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Edição 424 - 27/01/2026

Os algoritmos viraram réus 🤳
Não é novidade que as redes sociais sejam acusadas de deixar as pessoas viciadas no celular. No entanto, nesta edição, você vai descobrir que hoje marcou a primeira vez em que elas foram colocadas diante de um tribunal para responder se fazem isso de propósito ou não — e o resultado disso vai muito além do que está nas telas.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Índia tenta conter surto de vírus letal e sem cura;
🟡 Brasil tem maior déficit nas contas externas em 11 anos;
🔴 Pela primeira vez, redes sociais vão a júri acusadas de viciar crianças e adolescentes;
🔵 Seara investe para ampliar operação na Arábia Saudita;
🟣 UE e Índia fecham mega acordo de livre comércio.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Seu melhor investimento é você mesmo. Não há nada que se compare a isso - Warren Buffett
Um vírus sem cura voltou a deixar o mundo em estado de alerta
| Mundo

(EPA)
A Índia está se esforçando para conter um surto do Nipah, um vírus letal transmitido de morcegos para humanos e que, pelo menos por enquanto, não tem cura.
🌏 O panorama atual: Cinco casos foram confirmados, e mais de 100 pessoas foram colocadas em quarentena pelas autoridades indianas.
Ao mesmo tempo, países próximos, como a Tailândia, passaram a implementar protocolos de segurança e medidas de triagem nos aeroportos.
⚠️ Por que ele preocupa tanto? O Nipah tem uma taxa de mortalidade muito alta, levando a óbito entre 40% e 75% das pessoas infectadas.
Além disso, embora tenha sido descoberto em 1999, até hoje não existe vacina ou tratamento específico para combater o vírus. O cuidado, basicamente, se limita a aliviar os sintomas.
🩺 E por falar nisso… Os primeiros sinais de infecção são parecidos com os de uma gripe forte. Mas, em poucos dias, podem evoluir para problemas respiratórios e neurológicos graves — como a encefalite.
A gente sabe que você está pensando nisso 💭…
Ninguém aqui está com saudade de dizer esse nome, mas, para te deixar mais tranquilo, o Nipah é bem diferente do coronavírus — principalmente quando falamos de contágio.
🦠 Eis o porquê: Ao contrário da Covid-19, o vírus não se espalha com facilidade, e sua transmissão sustentada entre humanos é limitada. Na maioria das vezes, o Nipah é transmitido por animais.
A transmissão acontece principalmente pelo consumo de alimentos contaminados com saliva ou urina de animais infectados, pelo contato direto com bichos doentes ou por secreções de pessoas infectadas.
🔬 Bottom-line: Especialistas dizem que não há motivo para alarme no Brasil. Além disso, a OMS já colocou o Nipah na lista de doenças que precisam de pesquisa prioritária — ao lado de vírus como Ebola e Zika.
O Brasil enviou bem mais dinheiro para fora do que recebeu
| Brasil

(Diego Baravelli)
👋 “Adeus, dindin!”: O “saldo bancário” do nosso país com o resto do mundo ficou negativo em mais de US$ 68 bilhões no ano passado.
Com esse resultado, 2025 marcou o ano em que o déficit brasileiro nas contas externas atingiu o maior resultado em 11 anos.
💸 O que isso significa? Ao longo do ano passado, o Brasil importou mais produtos, gastou mais com serviços no exterior e distribuiu mais lucros e juros para empresas estrangeiras do que recebeu com exportações.
Ou seja, nessa conta entram muito mais fatores do que apenas a balança comercial — que, inclusive, teve superávit, com o nosso país vendendo US$ 60 bilhões a mais do que comprou de países estrangeiros.
🤔 Então o que pesou? Além de esse saldo positivo estar diminuindo ano após ano, a conta de serviços teve déficit de quase US$ 53 bilhões.
E aqui entra tudo o que o Brasil gasta com fretes, seguros e royalties, além do que os brasileiros desembolsam em viagens internacionais.
Mas o maior desequilíbrio foi nas rendas — o dinheiro que sai do país na forma de lucros, dividendos e juros que empresas estrangeiras geram aqui e remetem para suas matrizes. Aqui, o déficit foi de US$ 81,3 bilhões.
📊 Isso é necessariamente ruim? Nem sempre. O próprio Banco Central explica que economias que crescem costumam importar mais, o que aumenta o déficit externo.
Algo que pesou a nosso favor foi o investimento de estrangeiros. No ano passado, agentes internacionais trouxeram US$ 77,6 bilhões para investir em fábricas, empresas e projetos de longo prazo por aqui.
🔜 Olhando pra frente: Para este ano, o BC projeta um déficit um pouco menor, de US$ 60 bilhões, e uma entrada de investimento estrangeiro direto de US$ 70 bilhões.
Sob acusações de vício, as redes sociais foram parar no banco dos réus
| Tecnologia

(ABC News)
Já faz anos que as principais redes sociais se defendem de acusações de que suas plataformas prejudicam a saúde mental de crianças e adolescentes. Agora, pela primeira vez, elas vão responder a isso no tribunal.
👨⚖️ Do feed ao júri: Começou hoje, nos EUA, um julgamento histórico em que Meta, TikTok e YouTube são acusadas de terem criado redes propositalmente viciantes, que geram ansiedade e depressão nos jovens.
O caso gira em torno de uma americana de 19 anos que começou a usar redes sociais ainda menor de idade e diz ter ficado viciada pela forma como os aplicativos são feitos.
Ao longo dos anos, ela relatou ter desenvolvido depressão, ansiedade e pensamentos suicidas.
Segundo os autos, recursos que mantêm os usuários conectados por muito tempo — como feed infinito e notificações — intensificam essa dependência e contribuem para quadros de depressão e ansiedade.
🤳 O que diz a defesa? As plataformas negam as acusações e dizem que o tempo de uso varia de pessoa para pessoa, além de afirmarem que investem em ferramentas de segurança e controle para pais.
Para os próximos dias, devemos ver depoimentos de executivos de alto escalão, como Mark Zuckerberg, e de outros líderes do Instagram, TikTok e YouTube.
📵 Um julgamento que pode mudar tudo: Esta é a primeira vez que grandes redes sociais vão se defender diante de um júri popular por acusações de vício e danos a jovens.
Ou seja, se elas perderem, isso pode abrir caminho para milhares de indenizações e criar um precedente no mundo inteiro para que o design e até os algoritmos dos aplicativos mudem.
Hora do nosso já tradicional tour por outras manchetes relevantes do dia
🗓️🤝 Um ano com o calendário disputado: FSB Holding lança relatório essencial para a construção de reputação em 2026
🇰🇷💰 De 15% para 25%: Trump anuncia aumento de tarifas sobre a Coreia do Sul
🇧🇷🇻🇪 Exploração de gás natural: Diretora da Petrobras diz que entrar na Venezuela pode ser uma alternativa
🚔🐕 Cão comunitário: Adolescentes suspeitos de matar cão Orelha em Santa Catarina estão nos EUA
☎️🇫🇷 Apoiaram a ONU: Por telefone, Lula e Macron discutem acordo entre UE e Mercosul e Conselho da Paz
📃✍️ Citou problemas mentais: Em carta aberta, Kanye West pede desculpas por apologia ao nazismo
A Seara cruzou o Atlântico para conquistar o paladar dos sauditas
| Negócios

(Exame)
Por meio da Seara, a JBS anunciou um investimento de cerca de R$ 450 milhões para ampliar fábricas, lançar novos produtos e crescer no mercado do Oriente Médio.
😋 Investimento que dá água na boca: A ideia da companhia é transformar a Arábia Saudita em um polo estratégico de produção e exportação de alimentos para toda a região.
Nesse primeiro momento, duas fábricas nas cidades sauditas de Jeddah e Dammam serão ampliadas para a formalização de parcerias locais.
🇸🇦 Por que isso importa? A Arábia Saudita é um mercado grande, em crescimento, e tem alta demanda por alimentos halal — ou seja, alimentos produzidos de acordo com as regras do Islã.
Ao mesmo tempo, produzir localmente facilita a logística, reduz custos e atende melhor aos hábitos de consumo da região.
🤝 O impacto: A operação vai gerar 500 novos empregos, elevando para cerca de 950 o total de funcionários no país.
Além disso, essa expansão vai consolidar a JBS como a terceira colocada no mercado de frango congelado da Arábia Saudita.
🍽️ Já caíram no gosto dos sauditas: A marca Seara já é bastante conhecida no país e vem tendo uma resposta muito positiva dos consumidores com o slogan “Go Tastier”.
UE e Índia se aproximam e criam megazona de livre comércio
| Economia

(Bloomberg)
🤝 Os europeus gostaram dessa história de fechar acordos… Depois de assinarem um tratado com o Mercosul, foi a vez de o Velho Continente fazer negócio com os indianos, após 20 anos de conversas.
Na prática, isso significa que os dois lados decidiram facilitar a troca de produtos e serviços, reduzindo ou eliminando impostos de importação.
💰 A relevância: O resultado é a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 2 bilhões de pessoas — sendo 1,4 bi de indianos.
Não por acaso, o tratado vem sendo chamado de “mãe de todos os acordos” comerciais.
⏰ O timing disso tudo: O entendimento vem em um momento de muita tensão no comércio global. Diante disso, a UE e a Índia querem se proteger da concorrência da China e das tarifas americanas.
Os europeus esperam economizar até 4 bilhões de euros por ano em impostos e até dobrar suas exportações para o território indiano. Carros, vinhos, massas e chocolates devem ter tarifas reduzidas.
🇮🇳 E do outro lado? Já a Índia espera vender mais produtos têxteis, joias, pedras preciosas e couro para a Europa — isso sem falar na chegada de novas tecnologias, investimentos e geração de empregos.
Hoje, o comércio entre UE e Índia já movimenta cerca de 180 bilhões de euros por ano, com populações que representam 25% da economia global e um terço do comércio internacional.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫
| Programa de Indicação

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