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Edição 438 - 16/02/2026

Vamos mandar tudo para a Lua 🌕
Que atire a primeira pedra quem nunca perdeu todos os arquivos do celular ou do computador por esquecer de fazer backup. Para não correr esse risco, a humanidade decidiu que vai — literalmente — mandar tudo para o espaço, por meio de uma espécie de “pen drive cósmico”. Na edição de hoje, você vai descobrir quais foram os arquivos escolhidos para nos representar.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Líderes europeus passam a cogitar um arsenal nuclear para o continente;
🟡 Brasil dependerá de corte inédito no desmatamento para atingir meta de emissões;
🔴 Projeto quer guardar conhecimento da Terra na Lua;
🔵 Warner passa a considerar retomada nas negociações com a Paramount;
🟣 CEOs de bancos de Wall Street voltam a ter bônus recordes.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Enquanto estivermos aqui, devemos seguir nos desafiando a crescer, aprender, romper barreiras e mudar o mundo - Halle Berry
Depois de décadas de paz, a Europa volta a pensar em bombas nucleares
| Mundo

(Javad Parsa)
Se antes “bomba nuclear” eram palavras que os europeus estavam acostumados a ver apenas nos livros de História e nas manchetes de lugares distantes, agora a realidade é bem diferente.
🇪🇺 Bem-vindos aos novos tempos… Pela primeira vez desde a Guerra Fria, líderes de vários países do Velho Continente discutem abertamente como desenvolver um programa nuclear militar.
Hoje, só França e Reino Unido possuem armas nucleares na Europa. Já a Alemanha, que historicamente evita conversas sobre o assunto, agora participa ativamente do debate e diz que “o tema está vivo”.
🤔 O que mudou? Durante décadas, boa parte do continente viveu sob o chamado “guarda-chuva nuclear” dos EUA. Em outras palavras, se alguém atacasse, Washington estaria lá para defender.
Só que o mundo ficou mais instável. A Rússia segue agressiva, e os EUA, sob Donald Trump, têm adotado uma postura mais isolacionista, com críticas à Otan.
💰 Aumentando o budget: Falando nisso, a própria Otan decidiu que os países da Europa vão gastar mais com defesa nos próximos anos.
A Alemanha, por exemplo, prometeu investir mais de US$ 1 trilhão em forças armadas e infraestrutura.
☢️ Eis que surge um dilema: Convencer a população de que armas nucleares caras protegem o continente pode ser uma tarefa difícil — especialmente quando Paris e Londres já enfrentam reclamações dos contribuintes.
Brasil precisa de corte inédito no desmatamento para bater meta climática
| Brasil

(Amanda Perobelli)
♻️ Uma meta ousada: Em novembro, durante a COP30, o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% as emissões de gases de efeito estufa até 2035.
Acontece que, para atingir essa meta, o nosso país vai depender de um corte sem precedentes no desmatamento.
✂️ O que está por trás disso: Diferente da maioria dos países, as emissões brasileiras não são lideradas pela queima de combustíveis fósseis — por aqui, o maior vilão é mesmo o desmatamento.
No ano passado, o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento na Amazônia em 50% e no Cerrado em 32% — o que evitou a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂.
👣 Os próximos passos: Para atingir a meta, o nosso país deve reduzir o desmatamento a níveis praticamente residuais — algo que nunca foi sustentado por tanto tempo.
O desafio é equilibrar crescimento e preservação. Além disso, metas não cumpridas podem afetar acordos comerciais e investimentos internacionais.
🌳 O X da questão: Especialistas defendem uma combinação de fiscalização, incentivos econômicos e planejamento territorial — conciliando produção agrícola e preservação.
Vale lembrar que as áreas de vegetação não são apenas “verdes no mapa” — elas regulam o clima, armazenam carbono e mantêm rios e aquíferos funcionando.
Ou seja, a destruição dessa vegetação afeta diretamente a produção agrícola, a segurança hídrica e a vida de milhões de brasileiros.
🫰 Impacta no bolso também. Um relatório do Banco Mundial calculou que a devastação da Amazônia pode causar um prejuízo de R$ 920 bilhões ao Brasil até 2050 — cerca de 10% do nosso PIB atual.
A humanidade está preparando um “backup” na Lua
| Tecnologia

(Reprodução)
🌕 Um “santuário na Lua”: Esse é o nome do projeto que quer enviar parte da história coletiva da humanidade para o nosso satélite natural por meio de uma cápsula.
A ação tem o apoio da Unesco e é patrocinada pelo governo da França. O material deve alunissar — sim, esse é o verbo correto — em 2027, durante uma missão da Nasa.
🤿 Aprofundando: A ideia é criar um grande arquivo com registros de toda a história da humanidade — como livros, músicas, descobertas científicas e documentos históricos — e armazenar tudo na Lua.
O conteúdo é organizado em três temas — quem somos, o que sabemos e o que fazemos. Além disso, o projeto também arquiva genomas humanos masculinos e femininos.
🚀 Tá, mas por que tudo isso? A motivação é que guerras, mudanças climáticas, desastres naturais ou até conflitos nucleares poderiam destruir uma parte importante da nossa memória coletiva.
Ou seja, ao enviar um grande acervo para a Lua, os pesquisadores acreditam que ele ficaria protegido de praticamente qualquer catástrofe terrestre.
👨🚀 Tudo a mais de 380 mil quilômetros… Ao contrário da Terra, a Lua não está sujeita à erosão atmosférica, à atividade tectônica ou a fenômenos climáticos.
Em outras palavras, qualquer coisa depositada lá pode permanecer intacta por milhões de anos.
📀 Não é tão novidade assim: A inspiração do “Santuário na Lua” veio dos “Golden Records” — enviados ao espaço em 1977 nas sondas Voyager e idealizados por Carl Sagan.
A diferença é que, agora, o público-alvo não são alienígenas, mas sim os nossos próprios descendentes, em um futuro distante.
Hora do nosso tour pelas manchetes para você começar a semana
👨⚖️🔜 Vai acabar parando na Justiça… Oposição critica desfile em homenagem a Lula na Sapucaí
🇺🇸🇻🇪 Ninguém passa: EUA capturam navio petroleiro que tentou furar bloqueio à Venezuela
🇨🇳🐎 Amanhã começa o Ano do Cavalo de Fogo: China prepara cerimônias gigantescas para comemorar o Ano Novo Lunar
🫰🇧🇷 Impacto das bets e canetas emagrecedoras: Produtos básicos de higiene e limpeza perdem espaço no orçamento
🗳️🇦🇷 Câmara ainda vai debater: Sindicatos da Argentina convocam greve geral contra a reforma trabalhista
❄️🏅 O Brasil nos Jogos de Inverno: Lucas Pinheiro cai no slalom e fica fora da disputa por mais uma medalha
A novela entre Netflix e Warner Bros. pode ter um plot twist histórico
| Negócios

(Eurogamer)
Warner Bros. e Netflix já estavam no altar, uma de frente para a outra, quando, de repente, a Paramount invadiu a igreja pedindo ao padre que interrompesse o casamento.
🍿 Um drama digno de Hollywood: A novidade é que a WB está considerando seriamente reabrir as negociações com a Paramount Skydance — mesmo depois de ter fechado um acordo com a Netflix.
Pela primeira vez, o conselho da Warner está dividido, e cada vez mais acionistas afirmam que a oferta da Paramount pode resultar em um acordo melhor.
💸 A proposta que mudou tudo: Além da oferta de US$ 108 bilhões — que já é superior à da Netflix —, a Paramount se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar por mudar de ideia.
Como se não bastasse, a companhia liderada por David Ellison também prometeu pagar US$ 0,25 por ação a cada três meses, caso o negócio demore a ser aprovado pelos órgãos reguladores até o fim do ano.
📺 Por falar nisso… A Netflix é líder no mercado de streaming, e analistas acreditam que a aquisição da HBO Max representaria uma concentração no setor — o que dificultaria a aprovação do deal.
Caso você não se lembre, a Warner Bros. possui conteúdos e franquias que valem ouro, o que faz dela dona de um dos acervos mais cobiçados e valiosos de Hollywood.
🎥 Do que estamos falando? Você com certeza já assistiu a filmes e séries com o selo WB — como a saga Harry Potter, tudo o que envolve os heróis da DC, Game of Thrones, Friends, O Mágico de Oz e por aí vai.
Além disso, a empresa também controla canais tradicionais da televisão americana, como CNN, TNT e HBO.
Os CEOs de Wall Street estão ganhando como se fosse 2006 de novo
| Economia

(Bloomberg)
💰 Bolsos cada vez mais cheios: Depois de anos de contenção após a crise financeira de 2008, Wall Street voltou a distribuir salários recordes a seus CEOs.
No ano passado, todos os executivos dos principais bancos dos EUA receberam, cada um, ao menos US$ 40 milhões — superando os recordes de 2006.
Hora de te dar alguns exemplos 👇…
O Goldman Sachs elevou a remuneração de seu CEO, David Solomon, em 21%, para US$ 47 milhões.
Jamie Dimon, do JPMorgan, recebeu US$ 43 milhões — uma alta de 10%.
Já o Bank of America aumentou o salário de Brian Moynihan em 17%, para US$ 41 milhões.
Por fim, o Citigroup concedeu um aumento de 22% a Jane Fraser, chegando a US$ 42 milhões.
🏦 Fizeram por merecer: Os seis maiores bancos dos EUA registraram lucros combinados de US$ 157 bilhões em 2025 — uma alta de 8%, que marcou o melhor ano do setor desde a pandemia.
A maior parte da remuneração dos CEOs não veio do salário-base, que varia de US$ 1,5 milhão a US$ 2 milhões. O grosso veio mesmo da compensação variável, como bônus, ações e participação nos lucros.
🔜 O que esperar: A tendência é que os salários continuem subindo em 2026. Alguns analistas já preveem que veremos os primeiros pacotes de remuneração de US$ 50 milhões neste ano.
Ei, você! Queremos te conhecer melhor 🫵
| DataEspresso

(Giphy)
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