Edição 456 - 12/03/2026

IAs como parceiras de crime 🤖

“Tenha boas (e seguras) sessões de tiro!”. Essa frase veio de um chatbot de inteligência artificial que orientou pesquisadores, que se passavam por adolescentes, a realizar ataques violentos. Na edição de hoje, você entende como agentes de IA também podem se tornar agentes do crime — e o que está sendo feito para acabar com isso.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Cubanos saem às ruas em meio a apagões, escassez, ameaças dos EUA e aumento da repressão;

🟡 Congresso aprova pacote de projetos em defesa dos direitos das mulheres;

🔴 Chatbots de IA dão dicas sobre armas e ajudam a planejar ataques violentos;

🔵 EUA iniciam investigações comerciais que podem abrir caminho para novas tarifas;

🟣 Em iniciativa inédita, BID financiará maior segurança na América Latina.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

“Inovação distingue líderes de seguidores.” - Steve Jobs, ex-diretor executivo da Apple

Os cubanos cansaram de ficar no escuro

| Mundo

(Reuters)

Com apagões que chegam a durar 16 horas por dia, falta de comida e internet cara, Cuba está vivendo uma de suas piores crises em décadas.

Desde o começo do mês, uma das formas de protesto mais frequentes tem sido o chamado “cacerolazo”, em que pessoas vão para as sacadas ou para a rua e batem panelas e frigideiras.

Ao mesmo tempo, grupos de estudantes estão organizando manifestações nas quais pedem reformas na educação e reclamam dos apagões e da internet instável, que atrapalham as aulas.

🇨🇺 Estamos falando de algo raro: Essas cenas são particularmente raras em Cuba, onde o governo tem histórico de controlar a vida política e reprimir protestos com violência.

Um relatório da ONG Justiça 11J revelou que 46 presos em protestos contra o regime cubano em julho de 2021 morreram por falta de assistência médica.

O que está por trás da falta de luz? 🕯️

Pela primeira vez em mais de 10 anos, Cuba não está recebendo nem uma gota sequer de petróleo vinda de um país estrangeiro.

Antes disso, a Venezuela era a principal fornecedora de petróleo para a ilha — mas os repasses cessaram depois que Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA.

Agora, Cuba, que produz menos de 40% do que consome, se vê diante da pior crise energética em décadas.

🛢️ Bottom line: Se as reservas de petróleo acabarem, o país pode enfrentar uma sequência prolongada de apagõesracionamentos de energia e combustível e paralisações de serviços básicos para a população.

Congresso aprova pacote de leis em defesa das mulheres

| Brasil

(UFSM)

✍️ Já era hora… Depois de várias votações em sequência nas duas Casas, o Congresso Nacional aprovou nesta semana uma série de leis pensadas para proteger e fortelecer os direitos das brasileiras.

O objetivo é fortalecer o combate à violência contra mulheres, e muitas das propostas tratam diretamente de violência doméstica, punição a agressores e campanhas educativas.

💬 Do que estamos falando? Uma das novidades mais práticas é a permissão para que mulheres comprem e carreguem spray de pimenta para se defender.

  • Também houve a aprovação do aumento das penas para crimes de lesão corporal contra mulheres — deixando agressores por mais tempo na cadeia.

Outro projeto aprovado permite ao juiz determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica pelo agressor quando houver risco real para a vítima de violência doméstica.

🤖 Até a IA entrou na jogada: O Congresso também aprovou o uso de inteligência artificial para monitorar agressores por meio de um sistema integrado às tornozeleiras.

Entre as medidas, está ainda uma lei que obriga a realização de campanhas educativas e informativas sobre violência contra a mulher, além de políticas públicas para conscientizar a população.

🇧🇷 A relevância: Por mais que nos doa escrever isso, o Brasil está passando por uma “epidemia de violência contra a mulher”.

Geralmente, esses crimes envolvem violência domésticamenosprezo ou discriminação — não é um assalto que deu errado, mas, sim, um crime de ódio.

🤞 Dedos cruzados: Embora uma lei não mude esse cenário da noite para o dia, um conjunto de regras mais duras, com mais ferramentas nas mãos de juízes e vítimas, pode ir mudando o jogo aos poucos.

Chatbots de IA viram cúmplices e até ajudam adolescentes a planejar atentados

| Tecnologia

(CNN)

Alguns dos chatbots de inteligência artificial mais populares do mundo atuaram como verdadeiros “mentores” e “cúmplices” durante o planejamento de atentados por parte de adolescentes.

🤖 Assistentes do crime: A descoberta veio com um estudo no qual pesquisadores se passaram por menores de idade e embarcaram em conversas sensíveis com os 10 agentes de IA mais usados do planeta.

  • Em centenas de interações, eles fizeram perguntas em etapas — primeiro expressando frustração e instabilidade emocional.

Depois, os pesquisadores pediram informações sobre ataques históricos e, por fim, perguntaram objetivamente sobre alvos reais e armas.

😳 O resultado: Em diversos testes, certos modelos de IA não apenas responderam às perguntas, como também chegaram a sugerir estratégias e nomes ou ajudaram a planejar as ações violentas.

ChatGPT deu dicas em 61% dos casos, incluindo informações sobre quais explosivos seriam mais letais em um atentado — resultados parecidos com os do Gemini.

Já o Deepseek respondeu com detalhes sobre rifles de caça que poderiam ser usados em ataques, enquanto o Llama listou lojas de armas e campos de tiro próximos.

🦾 Teve quem se salvou: No fim, 8 em cada 10 chatbots testados falharam em impedir os planos de atentados. Só o Claude, da Anthropic, e o My AI, do Snapchat, se recusaram a oferecer ajuda aos potenciais agressores.

Em resposta aos testes, algumas das empresas donas dos chatbots disseram que tomaram medidas “para corrigir os problemas”, enquanto outras afirmaram ter atualizado os modelos com novas regras de segurança.

⚠️ Fica o alerta: No ano passado, um homem detonou um Cybertruck em frente ao hotel Trump International, em Las Vegas, depois de receber informações sobre explosivos pelo ChatGPT.

Já na Finlândia, um jovem de 16 anos supostamente fez pesquisas em uma IA antes de esfaquear três colegas de classe.

O que mais foi relevante ao redor do mundo nesta quinta?

🇺🇸🛢️ Ainda sobre o petróleo… EUA vão liberar 172 milhões de barris da reserva estratégica

Os EUA estão fazendo de tudo para voltar com o “tarifaço”

| Negócios

(Rolling Stone)

🔙 A volta dos que não foram: Os EUA abriram investigações formais contra 16 de seus próprios parceiros econômicos, incluindo China, União Europeia, Japão, México e Índia.

  • A suspeita é de que esses países estariam adotando práticas comerciais consideradas injustas — como excesso de produção industrial, subsídios ou barreiras que prejudicam empresas americanas.

🤔 “Tá, mas o que está por trás disso?”: Na prática, essas investigações são o primeiro passo para que Trump volte a impor tarifas sobre produtos importados dessas nações.

Se isso acontecer, mercadorias estrangeiras ficam mais caras nos EUA, o que, teoricamente, protege a indústria americana.

  • 👨‍⚖️ O que mudou o jogo: Caso você não esteja lembrado, no mês passado a Suprema Corte dos EUA decidiu passar a borracha e declarar o “tarifaço” do Trump inconstitucional.

A grande questão é que o governo Trump pode ter que devolver cerca de US$ 200 bilhões em tarifas já arrecadadas de empresas americanas durante esses 10 meses de tarifaço.

🇺🇸 Guerra comercial 2.0? Ou seja, se as investigações apontarem que certos países fazem uso de “práticas comerciais ilegais”, uma brecha na lei permitiria a volta das taxas de importação.

Para o resto do mundo, isso significa mais tensão comercial, mais incerteza para exportadores e, muito provavelmente, preços maiores para os consumidores.

O crime custa caro — e o BID quer ajudar a resolver isso na América Latina

| Economia

(Canal Futura)

Numa iniciativa inédita, o Banco Interamericano de Desenvolvimento vai disponibilizar US$ 2,5 bilhões em financiamento para projetos voltados à segurança pública na América Latina e no Caribe.

💰 Por que isso importa? Até então, o BID só financiava projetos ligados diretamente ao crescimento econômico dos países — como infraestrutura, energia e educação.

Mas o banco entendeu que, na América Latina, agir contra a violência é necessário para criar condições de crescimento, já que o crime tem impacto direto no orçamento dos países da região.

  • Lembre-se de que estamos falando da região que concentra apenas 8% da população mundial, mas responde por 30% de todos os homicídios do planeta.

🧠 A lógica por trás: Pense que, com alta criminalidade, empresas gastam mais com segurança, governos precisam investir mais em polícia e muita gente deixa de trabalhar ou produzir.

Além disso, a insegurança espanta investimentos. Afinal, empresas pensam duas vezes antes de abrir negócios em lugares com altos níveis de violência — o que reduz empregos, crescimento e oportunidades.

🚔 No fim das contas… Somando tudo, as estimativas apontam que o crime consome cerca de 3,4% do PIB da América Latina todos os anos.

Agora, o dinheiro do BID vai para a prevenção de crimes, fortalecimento das instituições de justiça e combate ao fluxo de ilícitos — como lavagem de dinheiro e tráfico.

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