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Edição 447 - 27/02/2026

Querem mandar a IA para o front 🪖
O governo dos EUA quer que as Forças Armadas do país usem a inteligência artificial sem nenhuma restrição — mas faltou combinar isso com a dona da tecnologia. Na edição de hoje, você entende como o Pentágono e a Anthropic travam uma batalha que pode decidir como a IA será usada nas guerras mundo afora.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Paquistão declara “guerra aberta” ao Afeganistão e realiza ataque em Cabul;
🟡 Chuvas em Juiz de Fora devem diminuir a partir do fim de semana, mas o estado de alerta continua;
🔴 Pentágono dá ultimato à empresa para liberar ferramenta de IA para uso irrestrito do Exército;
🔵 Netflix desiste de comprar a Warner após proposta da Paramount;
🟣 CEO do JPMorgan vê paralelos entre o cenário atual e o período pré-crise de 2008.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Fracassar é apenas a oportunidade de começar de novo, com mais inteligência - Henry Ford, fundador da Ford Motor Company
O mundo acordou com mais uma guerra no Sul da Ásia
| Mundo

(AFP)
Enquanto você levantava da cama, o Paquistão realizou um bombardeio em Cabul, a capital do Afeganistão — deixando pelo menos 247 vítimas.
🪖 Não foi um ataque isolado. A ofensiva é resultado de uma escalada que vinha crescendo há meses e que, agora, ganhou um nome oficial: guerra aberta.
Foi assim que o governo do Paquistão classificou a situação no Sul da Ásia após um ataque a um posto militar matar vários soldados paquistaneses.
💬 E o que o Afeganistão diz? Do outro lado da fronteira, o governo Talibã — que comanda o país desde a saída dos EUA, em 2021 — negou envolvimento na ação inicial.
Eles condenaram as retaliações paquistanesas, afirmando que civis morreram nos bombardeios e que isso representa uma violação inaceitável da sua soberania.
Ou seja, embora estejam em guerra, os dois lados se acusam mutuamente de intensificar a violência.
🇵🇰🇦🇫 O panorama atual: O Paquistão enfrenta uma grave crise econômica, e uma guerra na fronteira pode agravar ainda mais a situação humanitária.
Já para o Afeganistão, que vive isolado e empobrecido há anos, um conflito com o vizinho é um desastre anunciado.
☢️ Eis o perigo: O Paquistão possui armas nucleares — o que aumenta os temores de uma guerra atômica, enquanto o mundo já lida com conflitos no Oriente Médio e no Leste Europeu.
Mesmo que não haja sinalização de que essas armas entrem em cena, o simples fato de dois países com um histórico complicado estarem em guerra já é motivo de preocupação global.
🗣️ Não por acaso… China e Irã — que fazem fronteira com a região — se ofereceram como mediadores. Pequim pediu “calma e moderação”, enquanto Teerã afirmou estar pronta para “facilitar o diálogo”.
Depois do caos, o fim de semana pode ser de alívio em Minas Gerais
| Brasil

(André Coelho)
A chuva que atinge a Zona da Mata de Minas Gerais desde o início da semana é uma das maiores tragédias da história do estado — concentrada principalmente em Juiz de Fora e Ubá.
⚠️ As últimas atualizações: Em quatro dias, Juiz de Fora recebeu mais chuva do que normalmente cai em um mês e meio, resultando em 62 mortes. Já na cidade de Ubá, são 6 vítimas.
Só em Juiz de Fora, mais de 4,2 mil moradores estão desabrigados ou desalojados. Em Ubá, são mais de 600 pessoas fora de casa. Ao todo, 239 pessoas foram resgatadas com vida.
O cenário é de bairros destruídos, deslizamentos e famílias tentando recomeçar.
Dois fatores agravaram a tragédia ⛈️:
Um corredor de umidade vindo do Norte do país, que manteve a chuva persistente;
O relevo da região — cheio de morros e vales — que “segura” as nuvens e concentra a água.
🙏 Dias melhores virão: A previsão indica que a chuva deve perder força a partir de hoje, com uma massa de ar seco avançando pelo Sudeste e ajudando a estabilizar o tempo.
🚨 Mas o alerta continua. Mesmo com menos chuva, o solo está encharcado e instável — o que mantém alto o risco de novos deslizamentos, enchentes e alagamentos.
Você pode fazer a diferença 🫵
Diante de uma situação tão grave, grande parte da população da Zona da Mata depende de doações para sobreviver.
🤝 Como ajudar? Além dos pontos de coleta em cidades mineiras, a prefeitura de Juiz de Fora e a Cruz Vermelha disponibilizaram uma chave Pix para contribuições financeiras.
O Pentágono travou uma guerra com a Anthropic para usar a IA sem restrições
| Tecnologia

(Fast Company)
A empresa de inteligência artificial Anthropic — responsável pelo Claude — está no centro de uma disputa séria com o governo americano.
🔙 Antes de tudo, o contexto: A Anthropic tem um contrato de até US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa dos EUA.
Além disso, o Claude é o único modelo de IA autorizado a operar em sistemas militares com acesso a informações sigilosas — tornando-se uma peça-chave na defesa americana.
🤖 Mas eis que surgiu o problema: O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, passou a exigir que empresas de IA retirem as restrições sobre como suas ferramentas podem ser usadas pelos militares.
Tudo isso enquanto a Anthropic impõe dois limites bem claros sobre esse tema:
Seu sistema não pode ser usado para vigilância em massa de cidadãos americanos;
A IA da empresa não pode ser utilizada em armas autônomas que matem sem decisão humana.
🔥 A tensão escalou: O Pentágono afirma que essas travas atrapalham a defesa nacional. Para os militares, empresas contratadas deveriam permitir o uso da tecnologia para “qualquer finalidade legal”.
Diante disso, o governo americano deu um ultimato, dizendo que, se a Anthropic não ceder, poderá ser classificada como “risco à cadeia de suprimentos” — o que impediria novos contratos com os militares.
O Pentágono também cogitou invocar a Defense Production Act, uma lei que permitiria forçar a empresa a colaborarcom as demandas das Forças Armadas.
🦾 E o que a Anthropic pensa disso tudo? O CEO da companhia diz que não vai ceder, afirmando que a vigilância em massa fere valores democráticos e que armas totalmente autônomas representam um risco real.
Enquanto isso, concorrentes como OpenAI, Google e xAI já sinalizaram que aceitariam menos restrições para fechar contratos com o governo.
🪖 Bottom-line: Essa disputa vai definir quem terá a palavra final sobre como a IA é usada em guerras — e se quem manda são as empresas que criam a tecnologia ou os governos que a contratam.
Hora do nosso tour pelas manchetes para você chegar no fim de semana sabendo de tudo
💰📚 Prévia da inflação: Preços sobem 0,84% em fevereiro, puxados pelo aumento das mensalidades escolares
🦾🤖 Cheirinho de IPO… OpenAI garante US$ 110 bilhões em financiamento com avaliação de US$ 840 bilhões
👨⚖️🔍 Suspeito de abuso sexual: CNJ afasta desembargador que absolveu homem por estupro em MG
🇺🇸🇮🇷 Programa nuclear em pauta: Chanceler iraniano diz que chegou a “entendimento geral” com governo Trump
🏥🤝 Seis empresas em uma só: Bradesco cria Bradsaúde, com receita de R$ 52 bilhões
🗃️❌ CPI do Crime Organizado: Gilmar anula quebra de sigilo de empresa de Toffoli
A Netflix jogou a toalha num dos plot twists mais históricos de Hollywood
| Negócios

(Sarah Grillo)
🤷♂️ Não teve jeito… Pouco mais de dois meses depois de pintar Hollywood de vermelho e comemorar a compra de um dos estúdios mais icônicos do cinema, a Netflix desistiu de tudo aquilo que havia negociado.
A empresa do “tu-dum” percebeu que o jogo virou de cabeça para baixo e abriu mão da aquisição da Warner Bros. Discovery.
💰 O motivo pra isso tem nome: A Paramount disse que pode pagar US$ 31 por ação pela Warner, resultando em um pacote avaliado em cerca de US$ 108 bilhões — bem mais do que os US$ 82 bi da Netflix.
Depois disso, o conselho da Warner considerou a proposta da Paramount “superior” — o que obrigou a Netflix a igualar o valor em quatro dias úteis ou sair. No fim, a empresa fez as contas e jogou a toalha.
👍 O mercado gostou: As ações da Netflix subiram mais de 10% após o anúncio. Os investidores gostaram de ver a empresa mantendo disciplina financeira, em vez de entrar em uma guerra de preços descontrolada.
Então quem vai ficar com a Warner? 🤨
Agora a porta está escancarada para a Paramount — que deve passar a controlar um portfólio que inclui HBO, Warner Bros., CNN, TNT e uma lista enorme de franquias cinematográficas.
Isso tudo vai se juntar ao que a Paramount já tem — CBS, MTV, Paramount+ —, resultando em um dos maiores impérios de mídia da história.
🤝 Quem está por trás disso: A Paramount Skydance é controlada por David Ellison, filho do fundador da Oracle, Larry Ellison.
A família é considerada aliada ao governo de Donald Trump — que, inclusive, defendeu a Paramount na disputa pela Warner e sugeriu mudanças na linha editorial da CNN.
👣 Os próximos passos: Qualquer fusão desse tamanho precisa passar pelo crivo dos reguladores antitruste — o que pode levar meses ou até gerar exigências de desinvestimentos.
O “xerife de Wall Street” teve um déjà vu da crise de 2008
| Economia

(CNBC)
🤔 Mau presságio? O CEO do JPMorgan disse que vê semelhanças perigosas entre o mercado financeiro atual e o período que antecedeu a crise de 2008 — que quebrou bancos e destruiu empregos.
Na visão de Jamie Dimon, que comanda o maior banco dos EUA há 20 anos, o problema central é que muita gente está emprestando dinheiro de forma irresponsável apenas para lucrar no curto prazo.
Ele alerta que o ciclo de crédito sempre piora em algum momento — e que sempre surge uma surpresa.
💸 A estrutura do mercado mudou: Antes, bancos e corretoras mantinham grandes estoques de títulos corporativos e ajudavam a estabilizar os preços em momentos de pânico.
O problema é que, depois da crise de 2008, regras mais duras reduziram essa atuação.
📊 Quem ocupou o espaço? Os ETFs — fundos que replicam índices e permitem resgates rápidos — hoje detêm mais títulos corporativos do que os próprios bancos.
O risco é que esses fundos oferecem liquidez diária, enquanto os ativos que compram não são tão fáceis de vender em uma crise. Ou seja, se muita gente quiser resgatar ao mesmo tempo, pode faltar comprador.
O alerta também vale para o crédito privado, um mercado de quase US$ 2 trilhões que empresta a empresas fora da bolsa — expondo-se a companhias de tecnologia que enfrentam incertezas com a IA.
🎻 Resumo da ópera: O sistema financeiro está mais regulado do que em 2008, mas o risco pode migrar para áreas menos reguladas, como fundos privados e crédito alternativo.
As dicas para fechar fevereiro com chave de ouro estão aqui embaixo 👇
| What We’re Gonna Do

(Giphy)
👀 Para ver. Nessa conversa, William Waack conta como foi cobrir guerras ao longo de décadas — de ser prisioneiro na Guerra do Golfo às marcas psicológicas que esse trabalho deixa e à dificuldade enorme de retomar a vida “normal” depois desses episódios.
🍫 Para fazer. O estagiário chegou no escritório hoje comentando que já tem ovo de Páscoa no mercado, então, para entrar no clima, achamos essa receita rápida e fácil para você experimentar enquanto o coelhinho não chega.
📖 Para ler. Tirando os livros de colorir da série Bobbie Goods, este livro aqui foi o mais vendido do Brasil no ano passado. Nele, a ideia de que ter sucesso com dinheiro significa saber fórmulas e planilhas é desafiada — mostrando que as nossas emoções e comportamentos importam tanto quanto.
🎧 Para ouvir. Este podcast conta a história de um dos maiores escândalos da Coreia do Sul — a investigação sobre a boate Burning Sun, que acabou revelando acusações de prostituição, crimes sexuais e envolvimento de celebridades do K-pop e autoridades.
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