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Edição 446 - 26/02/2026

“Até tu, Brutus?” 🤖
Durante os últimos anos, o “chão de fábrica” das empresas já vinha alimentando certo temor a respeito dos avanços da inteligência artificial. Enquanto isso, na contramão, os C-Levels pareciam estar mais entusiasmados do que nunca.
Mas o jogo virou. Uma pesquisa com os CEOs das maiores empresas do mundo revelou que, agora, até eles estão preocupados com a IA — e você entende o porquê na edição de hoje.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Aquecimento dos oceanos derruba populações de peixe no mundo;
🟡 Censo registra queda de 1 milhão de matrículas na educação básica;
🔴 Agora até os CEOs estão preocupados com a inteligência artificial;
🔵 EUA enfrentam crise contínua no turismo;
🟣 Três maiores bancos perdem quase R$ 2 bi em receitas por causa de Pix e fintechs.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Nós encontramos compensação mais frequentemente se pensarmos mais no que a vida nos deu e menos no que a vida nos tirou - William Barclay, escritor escocês
Os oceanos estão tão quentes que os peixes já não aguentam mais
| Mundo

(Christophe Simon)
Além de derreter as geleiras no Ártico, o aquecimento do planeta também está esquentando os oceanos — reduzindo a população de peixes em várias partes do mundo.
🤿 Aprofundando: Um estudo publicado em uma das publicações mais respeitadas do mundo em biologia analisou a variação da quantidade de peixes em diferentes regiões por quase 30 anos.
O resultado foi que eles estão ficando cada vez menores e se reproduzindo menos. Para se ter ideia, 20% dos peixes do Hemisfério Norte já estão desaparecendo ano após ano.
Pense que, quando a água esquenta demais, eles mudam de rota, migram para áreas mais frias ou simplesmente não conseguem sobreviver.
🐟 Por que isso importa? Inúmeras comunidades costeiras dependem da pesca como fonte de alimento e renda, e economias de países inteiros são estruturadas em torno do mar.
Além disso, a ONU alerta que mais de 3 bilhões de pessoas dependem dos peixes como principal fonte de proteína.
Ou seja, o problema deixa de ser ambiental e atinge as áreas econômica e social. Afinal, menos peixe significa menos renda, menos emprego e alimento mais caro para bilhões de pessoas.
As escolas brasileiras estão com cada vez mais carteiras vazias
| Brasil

(Agência Brasil)
🩻 Um raio-X da educação: O último Censo Escolar feito pelo IBGE mostrou que o Brasil teve a maior queda de matrículas na educação básica em quase duas décadas.
Entre 2024 e 2025, o país perdeu 1 milhão de alunos na primeira etapa da educação formal — aquela que é obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade.
🎓 Onde caiu mais? O ensino médio foi o mais afetado, registrando queda de 5,4% no geral e 6,3% nas escolas públicas. As redes estaduais perderam 428 mil alunos, enquanto a rede privada cresceu 0,6%.
Já na educação infantil, a pré-escola perdeu alunos, e as creches públicas tiveram leve crescimento.
Mesmo assim, elas não atendem a toda a demanda, e cerca de 39% das crianças de 2 a 3 anos seguem fora da creche por falta de vaga.

(Folha de São Paulo)
📚 Nem tudo é queda: A educação em tempo integral cresceu com força, e hoje já são 8,8 milhões de alunos estudando pelo menos 7 horas por dia.
Além disso, o número de professores cresceu, chegando a 2,40 milhões, e o ensino técnico também disparou, com alta de 24% — totalizando mais de 3 milhões de matrículas.
O que explica tudo isso? 🤔
O governo federal garante que a queda nas matrículas da educação básica é, em parte, uma boa notícia. Três explicações principais foram levantadas:
👶 Menos jovens no país. Os brasileiros vêm tendo menos filhos há anos e, se menos crianças nascem, menos alunos entram na escola.
🔄 Menos repetência. Como mais estudantes estão passando de ano, o sistema fica menos “inchado”. Em 2021, 27% dos alunos do médio estavam atrasados na série. Agora, são 14%.
📋 Mudanças no cadastro. Na visão do governo, alterações na forma de registrar matrículas também influenciaram os números.
✍️ O resumo da prova: Menos alunos nas escolas brasileiras é reflexo de um país que está envelhecendo — mas também acende um alerta para os grupos que ainda ficam para trás.
Até os CEOs mudaram de ideia e estão preocupados com a IA…
| Tecnologia

(Emil Lendof)
🦾 O criador virou a criatura? Uma pesquisa com líderes das 500 maiores empresas do mundo, a famosa Fortune 500, acendeu um alerta inesperado.
Pela primeira vez, a inteligência artificial e as novas tecnologias foram apontadas como o principal risco para seus setores — superando geopolítica e crises econômicas.
O curioso é que, há poucos meses, esses mesmos CEOs estavam encantados com a IA, investindo bilhões em novas tecnologias e fazendo promessas de uma nova era.

(Axios)
🤔 Então o que mudou? No mundo digital de hoje, um negócio inteiro pode ser desestabilizado da noite para o dia.
Um relatório viral, um post polêmico nas redes sociais ou até o anúncio de uma empresa desconhecida pode derrubar o valor de uma companhia em questão de horas.
Por exemplo, as ações da Microsoft, investidora da OpenAI, caíram 15% neste ano, enquanto as da Amazon recuaram 7%.
🤖 Os tempos mudaram… Agora, mesmo quem mais torceu pela IA não consegue ignorar a ansiedade crescente em torno dela.
Mesmo assim, isso não travou os planos de aumentar o orçamento. Isso porque mais de 1/3 dos executivos planeja elevar os investimentos de capital nos próximos 12 meses.
Ao mesmo tempo, o momento é de pouca contratação e poucas demissões — criando um mercado de trabalho basicamente em modo de espera.
Hora do nosso tradicional tour pelas manchetes
🗃️🔍 Mais um que caiu: Presidente do Fórum Econômico Mundial renuncia após envolvimento nos arquivos de Epstein
🇧🇷🚔 Fim da relativização: Senado aprova incluir na lei que toda relação com menor de 14 anos é estupro
🇺🇸🇨🇺 Tensão entre países: Guarda costeira de Cuba mata quatro pessoas em barco americano
🪖🎖️ Coronel promovida: Exército indica pela primeira vez na história uma mulher a general no Brasil
🤖📈 Já virou rotina… Nvidia supera projeções de lucro, receita e data centers
🏥🌎 Clique para ver a lista: Sete hospitais brasileiros estão entre os melhores do mundo
O sonho americano virou pesadelo para o turismo
| Negócios

(The Independent)
Com políticas de imigração mais duras, fiscalização ostensiva e um discurso considerado hostil, os EUA estão afastando turistas.
✈ What’s happening? O país que já foi o sonho de viagem de meio mundo vive uma crise histórica no turismo.
O número de visitantes internacionais está em queda há nove meses consecutivos e, em janeiro, as visitas caíram quase 5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
📉 By the numbers: Os EUA perderam cerca de 11 milhões de visitantes entre 2019 e 2025.
No ano passado, enquanto o turismo cresceu 4% no mundo — com recorde de 1,5 bilhão de viajantes —, os americanos foram na contramão.
A Terra do Tio Sam registrou queda de 6% nas chegadas internacionais, com cerca de 4,5 milhões a menos em relação a 2024.
🎢 Até o Mickey tá preocupado: A Disney já sentiu o impacto e, em teleconferência com investidores, alertou para "dificuldades na visitação internacional" em seus parques.
Não por acaso, tudo isso pesa no bolso e traz consequências financeiras para o país.
Em 2024, turistas estrangeiros gastaram US$ 254 bilhões nos EUA. Já em 2025, esse valor caiu cerca de 7%.
🌎 Enquanto isso, no resto do mundo… A França recebeu 105 milhões de visitantes em 2025. A Espanha, 96,5 milhões. O México bateu recorde com 98,2 milhões — muitos deles canadenses que desviaram dos EUA.
Já os americanos caíram para o terceiro lugar no ranking global de destinos e perderam participação de mercado de 8,4% para menos de 5%.
👀 A ironia do destino: 2026 é o ano da Copa do Mundo nos EUA, evento distribuído por 11 cidades americanas que deveria atrair milhões de torcedores de todo o mundo.
Os “bancões” perderam quase R$ 2 bilhões com a alta do Pix e das fintechs
| Economia

(CNN Brasil)
Depois do Pix revolucionar a forma como o brasileiro paga e transfere dinheiro, agora ele está mexendo com o caixa dos grandes bancos.
💰 Sentiram no bolso: Os três maiores bancos do país registraram queda nas receitas com tarifas relacionadas a transferências.
Em 2025, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil perderam, juntos, quase R$ 2 bilhões em receitas de tarifas de conta-corrente.
Os três arrecadaram R$ 15,155 bilhões nessa linha — uma queda de 11% em 12 meses.
🤷 Já era de se esperar… Pense que, antes do Pix, operações como TED e DOC geravam cobrança de taxa e, hoje, a transferência é instantânea e gratuita.
Ao mesmo tempo, quem ganhou espaço com isso foram as fintechs, que já operavam com custos menores e tecnologia mais ágil.
🪙 O outro lado da moeda: Os "bancões" perderam receita com tarifas e ganharam em outro lugar.
Isso porque as receitas com prestação de serviços — que incluem seguros, cartões e outros produtos — avançaram quase 5%, chegando a R$ 15,7 bilhões.
🧠 A lógica mudou: O que saiu pela porta das transferências entrou pela janela do crédito e dos investimentos.
No fim, os chamados “bancos tradicionais” aprenderam, a duras penas, que a conta corrente gratuita pode ser a porta de entrada, mas não a principal fonte de lucro.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫
| Programa de Indicação

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