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Edição 434 - 10/02/2026

Você paga agora e recebe daqui a 100 anos 🤝
Essa te parece uma boa oferta? Seja lá o que você estiver pensando, essa foi a ideia que uma das maiores empresas de tecnologia do mundo teve para financiar os seus gastos com inteligência artificial. Na edição de hoje você entende que sim, tem bastante gente interessada nesse investimento.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Cuba fica sem receber petróleo estrangeiro diante de crise energética;
🟡 Brasil fica em 107° lugar em índice que mede corrupção no mundo;
🔴 Dona do Google emite título de dívida de 100 anos para financiar IA;
🔵 Agências de “recrutamento reverso” fazem sucesso nos EUA;
🟣 Com resultado recorde em todas as frentes, BTG Pactual tem alta no lucro anual.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Não se trata de perfeição. Trata-se de esforço. E quando você se esforça todos os dias, é aí que a transformação acontece - Jillian Michaels
Cuba entra no “modo sobrevivência” para não ficar no escuro completo
| Mundo

(Yamil Lage)
🛢️ A ilha que não tem óleo: Pela primeira vez em mais de 10 anos, Cuba não está recebendo nem uma gota sequer de petróleo vinda de um país estrangeiro.
A ajuda externa acabou completamente depois que o México cortou os envios, que eram suficientes para atender cerca de um mês de demanda.
Antes disso, a Venezuela era a principal fornecedora de petróleo para a ilha — mas os repasses cessaram depois que Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA.
Agora, Cuba, que produz menos de 40% do que consome, se vê diante da pior crise energética em décadas.
💡 A relevância: Se a reserva de petróleo acabar, o país pode enfrentar uma sequência prolongada de apagões, racionamentos de energia e combustível e paralisações de serviços básicos à população.
Para tentar evitar esse cenário, o governo cubano ativou uma espécie de “modo sobrevivência” — e os impactos chegaram rápido ao dia a dia da população.
🕯️ Tudo pela economia: O governo reduziu a semana de trabalho para quatro dias, ampliou o teletrabalho, cortou ônibus e trens e suspendeu todo e qualquer abastecimento de aeronaves.
Até o turismo, uma das principais fontes de dólares do país, foi afetado, com resorts fechando ou transferindo hóspedes.
👀 Tem gente de olho nisso tudo… Segundo relatos do governo americano, Donald Trump deu até o fim do ano como prazo para os EUA conseguirem trocar o comando de Cuba.
A ideia do Pentágono é justamente aproveitar essa vulnerabilidade econômica e energética para forçar o país a mudar de governança — seja por meio da diplomacia ou de sanções.
Pouca coisa mudou por aqui quando o assunto é corrupção…
| Brasil

(André Coelho)
🇧🇷 Uma nova pesquisa para uma velha história. Se você faz parte daqueles que acreditam que a corrupção é um dos maiores problemas do nosso país, saiba que o mundo também tem essa impressão.
Isso porque o Brasil repetiu a segunda pior nota da sua história no Índice de Percepção da Corrupção.
O índice é medido pela Transparência Internacional e dá notas de 0 a 100 para 180 países — quanto maior a nota, melhor é a imagem que aquela nação passa sobre o combate à corrupção.
Entre 180 países, a Pátria Amada e Idolatrada ficou na 107ª posição, com 35 pontos — empatando com o Sri Lanka, ficando atrás de Argentina, Belize e Ucrânia e à frente de Indonésia, Nepal e Serra Leoa.
A média global foi de 42 pontos — assim como a média das Américas
🔙 Hora do remember: Em 2012 e 2014, o Brasil teve a melhor colocação da série histórica e chegou a ficar na 69ª posição. Em 2023, chegamos ao 104º lugar e, em 2024, à mesma 107ª colocação.

(Poder360)
Para matar a sua curiosidade, as maiores notas ficaram com Dinamarca, Finlândia e Singapura, enquanto os piores colocados foram Sudão do Sul, Somália e Venezuela. Veja o ranking completo aqui.
🧐 Como chegamos tão fundo? A entidade responsável pela lista citou o avanço da infiltração do crime organizado no Estado e o mau uso do dinheiro público como motivos para a situação brasileira.
🔄 O outro lado: Como era de se esperar, o ranking foi usado pela oposição para criticar o governo, que se defendeu contestando o resultado e afirmando que a metodologia do índice tem “limitações”.
O Google vai pedir dinheiro emprestado para só pagar daqui a 100 anos
| Tecnologia

(Aida Amer)
Os gastos com inteligência artificial estão tão grandes entre as big techs que a Alphabet, dona do Google, vai emitir títulos de dívida com vencimento em 100 anos.
💸 Um empréstimo com cheiro de museu: Isso quer dizer que a empresa está prestes a pegar dinheiro emprestado de investidores e só devolver em 2126.
Esse tipo de título é até comum entre governos e instituições tradicionais, mas raríssimo na área de tecnologia — a última empresa do setor que fez isso foi a Motorola, em 1997, durante o boom da internet.
🤖 O que está por trás disso? Só neste ano, a Alphabet disse que vai investir até US$ 185 bilhões em IA, principalmente em data centers e infraestrutura. Gastos esses que só tendem a aumentar.
Como você já deve imaginar, para bancar tudo isso, é preciso muito dinheiro — e por muito tempo.
🤔 Tá, mas alguém vai comprar essa dívida? Para algumas seguradoras e fundos de pensão, esses investimentos de longuíssimo prazo são bem interessantes.
Isso porque quem compra o título recebe pagamentos de juros regulares durante os 100 anos. É como um “aluguel” que o Google vai pagar pelo dinheiro emprestado.
Além disso, a maioria desses investidores não fica com o título durante todo esse tempo. Eles compram e vendem no mercado antes disso — como se fossem ações, já que os preços variam conforme as taxas de juros.
👀 Mas lógico que há riscos… Vamos ser sinceros: a maioria de nós não deve estar por aqui daqui a 100 anos. E isso também pode muito bem acontecer com as empresas.
Muita coisa pode mudar: companhias podem ser compradas, a tecnologia pode ficar obsoleta e o mundo pode ser totalmente diferente.
A J.C. Penney, por exemplo, quebrou décadas depois de emitir um título desse tipo.
💰 Zoom out: Com a corrida da IA a todo vapor, as grandes empresas de tecnologia vão pegar emprestado cerca de US$ 400 bilhões em 2026 — mais que o dobro de 2025.
Ei, você! Queremos te conhecer melhor 🫵
| DataEspresso

(Giphy)
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Já tem muito americano pagando para conseguir um emprego
| Negócios

(AP)
O mercado de trabalho nos EUA está tão estagnado que muitos americanos em busca de emprego estão invertendo o modelo tradicional de recrutamento.
Pense que, tradicionalmente, quem paga um recrutador é a empresa — justamente para encontrar talentos.
🔄 Mas parece que o jogo virou: agora, são os candidatos que estão contratando esses serviços para tentar se destacar em meio a milhares de currículos.
A grande questão é que esses “recrutadores reversos” fazem mais do que revisar currículos.
👨💻 O serviço completo: eles buscam vagas, fazem contatos, enviam e-mails e, em alguns casos, usam IA para mandar mensagens como se fossem o próprio candidato.
Algumas agências cobram mensalidades de até US$ 1.500; outras ficam com uma fatia do salário depois que a pessoa é contratada — algo como 10% ou 20% do pagamento anual.
🤝 Enquanto uns choram, outros vendem lenço… Pela primeira vez desde a pandemia, há mais desempregados do que vagas disponíveis nos EUA.
Além disso, a busca por um emprego na Terra do Tio Sam está levando, em média, seis meses.
💬 Dividindo opiniões: se, por um lado, há quem acredite ser um serviço legítimo em um mercado competitivo, por outro, recrutadores tradicionais alertam que essas agências exploram a vulnerabilidade dos desempregados.
Um tour por outras machetes relevantes desta terça
✂️💰 O corte de juros vem aí… Com alta dos combustíveis, preços sobem 0,33% em janeiro
🤝💳 Maior youtuber do mundo: MrBeast compra empresa de serviços financeiros para jovens
🇧🇷🎤 Depois de repercussão do show no Super Bowl: Projeto propõe título de cidadão brasileiro a Bad Bunny
🤖🤳 Liberou geral: União Europeia determina que o WhatsApp permita chatbots rivais da Meta na plataforma
👶📈 Mais choros nas maternidades: Brasil registra alta no número de nascimentos após seis anos de queda consecutiva
🇬🇧❌ Caso Epstein: Premiê britânico Keir Starmer rejeita apelos para renunciar por escândalo envolvendo aliados
👨⚖️🔍 Investigações continuam: STJ decide, por unanimidade, afastar ministro acusado de assédio sexual
O banco que não cansa de bater recordes dentro e fora dos reports
| Economia

(Reprodução)
🏦 Já virou rotina: Trimestre após trimestre, o BTG Pactual vem quebrando os seus próprios recordes e, no fechamento de 2025, a situação não poderia ter sido diferente.
O banco registrou lucro líquido de R$ 16,7 bilhões no ano — um crescimento de 35% sobre 2024. Já as receitas totais chegaram a R$ 33 bilhões, registrando alta de 32%.
🔑 Fechando com chave de ouro: Só no 4º trimestre, o lucro foi de R$ 4,6 bilhões — 40% maior que no mesmo período de 2024.
Isso mostra como o BTG está crescendo forte e superando rivais mesmo em um cenário econômico difícil, com juros altos e um mercado mais restrito.
🪄 Qual é a receita mágica? Um dos segredos foi a diversificação. Isso porque o banco das três letras não depende de uma única área e, além disso, também bateu recordes em todas elas.
Aqui estamos falando de setores como empréstimos corporativos, negociações no mercado financeiro, assessoria em fusões e aquisições e gestão de fortunas.
Para se ter ideia, o BTG administra agora R$ 2,5 trilhões em investimentos de clientes — o que equivale a cerca de 25% do PIB brasileiro.
Mas a riqueza vai muito além do balanço 🤝…
Mostrando que retribuir é tão importante quanto performar, o BTG e seus principais executivos também constroem um legado em filantropia e impacto social.
🧠 O “MIT brasileiro”: Uma das iniciativas mais relevantes é a criação do Inteli, uma instituição sem fins lucrativos voltada à formação de líderes em tecnologia, computação, negócios e liderança.
O projeto foi idealizado por André Esteves, chairman do BTG, e Roberto Sallouti, CEO do banco, e viabilizado pela doação de R$ 200 milhões da família Esteves.
O Inteli atingiu a meta de pelo menos 40% de alunos bolsistas e já arrecadou R$ 37 milhões em doações de diferentes empresas.
📈 Ajudando a somar: O BTG Soma é um programa de aceleração gratuito que oferece mentoria e capacitação para organizações sociais e negócios de impacto em todo o Brasil.
Além disso, tanto Esteves quanto Sallouti são notáveis filantropos — apoiando principalmente projetos de educação e participando de conselhos de organizações ligadas à sustentabilidade.
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