo, isso pode gerar um grande alívio para as contas públicas.

🎻 Resumo da ópera: Gasolina e diesel não sobem ou descem por um único motivo. É claro que o petróleo importa, mas o preço real depende de várias peças se movendo ao mesmo tempo.

Economia

A Bolsa aproveitou 2026 para engatar a “6ª marcha”

(Bloomberg)

Os contratos futuros do Ibovespa ultrapassaram a marca de 200 mil pontos pela primeira vez.

📈 A relevância: Esse é um número que estava no radar do mercado há meses — e que chegou até mais cedo do que muitos analistas esperavam.

💰 O que empurrou a alta? O principal motor do rali foi o dinheiro estrangeiro. Desde janeiro, investidores de fora do Brasil injetaram quase R$ 65 bilhões na bolsa.

Esse dinheiro vindo de fora tem sido um dos principais responsáveis por puxar a bolsa para cima e fazer com que ela engatasse uma sequência de recordes — só neste ano, foram 18.

🤝 Mas por que eles estão vindo para cá? Com o dólar mais fraco e diversas incertezas — inclusive políticas — rondando os EUA, investir em países emergentes, como o Brasil, ficou mais atraente.

Isso fez com que, mesmo com os juros altos — que normalmente desestimulam investimentos em ações —, os estrangeiros continuassem comprando por aqui.

Além disso, as ações brasileiras continuam, em média, mais baratas em comparação com outros mercados.

👀 Looking forward: Para os próximos meses, bancos e corretoras veem espaço para a entrada de mais dinheiro estrangeiro no Brasil, especialmente se o dólar continuar fraco.

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