Edição 466 - 26/03/2026

De volta para a nossa futura casa 🌙

Desde 1972, nenhum ser humano pisa na Lua — mas essa história está prestes a mudar. Na edição de hoje, você entende como a Nasa não quer apenas que os humanos voltem ao nosso satélite natural, mas também como espera que continuemos por lá por um bom tempo.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Países da Ásia adotam medidas emergenciais para lidar com a crise de energia;

🟡 STF aprova regra que limita “penduricalhos” e supersalários no Judiciário e no MP;

🔴 Nasa gastará US$ 20 bilhões em base na Lua e cancela a estação orbital;

🔵 Faturamento da Globo sobe 11,33% em 2025 ante 2024;

🟣 Governo deve seguir pagando mais de R$ 1 trilhão em juros.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

“Em um mundo saturado de informação, a clareza se torna uma vantagem competitiva.” - Yuval Noah Harari, historiador e escritor israelense

O continente mais populoso do mundo está prestes a ficar no escuro

| Mundo

(Fortune)

Além de ter extrapolado as fronteiras do Oriente Médio, os impactos da guerra no Irã estão gerando um medo que vai muito além das bombas — e aqui estamos falando de energia.

💭 Só para te relembrar: Depois do início do conflito, o regime iraniano fechou o Estreito de Ormuz, uma espécie de “corredor marítimo” por onde passa 20% de todo o petróleo e gás do planeta.

  • Com isso, a Ásia foi a região mais afetada. Afinal de contas, mais de 80% de todo o petróleo que passa pelo estreito tem o continente asiático como destino final.

🛢️ O que isso significa: Diferentemente dos EUA — que importam pouco por Ormuz —, os países da Ásia estão fazendo tudo o que podem para evitar que suas populações fiquem no escuro.

Se você morasse na Coreia do Sul, por exemplo, seria intimado pelo governo a tomar banhos mais curtos e a usar a máquina de lavar apenas nos finais de semana.

Já se você estivesse organizando um funeral na Índia, seria informado de que a cremação não pode ser a gás — já que ele está sendo racionado entre os vivos.

🕯️ Não para por aí: Famílias nepalesas estão jantando comida fria por causa da escassez de gás de cozinha e, nas Filipinas, a situação declarada já é de “emergência nacional de energia”.

Ao mesmo tempo, o Japão fez a sua maior liberação de reservas emergenciais de petróleo da história, e a China proibiu exportações de diesel, gasolina e querosene para proteger seus estoques domésticos.

🌎 Mas o risco é global: Se o bloqueio iraniano continuar, as estimativas são de que podem faltar até 14 milhões de barris por dia no mercado — um choque comparável às maiores crises da história.

Isso quer dizer que você pode esperar um aumento geral nos preços, crescimento menor da economia e até risco de uma recessão mundial.

O STF decidiu fechar a torneira dos supersalários

| Brasil

(Antonio Augusto)

👨‍⚖️ Escrevendo a palavra “limite”: Os ministros do Supremo decidiram colocar ordem — ou pelo menos tentar — em uma das maiores polêmicas do funcionalismo público: os famosos “penduricalhos”.

  • Para quem está perdido no “politiquês”, eles nada mais são do que pagamentos extras que juízes e promotores recebem além do salário, ultrapassando o teto constitucional de R$ 46.366 mensais.

Pense em você, que tem seu salário + VR, VA, férias e folgas. A diferença é que muitos cargos do Judiciário também recebem auxílio-moradia, auxílio-educação, auxílio-creche, auxílio-paletó e por aí vai…

🔙 Voltando ao Supremo: O STF decidiu que, a partir de agora, os penduricalhos realmente indenizatórios — como diárias de viagem — podem somar até 35% do teto, ou seja, cerca de R$ 16,2 mil.

  • Além disso, um benefício por tempo de serviço também foi limitado a outros 35%.

🎻 Resumo da ópera: Ou seja, juízes e promotores ainda podem ganhar acima do teto constitucional, mas agora esse adicional tem um limite.

Alguns cálculos indicam que, dependendo da interpretação dessa nova regra, os ganhos totais podem chegar a até 70% acima do teto em certos casos.

💰 De supersalários para super economia: Estudos mostram que esses penduricalhos custavam quase R$ 10 bilhões por ano só para a magistratura.

Com as novas regras, a expectativa é de uma economia anual de pelo menos R$ 7 bilhões aos cofres públicos.

A Lua tem tudo para virar o novo “quintal” da Terra

| Tecnologia

(Nasa)

Mais de 50 anos depois de enviar o último humano à Lua, a NASA decidiu mudar completamente sua estratégia para voltar ao nosso satélite natural.

🚀 A corrida espacial do século XXI: Agora, a ideia não é mais só “ir e voltar” e, para isso, a agência espacial americana vai desembolsar US$ 20 bilhões para construir uma base permanente na Lua.

  • Com isso, o objetivo anterior de construir uma estação espacial ao redor do satélite foi abandonado — mostrando que o novo foco está mesmo na superfície.

👨‍🚀 Por que isso importa? A base lunar serviria como laboratório científico, centro de testes, complexo residencial e até ponto de partida para missões mais longas, como, por exemplo, uma ida a Marte.

Pensando nisso, a NASA também quer instalar um reator nuclear na Lua — garantindo energia suficiente para humanos e equipamentos que chegarem ao nosso satélite natural.

🌙 O que está por trás disso: O plano mostra como os EUA querem garantir sua liderança no espaço, ainda mais com a China avançando em seus próprios objetivos lunares.

Para os próximos passos, a NASA busca fazer parcerias com empresas privadas — como SpaceX e Blue Origin — para fazer um pouso lunar e iniciar a construção da base até 2028.

Foi aqui que pediram um tour por outras manchetes relevantes?

🇮🇱🇮🇷 Responsável pelo bloqueio do Estreito de Ormuz: Israel mata comandante da Marinha do Irã

👨‍⚖️🇻🇪 Pedido de arquivamento foi negado: Nicolás Maduro faz segunda aparição em tribunal nos EUA

🗓️🔜 Polêmica com o Judiciário: Viana declara prorrogação da CPMI do INSS e suspende sessão

“Plim-plim” ainda é o barulho de mais dinheiro chegando

| Negócios

(Bloomberg)

O maior grupo de comunicação do Brasil encerrou o ano passado com mais dinheiro em caixa.

🫰 Vamos aos números: O faturamento total do Grupo Globo em 2025 chegou a mais de R$ 18 bilhões, um crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior.

  • Já o Ebitda, que mede os ganhos financeiros antes de descontar juros, impostos e depreciação, cresceu ainda mais — subindo 57%, para R$ 2,45 bilhões.

🔎 Destrinchando as cifras: O principal motor da operação continua sendo a publicidade — que representa a maior parte da receita e cresceu cerca de 15% no ano.

Ao mesmo tempo, a melhora nos resultados veio de várias frentes, desde a TV aberta e os canais pagos até os conteúdos digitais e o streaming.

  • Isso mostra como a empresa está operando de forma mais eficiente e gastando melhor para gerar receita.

🪙 O outro lado da moeda: Mesmo faturando mais, o lucro líquido da Globo diminuiu 25%, passando de R$ 1,99 bilhão em 2024 para R$ 1,49 bilhão em 2025.

O principal motivo para essa queda foi o aumento dos custos e investimentos, que cresceram forte — em alguns períodos, mais de 20%.

Pense que, quando uma empresa investe muito — seja em plataformas digitais, produções originais ou infraestrutura — esses custos aparecem no resultado líquido.

📺 Looking forward: O Grupo Globo vive uma transição. O modelo tradicional de TV aberta — baseado em audiência de massa e publicidade — ainda sustenta a maior parte da receita.

Enquanto isso, a empresa está investindo pesado em seus produtos digitais, como o Globoplay e o ecossistema de portais e canais pagos.

O Brasil continua preso na conta dos juros

| Economia

(CNN Brasil)

Mesmo com a queda da Selic, o Brasil deve continuar pagando mais de R$ 1 trilhão por ano só em juros da dívida pública.

💰 O X da questão: Esse dinheiro todo é suficiente para bancar várias áreas do governo, mas acaba indo direto para quem empresta dinheiro ao país.

  • Aqui estamos falando de investidores, que compram títulos públicos — e, claro, cobram juros por isso.

👀 O problema é o tamanho dessa conta. Em 2025, os juros passaram de R$ 1 trilhão pela primeira vez na história — algo perto de 8% do PIB nacional.

E, mesmo que a Selic continue caindo, essa despesa não deve diminuir tão cedo.

  • Isso porque os juros pagos hoje refletem decisões do passado — quando a taxa estava muito alta —, além de a dívida total seguir elevada.

❄ A tal da bola de neve: A dívida pública bruta encerrou 2025 em 78,7% do PIB — o equivalente a R$ 10 trilhões. E a projeção é que chegue a 83,6% do PIB ao final de 2026.

Ou seja, como o governo não consegue pagar nem os juros com o que arrecada, precisa emitir mais títulos para pagar os anteriores.

💸 Bottom-line: Para 2026, o Tesouro Nacional projeta uma necessidade de financiamento de R$ 1,6 trilhão — só para rolar dívidas e cobrir novos gastos.

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