Edição 459 - 17/03/2026

Os anos 90 voltaram 🔙

Três décadas depois, um dos casais mais emblemáticos dos anos 90 voltou ao centro da cultura pop, dominando as redes sociais, inspirando uma nova geração e provando que o básico bem feito pode ser mais poderoso do que qualquer hype. Na edição de hoje, você descobre de quem estamos falando e muito mais.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Trump diz acreditar que terá “a honra de tomar Cuba” muito em breve;

🟡 Brasil revisa plano climático até 2035, com foco no desmatamento;

🔴 ECA Digital entra em vigor com novas regras para menores de idade na internet;

🔵 Série “Love Story” reconfigura a moda e a cultura dos EUA e faz a febre dos anos 90 voltar;

🟣 Riscos de segurança ameaçam gerar uma nova crise no setor de viagens.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

“A palavra é metade de quem a pronuncia.” - Miguel de Cervantes, romancista, dramaturgo e poeta castelhano

Com Cuba no escuro, Trump diz que vai “ter a honra” de anexar a ilha

| Mundo

(Anabelle Gordon)

🇺🇸 Subiu o tom: Depois de operações na Venezuela e no Irã, os EUA têm deixado cada vez mais claro que o próximo alvo da lista é mesmo Cuba.

Dessa vez, direto do Salão Oval da Casa Branca, Donald Trump disse que acredita que vai “ter a honra” de anexar a ilha e que “poderia fazer o que quisesse por lá”.

🤔 O que está por trás disso: A pressão dos EUA sobre a ilha não é nova. Desde 1958, Cuba convive com um embargo que a afasta de boa parte do comércio e do sistema financeiro internacional.

  • Cortando para os dias atuais, a ideia de se meter em Cuba ganhou força depois que a ilha ficou sem o fornecimento de petróleo venezuelano, mexicano ou até russo.

Com isso, o país, que produz menos de 40% do que consome, se vê diante da pior crise energética em décadas — deixando o regime mais fragilizado a cada dia.

Falta energia, comida e dinheiro. Além disso, os apagões são frequentes, e a população está cada vez mais insatisfeita.

🇨🇺 O que pode vir por aí? O objetivo de Trump é forçar o governo cubano a negociar, com termos que incluem a libertação de presos políticos e eleições supervisionadas pelos EUA.

Acontece que o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, adotou um discurso de resistência — falando até em defender a pátria “até a última gota de sangue”.

O país é governado por um regime de partido único há quase 70 anos e é considerado mais fechado e controlado que a Venezuela.

👀 Tem gente de olho nisso tudo… Segundo relatos do governo americano, Trump deu até o fim do ano como prazo para os EUA conseguirem trocar o comando de Cuba.

Brasil aposta nas árvores para acertar sua conta com o clima

| Brasil

(Bloomberg)

♻ Mais floresta e menos CO₂: Pela primeira vez desde 2008, o Brasil acaba de redefinir sua grande estratégia climática para os próximos 10 anos.

O novo plano do país coloca o fim do desmatamento como a principal aposta para reduzir as emissões de carbono.

  • A meta é reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 67% até 2035.

✂️ O que está por trás disso: Diferentemente da maioria dos países, as emissões brasileiras não são lideradas pela queima de combustíveis fósseis — por aqui, o maior vilão é mesmo o desmatamento.

No ano passado, o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento na Amazônia em 50% e no Cerrado em 32% — o que evitou a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂.

👣 Os próximos passos: Para atingir a meta, o país deve reduzir o desmatamento a níveis praticamente residuais — algo que nunca foi sustentado por tanto tempo.

  • O desafio é equilibrar crescimento e preservação. Além disso, metas não cumpridas podem afetar acordos comerciais e investimentos internacionais.

🌳 O X da questão: Especialistas defendem uma combinação de fiscalização, incentivos econômicos e planejamento territorial — conciliando produção agrícola e preservação.

Vale lembrar que as áreas de vegetação não são apenas “verdes no mapa” — elas regulam o clima, armazenam carbono e mantêm rios e aquíferos funcionando.

Ou seja, a destruição dessa vegetação afeta diretamente a produção agrícola, a segurança hídrica e a vida de milhões de brasileiros.

🫰Impacta no bolso também. Um relatório do Banco Mundial calculou que a devastação da Amazônia pode causar um prejuízo de R$ 920 bilhões ao Brasil até 2050 — cerca de 10% do nosso PIB atual.

A internet brasileira nunca mais será a mesma — principalmente para os menores

| Tecnologia

(Aida Amer)

👨‍💻 Uma nova era: A partir de hoje, entrou em vigor no Brasil a atualização do Estatuto da Criança e Adolescente para o mundo digital — que também ficou conhecida como a “Lei Felca”.

  • A nova legislação traz sete grandes mudanças, sendo que a primeira e mais importante é o fim da autodeclaração para verificar a idade dos usuários. É o fim do “clique aqui se você tem mais de 18 anos”.

Agora, as plataformas são obrigadas a usar métodos mais rigorosos de verificação, como reconhecimento facial ou exigência de documento, para saber se o usuário é realmente quem diz ser.

🤳 Mas não para por aí: As contas em redes sociais de menores de 16 anos estarão todas vinculadas às dos pais ou responsáveis.

  • Isso significa que os adultos poderão monitorar com quem seus filhos falam e ajustar as configurações de privacidade, como se fosse um “modo acompanhante” obrigatório.

Já os jogos eletrônicos que têm aquelas "caixas de recompensa" — as chamadas “loot boxes” — terão que barrar menores de idade ou oferecer versões sem essa função.

🔎 De quem é a culpa? O conteúdo também passa a ser responsabilidade das empresas, que terão que controlar melhor o que é exibido para menores, com filtros e restrições mais rígidas.

Caso conteúdos nocivos não sejam removidos, as multas podem chegar a 10% do faturamento das companhias.

No limite, a plataforma pode ser banida do Brasil, sendo que a lei vale para todos — inclusive empresas sediadas no exterior.

🛜 Bottom-line: Especialistas dizem que a lei tenta resolver um problema real, já que, hoje, muitas crianças usam a internet sem qualquer tipo de proteção, como se fosse um “território livre”.

Por outro lado, há dúvidas sobre como tudo isso vai funcionar na prática. Afinal, implementar verificação de idade em massa é difícil, e existe o risco de afetar a privacidade dos usuários.

O que mais foi relevante pelo mundo nesta terça?

Os anos 90 voltaram aos EUA graças a uma série

| Tendências

(Harper’s Bazaar)

🤔 Você já ouviu falar de “Love Story”? A série que relembra o romance entre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette estreou há um mês e já virou uma febre cultural que transcendeu as telas.

O que começou como um simples drama sobre o romance de um dos casais mais emblemáticos dos anos 90 se transformou em um fenômeno capaz de remodelar a moda e a cultura americana.

  • 👀 Menos é mais: As redes sociais foram tomadas pelo estilo minimalista da falecida Carolyn Bessette Kennedy, e o que era exclusivo de décadas atrás agora se tornou tendência viral.

A estética minimalista dela — sem logos exibidos, cores neutras e cortes impecáveis — se encaixa perfeitamente no conceito atual de "quiet luxury”, já muito explorado pela Gen Z.

🫰 Virou business: Marcas como Gucci, Marc Jacobs, Michael Kors e Tuckernuck passaram a incluir peças inspiradas em Carolyn em suas coleções para este ano.

Ao mesmo tempo, John F. Kennedy Jr. também retoma seu espaço no guarda-roupa masculino, fazendo com que marcas como Uniqlo e Polo Ralph Lauren lancem peças inspiradas em seus looks.

🇺🇸 Um movimento cultural: Pelas ruas de NY, as pessoas realmente estão saindo para querer parecer um casal de 30 anos atrás.

Lugares que JFK Jr. e Carolyn frequentavam na cidade voltaram a bombar, com fãs tentando reviver o “clima” da relação deles.

🔙 O poder da nostalgia: No fim, o que faz a série ter um impacto tão grande na cultura americana vai além da moda, já que estamos falando de um casal que se tornou uma obsessão nacional nos anos 90 — e que agora voltou a movimentar as manchetes.

As turbulências globais estão colocando o turismo sob risco

| Economia

(Victor Freitas)

🧳 Férias canceladas? O setor de turismo global mal se recuperou da pandemia e já está enfrentando um novo conjunto de crises simultâneas.

  • Desta vez, os diferentes conflitos e tensões pelo mundo — principalmente no Oriente Médio — estão deixando cada vez mais turistas com medo de viajar.

🌇 O caso de Dubai: A cidade mais glamourosa do mundo deixou de ser famosa por seus arranha-céus e hotéis de luxo para se tornar uma zona de tensão após ataques de mísseis iranianos.

Como Dubai se tornou um dos principais hubs de turismo e negócios do planeta, qualquer instabilidade por lá pode afastar inúmeros visitantes — principalmente os europeus.

🌎 Não é um problema isolado: Vários destinos estão sendo afetados ao mesmo tempo, criando um efeito dominó no turismo global.

No México, por exemplo, episódios recentes de violência ligados aos cartéis deixaram turistas, especialmente os americanos, mais receosos de visitar o país.

  • Já em Cuba, como te contamos na matéria de Mundo, o bloqueio de petróleo praticamente acabou com os pacotes turísticos que tinham a ilha como destino.

🏝️ Enquanto uns choram, outros vendem lenço… Por outro lado, a instabilidade criou oportunidades para destinos alternativos.

Foi o caso da República Dominicana, que registrou crescimento de 8,7% no número de visitantes em janeiro, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O Caribe, a Tailândia, a Espanha e as Ilhas Canárias também estão se destacando por absorverem parte dos turistas que mudaram de planos.

✈️ Próxima partida: A boa notícia é que, historicamente, quando um destino passa por crises de segurança, os turistas costumam voltar depois que a poeira baixa.

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