Edição 469 - 31/03/2026

O Coelhinho vai pegar empréstimo? 💰

Ano vai, ano vem e sempre surgem as reportagens dizendo como os ovos de Páscoa estão mais caros que as barras de chocolate. Longe de nós querermos ser mais do mesmo, mas, na edição de hoje, você vai entender porque esse assunto aparece por aqui.

Desde que os ovinhos são tradição, eles nunca estiveram tão caros como agora — e é claro que vamos te explicar os motivos para isso.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Trump ameaça acabar com a infraestrutura energética do Irã;

🟡 Mesmo com queda do preço do cacau, os ovos de Páscoa nunca estiveram tão caros;

🔴 Empresas de IA começam a se distanciar de conteúdos adultos;

🔵 Depois da febre das telas, os botões voltam aos carros;

🟣 Wall Street está fechando o pior trimestre para as ações em quatro anos.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.” - Oscar Wilde, escritor e dramaturgo irlandês

Afinal, a guerra no Irã está perto de acabar ou não?

| Mundo

(Mohhamed Mahoud)

🗞 A guerra também é sobre informação: A narrativa sobre o conflito no Oriente Médio vive um momento de dicotomia na mídia americana.

  • Uma parte fala que os EUA se preparam para uma invasão terrestre no Irã;

  • Outra afirma que os americanos podem sair da guerra deixando o Estreito de Ormuz fechado;

🗣 Vamos aos fatos: Trump disse que se um acordo não for fechado e a passagem não for reaberta, os EUA vão “aniquilar completamente” a infraestrutura de energia, água e petróleo do Irã.

O presidente americano citou usinas elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg — um dos principais terminais de exportação de petróleo do país.

🇺🇸🇮🇷 Apesar disso… Trump também disse que há “discussões sérias” com um “novo e mais razoável” regime iraniano e que “grandes progressos” foram feitos.

Acontece que ninguém sabe ao certo que governo paralelo do Irã seria esse — e nem se as conversas estão avançando.

Para complicar, a mídia estatal do Irã já sinalizou que o país rejeitou os termos americanos.

👀 O jeito é esperar para ver: Trump quer uma vitória rápida para chamar de sua, já o Irã quer sobreviver e manter sua influência enquanto o resto do mundo torce para que a gasolina não suba ainda mais.

Não se assuste caso você veja o Coelhinho pedindo empréstimo no banco…

| Brasil

(Sinaep)

Nós sabemos que os ovos de Páscoa custarem mais caro que as barras não é necessariamente novidade. Acontece que, neste ano, essa diferença nunca foi tão alta.

🫰 Recheio doce, preço salgado: Segundo levantamentos do Procon, os ovos estão custando mais que o dobro — e, em alguns casos, até o triplo — do que um tablete de chocolate equivalente.

  • As análises nos supermercados mostraram casos em que apenas 12 gramas a mais fizeram o ovo custar 266% a mais que uma barra.

Se formos fazer uma média geral de toda essa comparação, os ovos de Páscoa no Brasil estão custando cerca de R$ 65, enquanto as barras saem por R$ 18.

🤔 O que explica isso? Quando você compra um ovo de Páscoa, não está pagando só pelo chocolate.

  • Pense que o preço final inclui a embalagem especial, o custo da logística para produtos frágeis, o licenciamento de personagens e até o brinquedo que vem dentro.

Além disso, a produção é sazonal, e as fábricas precisam contratar mais gente e adaptar toda a linha de montagem apenas para essa época do ano.

🍫 O contexto também pesou: O cacau, matéria-prima do chocolate, teve forte valorização no mundo todo por problemas na produção, principalmente na África.

Enquanto a inflação geral gira em torno de 3,8%, os produtos de Páscoa subiram cerca de 11% em um ano. Já, ao olharmos para os últimos dois anos, o aumento acumulado dos ovos chega a 27%.

🪺 Mas não tem como escapar… O brasileiro pode reclamar o quanto quiser, mas, no final, acaba cedendo aos ovos de Páscoa.

Uma pesquisa mostrou que, ao mesmo tempo em que 69% dos consumidores do nosso país acham os preços injustos, cerca de 90% pretende comprar os doces no feriado.

As empresas de IA agora querem passar bem longe dos conteúdos +18

| Tecnologia

(Brendan Lynch)

🔞 Os limites da tecnologia: A indústria de inteligência artificial está avançando cada vez mais rápido — mas nem tudo está liberado.

Se antes as principais empresas do setor apostavam no conteúdo adulto para atrair mais usuários, agora a estratégia mudou.

  • ✌️ Só family friendly: Nos últimos meses, diferentes programas que pretendiam liberar funções eróticas para adultos que usam IA foram cancelados.

O caso mais emblemático foi o da OpenAI, que abandonou a ideia de criar um “modo adulto” para o ChatGPT.

A iniciativa não caiu bem entre os conselheiros da companhia, que demonstraram preocupação com o possível impacto psicológico da nova tecnologia.

Outras grandes empresas, como Google e Microsoft, também suspenderam, por tempo indeterminado, a flexibilização de suas regras para conteúdos adultos.

🤖 O motivo é simples: Já sabemos que a IA é poderosa o suficiente para criar conteúdos hiper-realistas — o que abre portas perigosas envolvendo deepfakes e o uso não autorizado de imagem.

Diante disso, o resultado do cálculo das empresas é que simplesmente não vale a pena. Afinal, os riscos de impactos negativos na reputação e de extrapolar os limites éticos da tecnologia são muito altos.

🔎 Ampliando o foco: Isso também mostra um movimento maior no setor envolvendo a autorregulação.

Basicamente, as big techs estão tentando criar seus próprios limites antes que governos imponham regras mais duras aos seus negócios.

💘 Seja como for… O uso de IA para romances virtuais já é uma realidade e, hoje, 1 em cada 5 americanos já usou um chatbot para simular um relacionamento amoroso.

O que mais aconteceu de relevante nesta terça-feira?

⚽️🇮🇷 Em pleno território americano: Presidente da Fifa garante que Irã “vai disputar o Mundial”

Os carros modernos vão voltar para os bons e velhos botões

| Negócios

(Wired)

🫵 A vingança do toque físico: Depois de anos dominando os painéis e transformando os carros em “smartphones com rodas”, os painéis touchscreen estão perdendo espaço.

Algumas das maiores montadoras do mundo perceberam que talvez tenham exagerado na onda das telas gigantes e, agora, vão voltar com os tradicionais botões físicos.

  • 👀 Eis o motivo: Estudos mostraram que usar telas enquanto dirige aumenta a distração — mesmo que estejam no painel do carro.

Isso acontece não só pelo ato de tirar os olhos da estrada, mas principalmente porque o cérebro fica sobrecarregado depois de navegar entre diferentes menus e opções.

Na prática, algo básico — como ajustar a temperatura do ar-condicionado — virou uma tarefa que exige vários toques e atenção plena.

🚗 Por outro lado… Já os bons e velhos botões, como sabemos, podem ser usados apenas “no tato”, sem que os motoristas precisem olhar para eles.

Isso sem falar que agências regulatórias na Austrália e na Europa começaram a exigir botões físicos para funções essenciais do carro — sob pena de descontar pontos de segurança das montadoras.

🤝 A volta dos que não foram: Por fim, pesquisas mostram que 9 em cada 10 motoristas preferem os comandos físicos aos painéis digitais. Tudo indica que será uma troca justa.

Com tombo coletivo das ações, Wall Street tem pior trimestre em quatro anos

| Economia

(Michael Nagle)

Os investidores começaram o ano um tanto quanto empolgados, já que tudo indicava que 2026 seria excepcional para Wall Street.

📉 Mas a realidade bateu à porta: A bolsa americana fechou o primeiro trimestre deste ano com o pior desempenho para as ações em quatro anos.

  • A inversão da direção das setinhas veio em fevereiro, com o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

🛢️ Tudo mudou: O principal motivo da reviravolta nas ações foi o petróleo que, desde o estopim do conflito, viu seu preço saltar 55%.

Pense que, com o óleo mais caro, a inflação sobe, os bancos centrais ficam mais cautelosos e os juros não caem. Como resultado, o mercado fica nervoso.

😳 Um efeito dominó: Com as bolsas ao redor do mundo caindo, até quem tinha investimentos em vários tipos de ativos diferentes sofreu — já que a queda foi generalizada.

Nem as maiores empresas de tecnologia do mundo — o grupo das Magnificent Seven — escaparam. Microsoft e Tesla, por exemplo, viram suas ações caírem mais de 20% no trimestre.

  • Já a Meta, de Mark Zuckerberg, perdeu US$ 310 bilhões em valor de mercado.

Para se ter ideia, o índice S&P 500, que mede a saúde das maiores empresas americanas, apagou todos os ganhos acumulados nos últimos sete meses.

🔦 Será que tem alguma luz no fim do túnel? Alguns analistas ainda acham que o mercado pode se recuperar ao longo do ano, mas isso, é claro, só se a guerra não piorar.

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