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Edição 470 - 01/04/2026

Abra este e-mail se quiser ir à Lua 🚀
Desculpe-nos se você leu o título da edição de hoje e ficou empolgado para dar uma passadinha no nosso satélite natural. A realidade é que a nossa equipe viu o calendário e se empolgou um pouco com a data de hoje.
Seja como for, mesmo que você continue aqui na Terra, quatro de nossos amigos terráqueos verão a Lua de perto daqui a pouco — e você vai conseguir ver tudo pela internet. Na edição de hoje, você entende por que os humanos querem voltar ao nosso satélite natural.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Missão Artemis II, que levará astronautas à Lua, está pronta para lançamento;
🟡 Fachin espera aprovação de código de ética para ministros do STF ainda este ano;
🔴 Amazon planeja substituir mais de meio milhão de empregos por robôs;
🔵 Quase 6 em cada 10 recrutadores já eliminaram candidatos por mentiras no currículo;
🟣 O ano mal começou e a grife mais cara do mundo já quer esquecê-lo.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“O tempo é o melhor filtro: o que importa resiste, o que não importa desaparece.” - Nassim Nicholas Taleb, matemático e ex-operador de mercado libanês-americano
Atenção, Lua: os humanos estão de volta
| Mundo

(g1)
🌕 O grande retorno: Depois de mais de 50 anos, a Nasa vai voltar a mandar astronautas para dar uma volta ao redor da Lua.
A missão se chama Artemis II, e o foguete deve sair do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, hoje à noite, enquanto você estiver se preparando pra jantar — ali por volta das 19h30.
👣 Mas ainda não vai ter marca de pegada: O objetivo dessa viagem não é um pouso lunar. Na realidade, a ideia é ser um grande “ensaio geral” para missões futuras e mais ambiciosas.
Por isso, a Nasa pretende testar tudo com a tripulação de quatro humanos durante os dez dias de missão — nave, sistemas, comunicação e segurança.
🤨 Por que isso importa? A Artemis II marca a primeira viagem tripulada à Lua desde 1972, além de ser o primeiro passo para os EUA voltarem a pisar no nosso satélite natural até 2028.
Para se ter ideia, nos planos da Nasa está a construção de uma base permanente e de um reator nuclear na Lua.
As construções serviriam como laboratório científico, centro de testes, complexo residencial e até ponto de partida para missões mais longas, como, por exemplo, uma ida a Marte.
🚀 A corrida espacial do século XXI: Com tanta coisa pra fazer na Lua, o satélite natural virou peça-chave para muitos outros interesses além dos que existiam durante o programa Apollo.
O código de ética acabou virando um teste de forças no STF
| Brasil

(O Globo)
✊ Ele não abre mão: O presidente do STF, Edson Fachin, segue com a ideia de criar um código de ética para os ministros — como se fosse um manual de comportamento dentro e fora da Corte.
A ideia dele é aumentar a confiança da população na Justiça e evitar conflitos de interesse ao implementar regras de transparência ainda neste ano.
💔 Rachou o elenco: Se o ano começou com um ambiente favorável à implementação do código — inclusive com Cármen Lúcia se tornando relatora da proposta —, agora tudo parece ter desandado.
O próprio Fachin reconhece que nem todos os ministros estão animados com o timing da proposta. Alguns entendem que o momento não é o mais adequado — já que 2026 é ano eleitoral.
🔎 Eis o ponto mais delicado: Ninguém sabe ao certo quem vai fiscalizar os ministros em caso de descumprimento do código — até porque a maioria deles é contra a criação de uma comissão de ética.
Com isso, fica a pergunta: se ninguém vai fiscalizar, o código vai ter alguma força de verdade?
Mas o que seria esse tal código? 👨⚖️
Fachin quer se inspirar nas regras usadas pela Suprema Corte alemã para “abrasileirar” condutas relacionadas a comportamento, participação em eventos e remuneração dos ministros.
📖 Como pode ficar o código brasileiro? O ponto principal é que todo ministro que receber cachê para palestrar ou participar de eventos terá de divulgar publicamente quanto recebeu por isso.
As despesas de viagem e hospedagem pagas pelos organizadores também precisariam ser transparentes. Hoje, isso não é claro — o que acaba gerando uma espécie de “indústria de palestras”.
👋 Impacta até quem já tirou a toga: Quem deixar o cargo terá de cumprir um ano de quarentena antes de trabalhar para consultorias, bancos ou exercer atividades que possam gerar conflito de interesse.
O código também deve exigir que ministros tenham “moderação nas falas públicas” — principalmente ao criticar colegas ou opiniões jurídicas diferentes.
A Amazon deu um “all-in” para mudar para sempre o mercado de trabalho
| Tecnologia com TechDrop

(Futurism)
A Amazon está cansada de procurar por braços humanos e decidiu apostar tudo nos robôs.
🤖 Um plano ousado: A gigante do e-commerce quer automatizar até 75% das operações nos centros de distribuição.
Na prática, a empresa está praticamente atestando que quer trocar tarefas humanas por robôs em escala industrial.
🤝 The big number: Com essa grande substituição, a Amazon pretende evitar a contratação de mais de 600 mil pessoas até 2033.
Ou seja, a companhia do Mr. Bezos pode simplesmente parar de contratar gente para funções que máquinas podem fazer.
🦾 A estratégia: Robôs não faltam, não pedem aumento, não entram em greve e trabalham 24 horas por dia. Pense que, para uma operação logística global, isso é ouro.
Mas não para por aí. A Amazon também está comprando startups de robótica, inclusive focadas em robôs humanoides. Clique aqui para ver algumas delas.
🤔 O que está por trás disso: A ideia é criar máquinas que consigam substituir humanos em tarefas cada vez mais complexas — dentro e fora dos galpões.
E aqui é importante reforçar que não estamos mais falando de esteiras automatizadas, mas de robôs que andam, pegam, organizam e, principalmente, tomam decisões estratégicas.
E o que você tem a ver com isso? 🫵
Essa história não é só sobre uma multinacional de tecnologia.
✍ Nas entrelinhas… Quando uma gigante desse tamanho faz um “all-in”, estamos falando de uma mudança que respinga no mercado inteiro.
Tudo indica que empresas que operam com margem apertada vão seguir o mesmo caminho — ou então vão acabar ficando para trás.
🧩 No fim, tudo se conecta. Robótica, IA, espaço e logística — todas são peças do mesmo quebra-cabeça de um mundo mais eficiente e mais automatizado.
Ao mesmo tempo, há cada vez menos espaço para o trabalho tradicional como a gente conhece.
A gente sabe que pode parecer confuso 🤨…
Mas, se você quer entender os bastidores do que está mudando o jeito que a gente trabalha, investe e vive — do Vale do Silício à Faria Lima —, vale ir além do óbvio e conhecer o TechDrop.
Essa é a newsletter que funciona como um guia para quem quer saber o que realmente importa no universo da tecnologia, dos negócios e dos impactos na vida das pessoas. Você não vai se arrepender de clicar aqui. 😉
Foi aqui que pediram um tour por outras manchetes relevantes do dia?
🇵🇹🪪 Vão ter que esperar bem mais: Parlamento de Portugal aprova regras que dificultam cidadania para brasileiros
🇺🇸🇮🇷 Duas ou três semanas: Trump diz a agência que EUA vão deixar o Irã “muito rapidamente”
✈️👨⚖️ Todas no ano passado: Moraes teria viajado em jatos de empresa de Daniel Vorcaro pelo menos oito vezes
🇮🇶🚔 Durante cobertura na capital do Iraque: Jornalista dos EUA é sequestrada em Bagdá
🇧🇷🗳️ Preparação para as eleições: Após 16 trocas, Planalto deve anunciar novas saídas ministeriais
🤖🔍 Vazamento acidental: Anthropic reconhece que parte do código de uma de suas ferramentas foi publicado por engano
Tem gente achando que é 1º de abril o ano inteiro na hora de procurar emprego
| Negócios

(Forbes)
👃 O nariz de alguns candidatos vai crescer… Um levantamento mostrou que 58% dos recrutadores no Brasil já eliminaram candidatos por mentiras ou distorções no currículo.
E esse não é um cenário raro de acontecer, já que, do outro lado da mesa, cerca de 15% dos profissionais brasileiros admitem que já mentiram — e outros 10% já pensaram em fazer isso.
🏆 As campeãs da enrolação: Nem todo mundo inventa um emprego que nunca teve. A maior parte das mentiras está nos detalhes. Como, por exemplo…
⏰ Tempo de casa: Aquela velha prática de aumentar alguns meses de experiência para tampar um período de desemprego.
💼 Título do cargo: Se chamar de “gerente” ou “coordenador” sem nunca ter tido um subordinado, por exemplo.
🗣️ Habilidades exageradas: Quando a pessoa coloca “fluente” em inglês quando, na verdade, é no máximo “intermediário”.
👋 O motivo da despedida: Esconder ou distorcer o motivo pelo qual saiu de um emprego também entra na lista.
📚 Histórico educacional: Quase 30% de todos os recrutadores do país já se depararam com candidatos que mentiram sobre diplomas ou cursos.
⚠️ É claro que tem consequências… Além da eliminação no processo seletivo, mentir no currículo pode dar problema tanto para o candidato quanto para a empresa.
Dados mostram que uma contratação errada pode custar 30% do salário do funcionário no primeiro ano — além de manchas permanentes na reputação.
🤝 Um papo com os especialistas: A recomendação é ser honesto também sobre o que você ainda não sabe. Afinal, a vontade de aprender tem mais valor do que um currículo impecável, porém falso.
O ano mal começou, e a grife mais cara do mundo já quer esquecer dele
| Economia

(The Wall Street Journal)
O grupo francês LVMH, dono de marcas como Louis Vuitton, Dior, Tiffany e do champanhe Moët & Chandon, viveu o seu pior começo de ano da história.
✨ Será que o luxo perdeu o brilho? As ações da companhia caíram 28% no primeiro trimestre — uma queda maior do que as registradas na crise de 2008 e durante a pandemia.
Como você já pode ter imaginado, o motivo tem a ver com uma conjuntura global que está bem longe de ser pacífica.
🌎 O panorama: A guerra no Oriente Médio tem aumentado a incerteza global e feito investidores fugirem de ativos considerados “supérfluos”, como produtos de luxo.
Além disso, o conflito afeta o turismo e o consumo, dois motores importantes para as vendas de itens caros — tudo isso enquanto a demanda na China vem caindo.
📸 The big picture: A situação deixou o mercado de olhos bem abertos, já que a LVMH serve como um “termômetro” da confiança global no setor de luxo — e de boa parte do consumo também.
Em linhas gerais, se o público endinheirado está com medo de gastar, esse é um sinal de que o vento está mudando de direção.
🛍 O que está por trás disso? A LVMH tem uma parcela significativa dos chamados “consumidores aspiracionais”.
Aqui estamos falando daquela pessoa que não é super-rica, mas costuma juntar dinheiro para comprar um perfume ou um óculos de grife.
Ou seja, em tempos de juros altos e inflação, os “mimos” de luxo são os primeiros a serem cortados do orçamento.
📉 Não por acaso… A LVMH não é a única sofrendo. A Richemont — dona da Cartier — caiu 20% na bolsa suíça, e a Hermès perdeu um quarto do seu valor de mercado neste começo de ano.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫 Aqui é indicou, ganhou
| Programa de Indicação

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