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Edição 476 - 09/04/2026

O enigma de bilhões de dólares 🪙
Depois de mais de um ano de investigações, dois jornalistas dizem ter certeza da real identidade por trás do pseudônimo Satoshi Nakamoto. Se esse nome não te parece familiar, saiba que estamos falando do criador do Bitcoin — que permanece desconhecido até hoje. Ou então permanecia…
Leia a edição de hoje para descobrir o possível fim desse mistério.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Diante da crise energética, Cuba cria dependência da tecnologia solar chinesa;
🟡 EUA propõem ao Brasil acordo mineral sem exclusividade e com preço mínimo;
🔴 Meta revela o primeiro modelo de IA de sua equipe de superinteligência;
🔵 Venda de veículos novos dispara 38% em um ano no Brasil;
🟣 New York Times diz ter descoberto quem é o misterioso criador do Bitcoin.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“O sucesso não vem de evitar erros, mas de aprender mais rápido com eles.” - Indra Nooyi, executiva indo-americana e ex-CEO da PepsiCo
A China está ensinando os cubanos a olharem para o céu
| Mundo

(Reuters)
☀️ O Sol nasce para todos: Vivendo sob racionamento de energia há meses, Cuba encontrou no outro lado do mundo uma possível solução para a crise energética.
Isso porque a eletricidade gerada por painéis fotovoltaicos fornecidos pela China — alguns doados, inclusive — virou uma tábua de salvação para a ilha caribenha.
Só no ano passado, os chineses enviaram 1 gigawatt de painéis solares aos cubanos. É como se tivessem entregado de uma vez o equivalente a uma usina nuclear pequena.
🇨🇺🇨🇳 O que está acontecendo? Pequim viu uma oportunidade e começou a ajudar Cuba com energia solar — enviando painéis, tecnologia e até financiamento.
Na prática, isso significa instalar grandes parques solares e também sistemas menores, como kits para casas e hospitais. A ideia é gerar eletricidade sem precisar de petróleo.
🛢️ Porque, se for depender dele… Pela primeira vez em mais de 10 anos, Cuba não está recebendo nem uma gota sequer de petróleo vinda de um país estrangeiro.
Agora, a ilha, que produz menos de 40% do que consome, se vê diante da pior crise energética em décadas — com direito a apagões, racionamentos e paralisações de serviços básicos para a população.
🤝 Eis que a China deu uma mãozinha: As exportações chinesas de equipamentos solares dispararam, e dezenas de usinas solares já estão sendo construídas ou prometidas.
Para Cuba, é uma questão de sobrevivência. O plano é aumentar a fatia de energia renovável e reduzir a dependência de combustíveis importados.
Já para a China, o movimento faz o país ganhar cada vez mais influência política e econômica bem no “quintal” dos EUA.
🔜 Olhando pra frente: Cuba já tem 34 parques solares funcionando, com capacidade de 1,2 GW — o que já representa um aumento de 350% em relação a 2024. Ainda assim, a meta é chegar a 92 parques e 2 GW até 2028.
O Tio Sam quer um pouco do subsolo brasileiro
| Brasil

(Bloomberg)
♣️ Colocaram as cartas na mesa: Uma proposta feita pelos EUA em fevereiro foi revelada agora e mostra que os americanos estão mesmo de olho nos minerais críticos brasileiros.
A ideia do plano é garantir que Washington tenha acesso a esses materiais, mas sem exclusividade — deixando o Brasil livre para negociar com outros países.
Além disso, outros pontos do projeto incluem financiamento para projetos de mineração, apoio ao refino e processamento em solo brasileiro e investimentos na reciclagem de minerais.
🤔 Do que estamos falando? Pense em celulares, carros elétricos, turbinas eólicas e até mísseis. Tudo isso depende de um grupo especial de minerais conhecidos como terras raras.
Hoje, o mundo ocidental busca, de todas as formas, reduzir a dependência da China — que domina cerca de 90% do mercado mundial desses minerais.
🇺🇸 E é isso que o Tio Sam quer mudar: Para liderar essa diversificação e garantir acesso aos recursos, o governo dos EUA tem buscado fechar parcerias com diferentes países.
Um dos pontos centrais do plano americano é criar uma “estabilidade de preços” — como pisos mínimos — para evitar quedas bruscas no valor dos minerais, que tornam projetos inviáveis fora da China.
🇧🇷 E por que o Brasil está sendo tão desejado? Nosso país tem a 2ª maior reserva de terras raras do mundo e, nos últimos meses, começou a explorar melhor esse potencial.
Acontece que o governo brasileiro não quer um acordo em que o país vire apenas fornecedor de matéria-prima barata.
Diante das investidas de Trump, o Brasil deixou claro que só faz sentido negociar se houver investimento aqui dentro, especialmente em tecnologia e processamento.
💭 O dilema BR: Ao mesmo tempo em que quer investimento e tecnologia americanos, o governo brasileiro não quer fazer parte de um “clube anti-China”.
Vale lembrar que estamos falando de um mercado com potencial para injetar R$ 243 bilhões por ano no PIB brasileiro ao longo das próximas décadas.
Os bilhões que a Meta gastou com IA foram pra chegar a esse momento
| Tecnologia

(Divulgação)
Depois de uma série de apostas que não deram o resultado esperado, a Meta investiu bilhões, contratou os melhores talentos do setor e prometeu que voltaria com força.
🤖 Eis que o futuro chegou: A empresa de Mark Zuckerberg lançou o Muse Spark, o primeiro modelo desenvolvido pela sua equipe focada em “superinteligência”.
Esse é o nome dado ao tipo de sistema de IA com potencial para se tornar mais inteligente do que qualquer ser humano — processando uma enorme quantidade de informações em tempo recorde.
Para criar o “dream team da IA”, o Tio Zuck chegou a oferecer salários que chegavam a US$ 100 milhões — tudo para atrair talentos das rivais e também afastar a concorrência.
🤔 Tá, mas o que o Spark tem de diferente? O modelo foi pensado para usar vários agentes ao mesmo tempo para realizar uma mesma tarefa.
Em pesquisas sobre viagens, por exemplo, um agente pode criar o roteiro, enquanto outro compara cidades e um terceiro busca atividades para crianças.
Outra vantagem é que ele entende imagens sem que o usuário precise descrevê-las. Ou seja, basta uma foto de um prato de comida para o Spark calcular quantas calorias ele tem.
📸 The big picture: A ideia é integrar essa IA aos produtos da Meta — como WhatsApp, Instagram e Facebook — ou seja, ela vai aparecer para mais de 3,5 bilhões de usuários.
Mesmo que o modelo ainda não seja uma superinteligência propriamente dita, ele já é a base para construir sistemas cada vez mais capazes de aprender, raciocinar e resolver problemas complexos.
📈 Não por acaso… As ações da Meta subiram 7% no mesmo dia do anúncio, com investidores animados com a ideia de que a empresa esteja, enfim, indo na direção certa quando o assunto é IA.
Foi aqui que pediram um tour pelas outras manchetes mais relevantes?
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O cheirinho de carro novo voltou a espalhar seu perfume pelo país
| Negócios

(g1)
🚗 Vendas aceleradas: Depois de um período complicado, o mercado de veículos novos no Brasil deu sinais de recuperação em março.
No mês passado, foram emplacados 269,5 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus no nosso país — uma alta de 37,9% em relação a março de 2025.
Para ter ideia do que isso representa, estamos falando do segundo melhor mês de março de toda a série histórica brasileira.
🔥 O que está nas entrelinhas: Na prática, isso mostra que as concessionárias estão mais cheias, a produção está rodando forte e a indústria está aquecida.
O principal motor para essa acelerada foi o crédito mais acessível, que fez com que, mesmo com juros ainda altos, as condições de financiamento melhorassem.
Esse fator gerou o casamento perfeito com a demanda reprimida — já que muita gente que adiou a compra nos últimos anos agora voltou ao mercado.
🔄 Já do outro lado: As montadoras tiveram uma resposta rápida, aumentando a oferta de veículos e lançando promoções.
Para os próximos meses, a própria indústria projeta um crescimento mais moderado de 3% no ano — o que indica que esse ritmo tão forte pode acabar não durando o ano inteiro.
🚘 Seja como for… O setor automotivo voltou a ser um termômetro positivo da economia — pense que, quando ele cresce forte, geralmente indica mais consumo, crédito girando e maior confiança.
O NY Times acha que resolveu um dos maiores mistérios da história dos investimentos
| Economia

(MSN)
✍ Satoshi Nakamoto. Desde 2008, quando um texto assinado por esse pseudônimo descreveu o funcionamento do Bitcoin, o mundo inteiro tenta descobrir quem está por trás do nome.
De lá pra cá, a criptomoeda se tornou conhecida no mundo inteiro, se valorizando e se popularizando mais a cada ano. Mesmo assim, uma coisa nunca mudou — ninguém sabe quem a criou.
🔎 Enfim desmascarado? Agora, uma investigação de quase um ano conduzida pelo The New York Times aponta um nome concreto: o britânico especialista em criptografia Adam Back.
Para entender o peso disso, é só pensar na fortuna em jogo. As estimativas dizem que Satoshi teria acumulado cerca de 1,1 milhão de Bitcoins nos primeiros anos da rede.
Nos valores atuais, essa carteira valeria aproximadamente US$ 118 bilhões — o que colocaria seu dono entre as maiores fortunas do planeta.
🔬 Como a investigação foi feita? O trabalho foi liderado pelos repórteres Dylan Freedman e John Carreyrou — vencedor do Prêmio Pulitzer por revelar a fraude da startup Theranos.
Eles vasculharam milhares de registros antigos da internet, como fóruns técnicos, arquivos da comunidade cypherpunk, e-mails atribuídos a Satoshi e análises comparativas de escrita.
A pesquisa também combinou análises de texto com reconstrução histórica — cruzando ideias dos anos 1990 com os fundamentos do Bitcoin para traçar paralelos com a conjuntura atual.
👣 As principais pistas: O jornal bate na tecla de que o estilo de escrita usado por Nakamoto e a forma de escrever de Back são extremamente parecidos.
Como se não bastasse, o Bitcoin é muito parecido com ideias de dinheiro digital que o britânico propôs antes mesmo de a palavra “criptomoeda” se tornar realidade.
Mas é ele ou não? 🧐
Adam Back, que hoje é CEO de uma empresa focada no desenvolvimento de infraestrutura para Bitcoin, diz que não é Satoshi.
✂ Cortou a empolgação… Ele afirma que todas as coincidências apontadas pelo Times são naturais dentro de uma comunidade que compartilhava as mesmas referências técnicas e históricas.
Enquanto uma prova cabal — como movimentar os Bitcoins originais da carteira de Satoshi, que estão intactos — não surge, o mistério continua.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫 Aqui é indicou, ganhou
| Programa de Indicação

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