Edição 465 - 25/03/2026

O “ouro verde” que invadiu os seus doces 🍬

É só ir atrás de qualquer tipo de doce para ver opções com pistache por todos os lados. Há alguns anos, o fruto domina o paladar do mundo inteiro — e tem bastante gente lucrando com isso, principalmente os nossos hermanos. Na edição de hoje, você entende isso e muito mais.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Kim Jong-un diz que não abrirá mão do arsenal nuclear da Coreia do Norte;

🟡 Senado aprova projeto de lei que criminaliza a misoginia;

🔴 OpenAI desativa plataforma de geração de vídeos poucos meses após o lançamento;

🔵 Montadoras chinesas transformam a indústria automotiva global;

🟣 Pistache argentino cresce 500% e atrai grandes investidores.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

“Não há nada mais prático que uma boa teoria.” - Kurt Lewin, psicólogo alemão

A Coreia do Norte não vai recuar nem um milímetro quando o assunto são armas nucleares

| Mundo

(PBS)

Como se o mundo já não estivesse parecendo uma panela de pressão, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, dobrou a aposta e disse que o país nunca vai abrir mão de suas armas nucleares.

☢️ A desculpa perfeita: Ele usou a guerra no Irã para argumentar que a única forma de os norte-coreanos evitarem um ataque externo é mesmo se armando até os dentes.

  • A lógica é que ninguém mexe com quem pode causar destruição em escala global e que só as armas nucleares garantem que o regime continue de pé.

Kim ainda disse que o status de “potência nuclear” da Coreia do Norte é irreversível e que isso nunca sequer entrará em negociação.

Na prática, isso significa que não existe pressão internacional ou sanções econômicas que consigam impedir os investimentos norte-coreanos em armas atômicas.

🇰🇵 A relevância: A Coreia do Norte tem cerca de 50 ogivas nucleares e um programa de mísseis que, pelo menos na teoria, consegue alcançar boa parte do mundo.

Isso sem falar nas alianças militares com potências como China e Rússia — mais um elemento que torna o país asiático praticamente “intocável”.

🗯️ Ainda teve ameaça: Colocando ainda mais pressão em um dos pontos mais tensos do planeta, Kim disse que a vizinha Coreia do Sul pode “pagar um preço implacável” se houver qualquer provocação.

Do outro lado, os sul-coreanos estão estreitando laços com os EUA, que, no momento, têm outras prioridades, mas não deixam de ver a Coreia do Norte como uma ameaça perigosa.

Senado criminaliza o ódio às mulheres

| Brasil

(Senado Federal)

🗳️ Uma noite histórica em Brasília: Por 67 votos a favor e nenhum contra, os senadores aprovaram um projeto de lei que torna a misoginia um crime.

  • Esse é o nome da prática que consiste em ódio, desprezo ou aversão às mulheres — como aquele tipo de discurso que trata a mulher como inferior apenas por ser mulher.

🤔 O que pode mudar? Caso a proposta também passe na Câmara, crimes praticados com base nesse preconceito passarão a ter o mesmo tratamento jurídico dos crimes de racismo.

  • Ou seja, a misoginia pode se tornar um crime inafiançável e imprescritível.

👨‍⚖️ A pena proposta: Quem praticar, induzir ou incitar misoginia estará sujeito à pena de reclusão de um a três anos, além de multa.

Nos casos de injúria motivada por misoginia — quando há ofensa à honra ou à dignidade da vítima —, a pena sobe para dois a cinco anos de reclusão.

🚔 O momento da discussão: O projeto surge em um contexto de aumento da violência e de ataques contra mulheres, principalmente nas redes sociais.

Só no ano passado, foram registradas 6.904 vítimas de tentativas e casos consumados de feminicídio — um recorde para o nosso país.

Mas o caminho até virar lei não deve ser fácil 📃

Parte da oposição, principalmente da direita, quer barrar o projeto na Câmara, argumentando que o texto pode limitar a liberdade de expressão ou ser usado de forma exagerada.

Outra parcela defende que a misoginia seja criminalizada separadamente, fora da Lei do Racismo.

🔜 Então, o que acontece agora? O PL precisará dos votos favoráveis de pelo menos 257 dos 513 deputados para chegar à mesa do presidente Lula — que, então, poderá sancionar ou vetar a proposta.

Pelo visto, os vídeos feitos por IA já foram longe demais…

| Tecnologia

(Reprodução)

👋 Saindo de cena: Pegando o Vale do Silício de surpresa, a OpenAI decidiu encerrar o Sora — a ferramenta que criava vídeos hiper-realistas a partir de textos usando inteligência artificial.

  • Nos seus seis meses de funcionamento, a plataforma conquistou a internet com a geração de uma avalanche de clipes de todos os tipos.

🤖 Mas o sucesso veio com um problema: Acontece que o Sora passou a ser usado para fazer vídeos de pessoas reais sem o consentimento delas.

Para ficarmos em alguns exemplos, aqui estamos falando de imagens como as de Michael Jackson roubando frango do KFC, Stephen Hawking andando de skate e políticos.

  • O conteúdo foi chamado de "AI slop" — ou “lixo de IA” — e misturava uma certa criatividade inofensiva com deepfakes bem problemáticos.

™️ Calma que tem mais: Também havia conflitos com os direitos autorais, já que o sistema usava imagens de personagens e celebridades sem pedir autorização.

A OpenAI até tentou reagir restringindo conteúdos que envolviam figuras públicas e fechando um acordo de copyright para o uso dos personagens da Disney.

🎥 Mas foi tarde demais… Depois da pressão que veio de todos os lados, a empresa dona do ChatGPT cancelou o Sora, dizendo que “a notícia é decepcionante”.

Outro ponto que pesou na decisão foi o fato de que manter esse tipo de modelo de IA custa muito caro — além de exigir grande poder computacional. Ou seja, o peso também era financeiro. 🫰

Seja como for, a geração de imagens estáticas pelo GPT continua ativa, assim como ferramentas de outras big techs que também criam vídeos realistas usando IA.

Hora de dar um tour por outras manchetes relevantes do dia

👨‍💻✍️ Outra condenação para as big techs: Meta é condenada a pagar US$ 375 milhões por exploração sexual infantil

A China está mostrando o que é velocidade para as montadoras do Ocidente

| Negócios

(FMT)

🚗 Pisando fundo: A indústria automotiva está passando por um momento de virada, que tem as empresas chinesas como protagonistas.

O país asiático deixou de ser apenas um “copiador” e virou referência global em tecnologia, eficiência e velocidade de produção.

  • 🔋 A estratégia: O principal motor dessa mudança são os carros elétricos. A China não só lidera esse mercado, como também domina praticamente toda a cadeia.

Além disso, enquanto fabricantes chinesas desenvolvem um carro novo em menos de dois anos, as rivais europeias e americanas levam de cinco a sete anos para o mesmo processo.

🤝 O que está por trás disso: O governo da China investiu mais de US$ 230 bilhões no setor de carros elétricos desde 2009.

Isso criou um ecossistema industrial único — com fornecedores próximos, engenheiros jovens, mão de obra mais barata, cultura de startup e concorrência interna que impulsiona a inovação constante.

  • 🇨🇳 Quem antes copiava, agora inventa: Entre 2000 e 2023, a China registrou mais de 343 mil patentes em tecnologias de transporte do futuro.

Não por acaso, cada vez mais montadoras do Ocidente buscam parcerias de tecnologia e inovação com fabricantes chinesas.

📸 The big picture: O movimento mostra que a transição dos motores a combustão para sistemas elétricos está redistribuindo o poder entre fabricantes.

Olhando para o futuro, o mercado estima que a fatia chinesa no mercado global de carros deve saltar de 25% para 35% até 2030.

O pistache virou o “ouro verde” dos investidores

| Economia

(Dialogue Earth)

Se você comeu algum doce nos últimos meses, seja lá qual for, nós sabemos que, muito provavelmente, você se deparou com a versão dele com pistache — afinal, não tem como fugir hoje em dia.

Acontece que, enquanto a demanda global por pistache cresce a 6,5% ao ano, a oferta avança a menos de 5%. Ou seja, existe um déficit — que pode chegar a 250 mil toneladas por ano até 2040.

🌎 O panorama atual: Hoje, 90% de toda a produção do fruto está concentrada em apenas três países: EUA, Irã e Turquia.

Isso quer dizer que qualquer instabilidade geopolítica — principalmente com as guerras no Oriente Médio — afeta diretamente o preço do alimento queridinho do momento.

E é aí que os nossos hermanos começam a sorrir 😄🇦🇷

Com condições climáticas favoráveis, a área de pistache plantada na Argentina cresceu cerca de 500% em apenas cinco anos.

👨‍🌾 Hay una oportunidad: O movimento já está até mudando o campo argentino, com produtores trocando culturas tradicionais — como vinho e oliva — pelo pistache, de olho em margens maiores.

  • As importações da fruta no país dispararam 17.000% nos últimos cinco anos, impulsionadas por indústrias que passaram a incluir o produto em sorvetes, alfajores e na confeitaria em geral.

Já as exportações também estão crescendo, registrando alta de 403% nas entregas de 2025 em comparação com o ano anterior.

💰 Bottom line: Com rendimentos de 3.500 kg por hectare, os argentinos estão deixando de ser coadjuvantes para se tornarem a principal referência de produção no Hemisfério Sul.

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| Programa de Indicação

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