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Edição 475 - 08/04/2026

Cessar-fogo, pero no mucho 🪖…
Toda a empolgação com a trégua no Oriente Médio não durou nem um dia e todas as manchetes dos jornais que chegaram nas bancas hoje cedo já estavam velhas na hora do almoço.
Na edição de hoje, você entende como uma das principais rotas de petróleo do planeta já fechou de novo poucas horas depois de reabrir — e tudo graças a novos elementos na equação da guerra.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Ataques ao Líbano fazem Irã ameaçar romper o cessar-fogo e fechar Ormuz;
🟡 Um em cada três lares no Brasil tem um usuário de caneta emagrecedora;
🔴 A indústria do SEO está tentando dominar as respostas da IA;
🔵 Cartas de Pokémon estão desencadeando uma onda internacional de crimes;
🟣 O número de empresas em recuperação judicial bate recorde em 2025. 2025.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“Há uma espécie de liberdade em aceitar que nem tudo precisa ser resolvido imediatamente.” - Byung-Chul Han, filósofo e ensaísta sul-coreano
EUA e Irã apertaram o pause na guerra — pelo menos por enquanto
| Mundo

(Vahid Salemi)
O relógio marcava oito horas da noite em Washington quando o mundo estava a 60 minutos de uma possível catástrofe.
👀 O que estava em jogo: Donald Trump havia prometido destruir "uma civilização inteira" caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz — a passagem de 20% do petróleo do planeta.
Mesmo que Trump já tivesse dado outros prazos antes, dessa vez ele nunca tinha feito uma declaração tão incisiva desde o começo da guerra com o Irã.
🤳 Eis que a surpresa veio de um post: Pelas redes sociais, o presidente americano disse que concordava em suspender os bombardeios por duas semanas.
Mas isso desde que o Irã garantisse a reabertura "completa, imediata e segura" do Estreito de Ormuz. Nas palavras do próprio Trump, seria um cessar-fogo de ambos os lados.
O americano disse que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo de paz definitivo estão bem encaminhadas.
🤝 A resposta iraniana: O país persa concordou em interromper os ataques por 14 dias e, além disso, topou reabrir Ormuz — por onde vários navios já passaram hoje de manhã.
Então o planeta respirou 😮💨…
O acordo mediado pelo Paquistão trouxe repercussões imediatas — e todas positivas.
O petróleo despencou — fazendo o barril sair da casa dos US$ 120 e cair para cerca de US$ 92;
As bolsas ao redor do mundo engataram fortes altas — com o Ibovespa passando dos 190 mil pontos;
O dólar caiu frente ao real e a outras moedas, aliviando a pressão sobre países endividados.
🗣️ Cada lado com a sua versão: Nos EUA, Trump declarou "vitória total e completa", dizendo que conseguiu reabrir o estreito sem disparar um tiro.
Já no Irã, a TV estatal diz que "a era do Irã começou", já que o país resistiu à maior potência do mundo e ainda vai cobrar taxas no estreito.
✈️ Seja como for… Os dois países concordaram em começar a negociar ainda nesta semana para chegar a um fim definitivo da guerra. A ideia é enviar diplomatas ao Paquistão.
De um lado, a Casa Branca exige a limitação do programa de mísseis iraniano, o fim do apoio a grupos armados fundamentalistas e a reabertura permanente de Ormuz.
Do outro, os iranianos querem o reconhecimento do seu programa de enriquecimento de urânio e o fim de todas as sanções econômicas.
Mas tudo que é bom dura pouco 🫠…
Horas depois de o cessar-fogo ter sido anunciado, o caos voltou a reinar no Oriente Médio — fazendo o planeta inteiro duvidar da trégua.
🇱🇧 O que mudou: Enquanto o Irã exige o fim dos ataques no Líbano para manter a paz, Trump afirmou que o país vizinho não faz parte do acordo de cessar-fogo assinado.
Essa também é a posição de Israel, que inclusive continuou atacando a capital libanesa hoje pela manhã — argumentando que são duas frentes de batalha distintas.
Como se não bastasse, também houve relatos de ataques iranianos contra aliados dos EUA no Oriente Médio logo após o cessar-fogo.
🚢❌ Resultado: apertaram o Ctrl + Z. A empolgação do mercado não durou nem um dia, já que, com os ataques no Líbano acontecendo, o Irã fechou o estreito de Ormuz de novo agora há pouco.
O recado do regime iraniano foi claro — ou os ataques param completamente, ou o cessar-fogo pode acabar.
🇺🇸🇮🇷 Então o que vem agora? Eis o que todos queremos saber. As negociações devem acontecer no Paquistão, mas, se Israel seguir atacando o Líbano, a trégua vai continuar por um fio.
No fim das contas, tudo pode mudar em segundos. Enquanto isso, com o estreito fechado, o petróleo segue pressionado — afetando desde o combustível até o preço dos alimentos no mundo todo.
O Brasil está comendo menos e se aplicando mais canetinhas
| Brasil

(O Globo)
Uma pesquisa mostrou que o Brasil praticamente virou o maior laboratório vivo de remédios emagrecedores do mundo.
🇧🇷 Vamos aos números: Chegamos ao ponto em que um em cada três lares brasileiros tem pelo menos um morador que faz ou já fez uso de medicamentos como Ozempic, Mounjaro ou Wegovy.
Para se ter ideia, em dezembro essa relação era de um em cada quatro domicílios.
Ou seja, estamos diante de uma mudança de comportamento em ritmo acelerado — e que não deve parar tão cedo.
🫰 Para todos os bolsos: Mesmo que o custo do tratamento ainda seja elevado — passando dos mil reais por caixa —, o uso já é bem significativo em todas as faixas de renda.
Nas classes A e B, 39% dos domicílios fazem uso. Já nas classes C e D, esse número chega a 30%.
🖊 Mas tem um problema… Essa popularização também fez com que cada vez mais gente passe a usar as canetinhas sem prescrição médica ou acompanhamento de um profissional.
No fim da linha, isso pode causar perda de massa muscular, deficiências nutricionais, problemas cardíacos e o famoso “efeito rebote” quando se para de usar.
🔜 Looking forward: Com o fim da patente no Brasil, as versões genéricas do medicamento devem chegar às prateleiras até junho, custando 30% menos.
Só no ano passado, o mercado de canetas emagrecedoras movimentou R$ 10 bilhões nas farmácias brasileiras — com expectativa de passar dos R$ 15 bi neste ano.
A IA acabou com a importância de “aparecer no topo do Google”
| Tecnologia

(Aida Amer)
Todo mundo que já teve um contato mínimo com o universo da publicidade online já se deparou com a importância das técnicas de Search Engine Optimization — o famoso SEO.
🤖 Mas os tempos mudaram… Hoje, mais de 58% de todas as buscas nos EUA já terminam sem nenhum clique — a IA responde à pergunta antes de o usuário precisar entrar em algum site.
Com isso, as estratégias de SEO para posicionar links no topo das páginas de busca estão ficando ultrapassadas e com pouca utilidade.
😉 A solução: Empresas de marketing digital agora estão focando em “hackear a IA” — ensinando marcas a convencer os chatbots a citá-las nas respostas.
Uma das principais maneiras de fazer isso é publicando conteúdo em blogs, fóruns e canais de redes sociais — isso porque as inteligências artificiais adoram esse tipo de fonte.
🤝 Mais um truque pra você: Criar listas do tipo "as 10 melhores marcas de tênis para corrida" e colocar o cliente como número 1 também ajuda, já que o chatbot pode puxar respostas dessa lista.
Se antes a lógica era aparecer na internet com as palavras certas, agora o principal é criar conteúdos tão bons, completos e confiáveis que a IA não consiga deixar de citá-los.
🔎 Por que isso importa? O jeito como pesquisamos informações está mudando. Em vez de “buscar”, estamos cada vez mais “perguntando” — e isso transforma toda a cadeia de anúncios online.
Por exemplo, em vez de focar em "melhor celular para jogos", um conteúdo voltado para IA responderia também "qual celular tem melhor custo-benefício para jogos?" e "quais marcas têm menos defeitos?".
💰 Bottom-line: Com conteúdos atualizados e mais detalhados, toda a indústria de anúncios na internet — que movimenta mais de US$ 690 bi/ano — acaba sendo impactada.
O que mais aconteceu de relevante neste meio de semana?
🗳️🔄 A famosa “janela partidária”: Depois de trocas pensando nas eleições, PT e PL continuam com as maiores bancadas da Câmara
🚔🚨 Astro de “Friends”: ”Rainha da cetamina” é sentenciada a 15 anos de prisão por morte de Matthew Perry
🐶🐾 O melhor amigo do homem: Ciência revela que cachorros estão com humanos há pelo menos 15.800 anos
💰🔍 Dados da Receita: Master pagou R$ 80 milhões a escritório de esposa de Moraes em 22 meses
🍎🤳 Vem aí o iPhone Fold: Smartphone dobrável da Apple tem lançamento previsto para setembro
📚👨💻 De Brás Cubas a Harry Potter: MEC disponibiliza plataforma gratuita com oito mil livros
As suas cartinhas da infância viraram alvo de ladrões no mundo todo
| Negócios

(Dexerto)
Ao redor do planeta, estão cada vez mais comuns os crimes em que ladrões invadem lojas, quebram vitrines e levam apenas um item — cartas de Pokémon.
🚔 Roubar joias é coisa do passado: Surpreendentemente ou não, os cards valem uma fortuna hoje em dia — além de terem o tamanho de um baralho.
Isso quer dizer que os ladrões podem pegar um punhado de cartas que representam milhares ou dezenas de milhares de dólares e colocá-las no bolso.
Para completar, a revenda é quase imediata pelas plataformas digitais, em um contexto em que o mercado informal é enorme e praticamente impossível de rastrear.
🛡 Nada de “temos que pegar!”: A situação tem feito com que algumas edições raras das cartas sejam tratadas como obras de arte — sendo colocadas em cofres ou leiloadas com certificação.
Além disso, o aumento de crimes visando as cartas Pokémon tornou as seguradoras menos propensas a cobrir lojas de itens colecionáveis.
Não é mais só nostalgia 🫰
Nos últimos anos, as cartas de Pokémon deixaram de ser apenas um símbolo dos anos 1990 e 2000 e se tornaram ativos sérios de investimento.
Para se ter ideia, desde 2004, o valor médio das cartas valorizou 3.821%.
Como comparação, o índice S&P 500 — que reúne as 500 maiores empresas dos EUA — subiu “apenas” 483% no mesmo período.
Com isso, investidores passaram a tratar as cartas como “ativos alternativos” — comparáveis a obras de arte ou vinhos finos.
📊 Um investimento de risco: Especialistas alertam que o mercado de cartas de Pokémon é volátil e arriscado. Os preços são subjetivos e podem mudar a qualquer momento — além do risco de comprar cartas falsas.
Nunca tantas empresas pediram socorro no Brasil
| Economia

(Poder360)
Com mais de 2.400 pedidos, o número de empresas em recuperação judicial no Brasil disparou e bateu recorde em no ano passado.
👨⚖️ Do que estamos falando? Para um negócio chegar ao nível de pedir RJ, as dívidas se acumularam a um ponto tão alto que, para evitar declarar falência, ele entra na Justiça buscando um prazo maior para reorganizar as contas.
Ao que tudo indica, o clima de juros altos por tempo prolongado e um crédito cada vez mais seletivo e caro criaram a "tempestade perfeita" para empresas que já vinham cambaleando desde a pandemia.
💸 Destrinchando os números: O setor agropecuário responde por 30,1% das empresas em recuperação. Ele vem seguido de perto por serviços (30%), comércio (21,7%) e indústria (18,2%).
Falando especificamente do agro, se há alguns anos o cenário era de alta demanda por commodities, agora o país enfrenta queda nos preços, juros elevados e custos de produção mais altos.
Em outras palavras, mesmo colhendo muito, o agro brasileiro está ganhando menos, gastando mais e se endividando em níveis recordes.
🤞 Mas há esperança: Enquanto as RJs crescem, as falências têm caído — registrando uma queda de 19% em 2025 na comparação com o ano anterior.
Isso significa que as empresas estão preferindo buscar a recuperação judicial a simplesmente fechar as portas — o que preserva empregos e a atividade econômica.
🔮 O que esperar: Analistas dizem que a tendência é de estabilização, mesmo que em um patamar alto. Com a RJ sendo uma ferramenta comum, o grande problema mora na possibilidade de os juros voltarem a subir.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫 Aqui é indicou, ganhou
| Programa de Indicação

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