Edição 449 - 03/03/2026

Os novos xerifes da Europa 🇪🇺

Que a nova guerra no Oriente Médio assustou o mundo inteiro você já sabe, mas talvez você não tenha percebido que uma das pessoas que está mais preocupada com essa história está longe dos holofotes americanos, israelenses e iranianos.

Na edição de hoje, você entende como Emmanuel Macron decidiu deixar a baguete de lado para armar a França até os dentes — e com armas nucleares.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 França anuncia que vai aumentar arsenal nuclear para proteger a Europa;

🟡 TSE proíbe propaganda eleitoral gerada por IA 72 horas antes da votação;

🔴 Julgamento antitruste da Ticketmaster e da Live Nation começa nos EUA;

🔵 Carro elétrico é o mais vendido no varejo pela primeira vez no Brasil;

🟣 Desmatamento na Amazônia custou US$ 1,1 bilhão ao ano em energia.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

“Quem tem um porquê enfrenta qualquer como.” - Friedrich Nietzsche, filósofo alemão

A França quer ser o novo “guarda-chuva” da Europa

| Mundo

(O Globo)

☢️ “Uma nova era”: Em um discurso histórico numa base de submarinos nucleares, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que vai ampliar o arsenal nuclear do país devido a uma “piora nos riscos globais”.

  • Como não existem coincidências na geopolítica global, Macron anunciou essa medida logo depois de EUA e Israel realizarem ataques sem precedentes contra o Irã.

Além disso, como todos nós já percebemos, o mundo está, de fato, cada vez mais tenso — inclusive com uma guerra que já dura 4 anos envolvendo a Ucrânia, forte aliada da União Europeia.

🇪🇺 O contexto do Velho Continente: A França é o único país da UE com armas nucleares desde que o Reino Unido saiu do bloco, em 2020.

  • Hoje, o país tem cerca de 290 ogivas — o quarto maior arsenal do mundo, atrás de Rússia, EUA e China.

Mas Macron deixou claro que esse número vai crescer, e que, a partir de agora, não vai mais divulgar publicamente o tamanho exato do arsenal francês.

🌍 O que está por trás disso? Durante décadas, a Europa dormiu tranquila sob o guarda-chuva nuclear dos EUA. Acontece que, agora, os americanos dão cada vez mais sinais de que cansaram de ser o xerife da UE.

Para se ter ideia, Trump deixou caducar o último acordo nuclear com a Rússia, tem feito declarações hostis aos europeus e ameaça retirar apoio à Ucrânia. Ou seja, pode ser arriscado demais esperar.

🇫🇷 Looking forward: Só tem um porém: Macron está no último ano de seu mandato, e os partidos que lideram as pesquisas para a próxima eleição não compartilham dessas ambições nucleares.

O TSE está definindo as regras para a primeira eleição presidencial com IA

| Brasil

(O Globo)

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou as novas regras para as eleições de outubro — quando os brasileiros vão votar para presidente, governador, deputado federal e senador.

🤖 Só se fala nela: O foco das discussões foi a inteligência artificial. O Tribunal decidiu proibir a divulgação de conteúdo novo feito por IA nas 72 horas antes da votação.

  • O entendimento foi o de que esse é o período mais sensível de uma eleição.

Isso quer dizer que, nesses três dias, um vídeo falso, um áudio manipulado ou uma imagem criada por IA pode viralizar rapidamente — e não dar tempo de ser checado antes do voto.

👀 O chat também vai ter que cumprir regras: As plataformas de IA não poderão recomendar candidatos, sugerir preferências eleitorais ou responder sobre em quem votariam.

🗳 Por que isso importa? Esta será a primeira eleição presidencial do Brasil em tempos de inteligência artificial, e a Justiça Eleitoral entende que todo cuidado é pouco com conteúdos gerados artificialmente.

  • Mas, como de costume, há também o debate sobre liberdade de expressão e possível excesso de controle.

🤳 Não é uma proibição geral: Pensando nisso, os candidatos poderão usar IA durante a campanha — desde que respeitem as regras e deixem claro quando o conteúdo for gerado pela tecnologia.

As redes sociais também terão mais obrigações neste ano. Isso porque as plataformas podem ser responsabilizadas caso não removam imediatamente conteúdos que não cumpram as regras do TSE.

🗓️ Só pra te lembrar: O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para o dia 4 de outubro. Se houver segundo turno, ele ocorre no dia 25 de outubro.

Os preços dos ingressos de shows foram parar no tribunal

| Tecnologia

(Rolling Stone)

🎶 Dos palcos para a Justiça: O governo dos EUA abriu um processo antitruste contra a gigante de shows e eventos Live Nation — dona da Ticketmaster.

  • Autoridades federais e governos de 39 estados consideram que a fusão das empresas, em 2010, criou um monopólio ilegal.

O argumento é que a companhia domina quase tudo no mundo dos shows e eventos ao vivo — da organização ao agenciamento dos artistas e à venda de ingressos.

👨‍💻 Mas o ponto crucial está aqui: As críticas contra a Live Nation explodiram em 2022, quando o site da Ticketmaster caiu durante as vendas da “Eras Tour”, da Taylor Swift.

Quando o sistema voltou, os preços dos ingressos dispararam e passaram de mil dólares. Depois disso, fãs se uniram para questionar os valores, e até o Senado dos EUA abriu uma investigação.

👨‍⚖️ O que pode acontecer? Caso o governo americano vença, o juiz pode obrigar que a Live Nation e a Ticketmaster se separem — o que afetaria toda a indústria global de entretenimento ao vivo.

Na prática, com várias plataformas competindo pela venda de ingressos, os preços podem cair e os fãs podem ter mais opções para conseguir assistir aos artistas.

🇧🇷 E a gente com isso? Os efeitos não seriam automáticos por aqui. Mesmo assim, uma eventual separação das empresas e maior competição no mercado podem criar pressão para que a concorrência chegue ao Brasil também.

O que mais aconteceu de relevante nesta terça?

Pela primeira vez, o carro mais vendido do Brasil é um elétrico

| Negócios

(Eletrolar)

🔌 Preparem as suas tomadas: O mês passado marcou a primeira vez na história do mercado automotivo brasileiro em que um carro 100% elétrico liderou o ranking de vendas no varejo.

O protagonista dessa história é o BYD Dolphin Mini, que registrou 4.094 emplacamentos no mês — mais de 200 unidades à frente do segundo colocado, o Volkswagen Tera.

  • O carro é montado no Brasil, na fábrica de Camaçari, na Bahia — o que ajuda a reduzir custos e ampliar a oferta ao público.

🚗 Indo além da manchete: Aqui não estamos falando apenas de um sucesso de vendas. O que essa notícia mostra é uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro.

Inevitavelmente, a eletrificação já caminha a passos largos no país. Hoje, as pessoas já veem os carros elétricos como viáveis, funcionais e até mesmo acessíveis.

🇨🇳 Uma invasão silenciosa: A BYD ficou em 5º lugar entre todas as montadoras do país em fevereiro. Já os carros chineses ocupam quase 20% do mercado nacional — sendo que representavam menos de 10% no ano passado.

  • Olhando para frente, a empresa quer alcançar a liderança geral de vendas no Brasil até 2030.

📸 The big picture: O movimento mostra que a transição dos motores a combustão para sistemas elétricos está redistribuindo o poder entre as fabricantes.

No fim das contas, o futuro dos veículos elétricos é global e não é mais dominado por uma única marca ou país. Para o consumidor, isso significa mais opções, mais inovação e preços melhores.

Cada árvore derrubada na Amazônia tem um preço — e é você que paga 🫵

| Economia

(O Globo)

Nas últimas quatro décadas, o desmatamento na Amazônia causou perdas de mais de R$ 5 bilhões por ano ao setor elétrico brasileiro.

🤔 O que uma coisa tem a ver com a outra? Isso acontece porque a Amazônia brasileira funciona como uma espécie de “máquina de chuva”.

  • As árvores absorvem água do solo e a liberam na atmosfera, formando enormes fluxos de vapor que alimentam as chuvas em boa parte do Brasil.

🔦 Ou seja… Quando a floresta desaparece, as chuvas diminuem e, sem precipitação, os reservatórios das usinas hidrelétricas secam.

Como o Brasil depende fortemente das hidrelétricas para gerar energia, quando os reservatórios baixam, o sistema nacional precisa acionar as usinas termelétricas.

  • Essas instalações funcionam com carvão, gás natural e diesel — e custam muito mais caro para produzir energia.

🫰 E quem paga a conta somos nós: O Brasil opera sob o sistema de “bandeiras” na conta de luz. Hoje, estamos em bandeira verde — o que significa que não há cobrança extra.

Mas especialistas preveem que, a partir de abril ou maio, ela pode mudar para amarela e, de junho em diante, ficar vermelha por vários meses, por causa do El Niño.

Na prática, isso provocaria um aumento de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. Como referência, uma residência em uma cidade brasileira consome aproximadamente entre 150 kWh e 200 kWh por mês.

Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫

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