Edição 463 - 23/03/2026

As definições de “paraguaio” foram atualizadas 🇵🇾

Foi-se o tempo em que dizer que algo era “do Paraguai” tinha uma conotação pejorativa. Hoje em dia, os nossos vizinhos estão mesmo é nos dando aula sobre como lidar com a economia. Na edição de hoje, você vai entender o curioso caso do pequeno país que virou um alvo improvável de Wall Street.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Irã nega conversas com EUA e diz que Trump recuou após ameaças de Teerã;

🟡 Brasileiros quase dobram o consumo de drogas em 11 anos;

🔴 Walmart terá apenas etiquetas digitais em todas as suas lojas nos EUA;

🔵 Paraguai entra no radar de Wall Street e vira ímã para investidores;

🟣 Brasil perde 37% das agências bancárias em dez anos.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

“O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.” - Isaac Newton, matemático e físico inglês

Ao que tudo indica, EUA e Irã estão bem longe de se entender

| Mundo

(O Globo)

💬 Um diz uma coisa, o outro diz outra: A tensão entre Estados Unidos e Irã subiu mais um nível — e agora virou também uma guerra de versões.

O governo Trump diz que está em contato com uma "figura de alto escalão" do regime iraniano, mas deixou claro que não se trata de Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do país.

🇮🇷 Já do outro lado… O Irã nega completamente qualquer tipo de negociação. O governo afirma que Trump está inventando fatos ao dizer que existem conversas entre os dois países.

  • E aqui vale lembrar que esse desencontro acontece em meio a uma guerra cada vez mais tensa.

🪖 Colocando as cartas na mesa: A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou fechar completamente o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia em Israel e bases americanas no Golfo.

Essa foi uma resposta direta a Trump, que, no sábado, havia dado um ultimato — ou o Irã reabria o estreito em 48 horas, ou teria suas usinas destruídas.

⏸ O que de fato aconteceu: Pegando todo mundo de surpresa, o governo americano anunciou uma pausa nos ataques — usando as supostas “negociações” como justificativa.

Ninguém sabe quem está mentindo e quem está dizendo a verdade. Seja como for, a economia global segue em risco, com o preço do petróleo subindo diante da possibilidade de uma escalada militar no Oriente Médio.

Os brasileiros estão usando cada vez mais drogas ilícitas

| Brasil

(Daniel Arroyo)

Um levantamento mostrou que o Brasil passa por uma mudança silenciosa no seu relacionamento com as drogas ilícitas.

🇧🇷 O que aconteceu? Num período de 11 anos, de 2012 a 2023, a proporção de brasileiros que já experimentaram alguma substância proibida ao menos uma vez na vida saltou de 10,3%, para 18,7%.

  • O aumento foi de mais de 80%, mostrando que, por aqui, as drogas ilícitas ficaram mais acessíveis e mais comuns.

🍁 Quem puxou o crescimento: O principal motor desse aumento foi a maconha, com mais de 28 milhões de brasileiros dizendo já ter experimentado a substância.

Para se ter ideia, o uso de cannabis ao longo da vida passou de 6,2% para 15% — o maior avanço registrado.

(g1)

📊 Enquanto isso… Drogas mais pesadas seguiram outro caminho. Cocaína e crack até cresceram em algum momento, mas agora estão praticamente estáveis — sem grandes aumentos recentes.

Ou seja, o avanço geral do consumo de drogas veio de uma mudança de comportamento puxada pela cannabis, e não de uma explosão de todas as substâncias.

🤷‍♀️ O perfil de quem usa: Embora os homens ainda estejam liderando, as mulheres registraram o crescimento mais expressivo.

  • Entre elas, o uso de qualquer droga ilícita ao longo da vida quase dobrou, passando de 7% para 13,9%.

Além disso, enquanto o uso de maconha pelas adolescentes cresceu três vezes e meia, o consumo diminuiu entre os jovens do sexo masculino.

🧐 Por que isso aconteceu? O acesso às drogas nunca foi tão fácil no nosso país. Hoje, 70% dos adultos brasileiros acham fácil comprar maconha.

Especialistas ainda apontam que isso pode estar ligado a mudanças sociais, maior inserção em ambientes urbanos e até questões de saúde mental e pressão do dia a dia.

As tradicionais etiquetas de papel estão com os dias contados…

| Tecnologia

(Fast Company)

Pelo menos é isso que o Walmart está apostando, já que a maior rede varejista do mundo decidiu que vai usar apenas etiquetas digitais em todas as suas lojas nos EUA até o final do ano.

  • 🏷 Só pra te contextualizar: Em vez daqueles papeizinhos colados nas prateleiras aos quais estamos acostumados, as novas etiquetas são pequenas telas eletrônicas que exibem o preço do produto.

O grande trunfo desse novo modelo é que os valores podem ser alterados à distância em questão de segundos, sem ninguém precisar andar pelo corredor trocando etiqueta por etiqueta.

Pense que, por aqui, essa invenção poderia ter sido bem útil nas décadas de 80 e 90, quando a hiperinflação era uma realidade brasileira e os preços mudavam várias vezes no mesmo dia.

🤨 Mas agora tem muita polêmica nessa história: Muitos consumidores e políticos estão com receio de o Walmart usar as etiquetas digitais para praticar os chamados “preços dinâmicos”.

  • Essa lógica é a mesma dos apps de transporte e permite ajustes de acordo com a demanda, o horário e até os dias do mês.

Em linhas gerais, o preço sobe quando tem muita gente querendo comprar e cai quando ninguém quer.

🫰 Eis o X da questão: O grande problema disso é que os ovos podem ficar mais caros justamente no horário em que você costuma fazer compras, por exemplo.

Mas, mesmo tendo registrado uma patente sobre o uso de IA para estabelecer preços, o Walmart nega que vai praticar esse modelo de definir valores com base na demanda.

🛒 Bottom line: As etiquetas digitais não são necessariamente uma novidade, mas a adesão de um player do tamanho do Walmart diz muito sobre os rumos do varejo global.

Chegou o nosso primeiro tour pelas manchetes da semana

👨‍⚖️👀 Decisão final cabe a Moraes: PGR se manifesta a favor de prisão domiciliar para Bolsonaro

👨‍🏫📚 Alfabetização no Brasil: Depois de avanço, país supera meta e alcança 66%

Daqui a pouco, “paraguaio” vai ser sinônimo de item de luxo

| Negócios

(BBC)

🇵🇾 Parece que o jogo virou… O Paraguai, que por muito tempo foi visto como um país pequeno e pouco relevante economicamente, agora virou alvo de investidores internacionais e de Wall Street.

O nosso vizinho fez uma série de reformas econômicas e passou a ter uma gestão mais estável — o que aumentou a confiança de quem investe por lá.

  • Outro grande atrativo são os impostos baixos. Comparado a países como o Brasil, abrir e manter uma empresa no Paraguai custa bem menos.

💸 O resultado: Com inflação baixa, impostos reduzidos e crescimento de ~4% ao ano por duas décadas, agências de classificação de risco deram ao Paraguai o famoso “grau de investimento”

O selo basicamente indica que o país é um lugar seguro para se colocar dinheiro. Como comparação, o Brasil está dois degraus abaixo da classificação paraguaia.

👁👁Até Wall Street arregalou os olhos: Essa virada de chave fez com que investidores americanos passassem a comprar títulos da dívida paraguaia.

Em fevereiro, o país emitiu um recorde de US$ 1 bilhão em títulos na sua própria moeda, o guarani — algo impensável há uma década, quando precisava emitir dívida apenas em dólar.

  • Muita calma nessa hora: Apesar do crescimento, o Paraguai ainda é um dos países mais corruptos da América do Sul, atrás apenas da Venezuela, segundo a Transparência Internacional.

Além disso, mais de 60% dos trabalhadores estão na informalidade, e cerca de 20% da população ainda vive abaixo da linha da pobreza.

🇧🇷 Por fim, a parte que nos toca: O Brasil é o maior investidor estrangeiro no Paraguai, e a fatia de 15% cresce a cada ano.

Não por acaso, empresas e empreendedores brasileiros estão cruzando a fronteira em busca de um ambiente mais favorável aos negócios — e os nossos vizinhos estão de braços abertos.

Você se lembra da última vez que foi até a agência de um banco?

| Economia

(Danilo Verpa)

Se você não conseguiu responder ou se nunca chegou a pisar em um “banco físico” na vida, saiba que você não está sozinho — muito pelo contrário.

🏦 Uma espécie em extinção: O Brasil fechou quase 4 em cada 10 agências bancárias nos últimos dez anos, e a quantidade de estabelecimentos desse tipo caiu 37%, chegando a pouco mais de 14 mil unidades.

  • Para se ter ideia, hoje 48% das cidades brasileiras não têm nenhuma agência física — deixando mais de 19,7 milhões de pessoas sem uma porta de banco para bater.

🤳 E você já imagina o motivo… Esse fechamento em massa foi impulsionado pela digitalização, pelo corte de custos e pelo avanço dos pagamentos digitais, como o famoso PIX.

Com isso, cada vez mais gente consegue resolver tudo o que precisa pelo celular — diminuindo a necessidade de os bancos manterem um espaço físico.

🪙 Os dois lados da moeda: Na visão de economistas, idosos, moradores de áreas rurais e pessoas de baixa renda são os mais afetados, já que não têm acesso fácil ou não estão tão familiarizados com a vida online.

Com isso, surge mais dificuldade para sacar dinheiro, pedir crédito ou resolver problemas — às vezes, muitos precisam até viajar para outra cidade.

🔜 Olhando pra frente: Como o fechamento de agências é um dos principais instrumentos de corte de custos dos bancos, o consenso é que essa tendência não deve mudar nos próximos anos.

O que mudou, na verdade, é o que os bancos querem servir nos espaços presenciais. Agora, a estratégia está nas “agências conceito” projetadas para clientes de alta renda.

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