- 💨 espresso
- Posts
- Edição 454 - 10/03/2026
Edição 454 - 10/03/2026

O sol que nunca se põe ☀️
Enquanto algumas empresas querem transformar robôs em vendedores, outras estão tentando acabar com a noite — literalmente. A ideia parece ficção científica, mas a proposta é bem real e já recebeu até a aprovação de reguladores. Na edição de hoje, você descobre o que está em jogo — no espaço e bem aqui embaixo.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Startup quer usar espelhos em órbita para iluminar a Terra à noite;
🟡 Bets pedem bloqueio da operação de plataformas de mercados de previsão no Brasil;
🔴 OpenAI desiste de transformar o ChatGPT em plataforma de compras;
🔵 A Geração Z está revitalizando os shopping centers;
🟣 Guerra no Irã mexe com o cenário econômico e faz o corte da Selic virar dúvida.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
“O homem não nasce sábio, torna-se.” - Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro
Espelhos gigantes no espaço podem acabar com a escuridão na Terra
| Mundo

(Divulgação)
☀️ Um solzão à meia-noite? Uma empresa americana chamada Reflect Orbital quer instalar 4 mil espelhos gigantes em órbita para refletir a luz solar de volta à Terra.
Se isso te parece um tanto quanto improvável, saiba que a companhia já conseguiu uma autorização do governo dos EUA para lançar o primeiro satélite de demonstração, com 18 metros de comprimento.
🤔 Como funciona essa brincadeira? O projeto usa espelhos de material ultraleve que, uma vez em órbita, refletem a luz solar.
É como se um enorme espelho de banheiro flutuasse no espaço e mandasse a luz do sol de volta para onde você quiser.
🛰️ O que está por trás disso: A ideia é vender "luz solar sob demanda", já que os espelhos podem gerar eletricidade mesmo depois do pôr do sol — aumentando a produção de energia limpa.
Isso acontece justamente num momento em que a demanda por eletricidade está crescendo muito.
Para se ter ideia, só nos EUA o consumo de energia vai subir 25% até 2030 — e quase 80% até 2050. Assim como no resto do planeta, grande parte disso acontece por causa da inteligência artificial.
🤨 Mas já tem muita gente torcendo o nariz: Astrônomos explicam que os espelhos podem emitir feixes até quatro vezes mais brilhantes que a Lua cheia — o que comprometeria décadas de observação.
Isso sem falar que a iluminação contínua pode alterar o comportamento e o ciclo biológico de animais noturnos, desestabilizando ecossistemas inteiros.
💡 Seja como for… Dependendo dos resultados do teste da Reflect Orbital, a ideia de “noite” pode nunca mais ser a mesma daqui a alguns anos.
As bets querem barrar a chegada das plataformas de previsão por aqui
| Brasil

(Folha de São Paulo)
🥊 A nova disputa das apostas: Casas de apostas que operam legalmente no Brasil foram ao Ministério da Fazenda pedir o bloqueio de duas plataformas estrangeiras no país.
A grande questão é que a Kalshi e a Polymarket não são casas de apostas online tradicionais. Na verdade, elas funcionam como “mercados de previsão” — onde se aposta no resultado de eventos futuros.
Você pode até se lembrar de um desses nomes, já que a brasileira Luana Lopes Lara — a bilionária self-made mais jovem do mundo — cofundou a Kalshi.
🤿 Aprofundando: Essas plataformas que bombaram nos EUA permitem a compra e a venda de contratos baseados no resultado de eventos futuros do mundo real.
Na prática, as pessoas “investem” em previsões sobre eleições, clima, esportes, taxas de juros ou até temas da cultura pop.
🤔 E por que as bets estão incomodadas? Além de seguirem um conjunto de regras, as empresas de apostas online regulamentadas no Brasil pagam caro para operar por aqui — cerca de R$ 30M por licença.
Enquanto isso, não existe uma lei específica para regular os mercados de previsão, e essas plataformas estrangeiras não têm nenhum tipo de permissão para funcionar em solo nacional.
🎰 O que acontece agora? O governo precisa decidir se vai ou não regular esse mercado — e se vai tratar as plataformas de previsão como casas de apostas.
Mesmo sem essa definição, brasileiros conseguem acessar os sites e apostar enviando dinheiro com criptomoedas ou cartões internacionais.
A OpenAI acabou desistindo de transformar o GPT num shopping…
| Tecnologia

(The Information)
🔄 Mudança de planos: Um dos planos mais ambiciosos da OpenAI foi por água abaixo: transformar o ChatGPT em uma loja onde as pessoas pudessem comprar produtos sem sair do chat.
Em setembro, a empresa chegou a lançar o chamado "Instant Checkout", uma função que permitia ao usuário encontrar produtos no GPT e comprá-los sem abrir outro site.
👎 Por que deu errado? Dados da própria OpenAI mostraram que, embora muitos usassem o ChatGPT para pesquisar produtos, pouquíssimos usuários finalizavam compras dentro do chatbot.
Ou seja, as pessoas até chegavam ao “produto ideal”, mas, na hora de comprar, saíam da IA para comprar em outro lugar — mostrando que o funil de vendas passou longe de funcionar como o esperado.
🛍️ O X da questão: No fim, o que faz alguém clicar em “comprar” é a confiança. Diante disso, muitos usuários não tinham certeza de que as recomendações da IA eram realmente neutras.
Como se não bastasse, a OpenAI se viu diante de desafios envolvendo reembolsos, cancelamentos e prevenção de fraudes, além de precisar cumprir leis fiscais e de proteção ao consumidor.
📈 Teve quem comemorou: As ações da Expedia e do TripAdvisor dispararam com a notícia. Afinal, os investidores temiam que a IA passasse a fazer reservas e fechar viagens diretamente.
Mas, mesmo com o cancelamento da OpenAI, essa história ainda não acabou. Outras big techs, como Google e Meta, continuam com planos de transformar chatbots em shoppings.
🛒 Bottom line: No fim das contas, o que está em disputa é o futuro do varejo digital, um setor que movimenta mais de US$ 5 trilhões por ano no mundo inteiro.
A lista de mais ricos do mundo e outras manchetes relevantes desta terça
📊💸 Musk continua no topo: Forbes divulga ranking atualizado dos 10 maiores bilionários do mundo
🇦🇷🇧🇷 Vai ficar em liberdade: Pela primeira vez, Argentina concede refúgio político a foragido do 8/1
🇺🇸🇮🇷 Mudança de tom: Trump critica escolha do novo líder do Irã, mas diz que está disposto a negociar
💰🤝 R$ 4,5 bilhões em dívidas: Grupo Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial para reestruturar operação
🌃💭 Painéis luminosos no Centro: SP Urbanismo abre consulta pública sobre o projeto da “Times Square paulistana”
👨⚖️🤳 Polêmicas sobre o uso do X: Moraes acata pedido da PGR e arquiva o inquérito que investigava Elon Musk
A Geração Z descobriu que existe um lugar offline para comprar as coisas
| Negócios

(KSDK)
Durante anos, muita gente achou que os shopping centers estavam com os dias contados por causa do comércio online. Acontece que a Gen Z chegou para revitalizar esses espaços.
🏬 O novo point físico dos nativos digitais: Uma pesquisa mostrou que os jovens entre 14 e 29 anos estão frequentando os shoppings mais do que qualquer outra geração.
No ano passado, a Geração Z fez cerca de 62% de suas compras em lojas físicas — mais do que os consumidores mais velhos.
🛍️ O que mudou? Grande parte disso vem do fato de que, para esses jovens, ir ao shopping não é só comprar — é também uma experiência.
Mais de 60% da Gen Z vai ao shopping para socializar, e 42% encaram isso como uma atividade social para sair com os amigos, conversar e passar tempo juntos fora da internet.
O passeio mudou 🤳
Mesmo sendo uma atividade considerada offline, a visita ao shopping agora começa na internet. Os jovens veem roupas ou tendências no TikTok ou Instagram e depois vão até a loja física para comprar.
Ah, e é claro que eles fazem questão de registrar tudo para postar os “achadinhos” em seus perfis depois.
🧠 Talking business: Percebendo essa mudança, empresas e administradores de shoppings estão se adaptando.
Muitos centros comerciais estão criando espaços “instagramáveis”, com cenários e decorações pensados para fotos e vídeos nas redes sociais.
Já algumas marcas que nasceram online estão abrindo lojas físicas justamente para aproveitar esse novo fluxo.
📈 O resultado: Depois de anos de queda no movimento e fechamento de lojas, os shoppings voltaram a ganhar público e a demanda por espaços comerciais.
A bomba que caiu no Irã e fez o Brasil repensar os juros
| Economia

(Poder360)
A guerra dos EUA e Israel contra o Irã tem preocupado economistas ao redor do mundo — e por aqui não seria diferente.
🛢️ A questão central: Como já te contamos nesta semana, o conflito no Oriente Médio tem feito subir o preço do petróleo.
Isso principalmente por conta do fechamento do Estreito de Ormuz — rota crucial por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
⛽️ Um efeito dominó: Pense que petróleo caro significa gasolina mais cara — e gasolina mais cara encarece quase tudo na nossa economia: frete, comida, passagens aéreas e por aí vai.
Distribuidoras já começaram a repassar os custos, e a gasolina, que pesa mais de 5% no orçamento familiar, voltou a puxar a inflação brasileira.
💰 E é aí que entra a nossa taxa: A Selic é a taxa que influencia todos os juros da economia — desde empréstimos bancários até rendimentos da poupança.
Basicamente, quando ela sobe, o crédito fica mais caro, o que freia o consumo e ajuda a controlar a inflação.
📊 Ou seja... Por essa lógica, com o cenário de aumento dos preços se concretizando, tudo indica que o Banco Central deve repensar os rumos da Selic.
Antes da guerra, o mercado esperava uma redução de 0,5 ponto percentual — o que levaria a taxa de juros de 15% para 14,5%.
Já agora, cresce o grupo que defende manter a Selic em 15% ou, no máximo, uma redução de apenas 0,25 ponto percentual.
🔜 Looking forward: O futuro dos juros depende de quanto tempo a nova guerra no Oriente Médio vai durar.
Se o conflito continuar pressionando o petróleo e a inflação por tempo indeterminado, o tão esperado início do corte de juros no país pode nem sair do papel.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫 Aqui é indicou, ganhou
| Programa de Indicação

Ao participar, você automaticamente concorda com os Termos e Condições do nosso programa.
O que você achou do Espresso de hoje? |
Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas. |
Quer a história da sua marca contada do jeito Espresso de ser? Então clique aqui. 💨
Já se você é executivo e quer que as suas previsões e conselhos apareçam por aqui ao lado dos principais C-Levels do país, clique aqui. 🤝

