Edição 423 - 26/01/2026

Nós temos o molho dos negócios 🤌

Pelo menos no mundo dos negócios, ninguém pode dizer que o povo brasileiro não é patriota. Não há nada de que o consumidor do nosso país goste mais do que uma boa e velha memória afetiva e, na edição de hoje, você entende como as marcas já adotaram o jeitinho brasileiro de lucrar.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Arábia Saudita volta atrás em projeto de megacidade futurista;

🟡 Brasil não consegue conciliar horários de produção e consumo de energia;

🔴 Ter um satélite próprio virou prioridade para governos mundo afora;

🔵 Empresas estão usando a brasilidade como estratégia de marketing;

🟣 Estrangeiros começam o ano com entrada em massa na bolsa brasileira.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, com que se sintam humildes - Leonardo da Vinci

A megacidade futurista que levou um choque de realidade no deserto

| Mundo

(ArchDaily)

🌆 Estava muito bom pra ser verdade… O projeto gigantesco para a construção de uma megacidade no meio do deserto da Arábia Saudita não deve ser mais tão gigantesco assim.

Caso você não se lembre do que estamos falando, a Neom é uma cidade futurista, anunciada em 2017, que recebeu um investimento de US$ 1 trilhão do governo saudita para modernizar a região.

  • No plano original, estavam previstos um prédio de 500 m de altura e 170 km de extensão, praias que brilham no escuro, pistas de esqui, lua artificial, robôs, carros voadores e energia 100% limpa.

🚪 Mas a realidade bateu à porta: Depois de sucessivos atrasos e aumentos nos custos previstos, o governo saudita decidiu pisar no freio e estabelecer planos bem mais modestos para a megacidade.

Em vez de construir 170 km de moradia do zero, eles vão aproveitar a infraestrutura que já existe e criar um conceito mais realista — reduzindo bastante o número de habitantes do projeto.

Aonde foi que eles erraram? 🇸🇦

Faltam trabalhadores, estradas, equipamentos e até eletricidade para tocar a obra. Além disso, consultorias descobriram casos de corrupção entre os gerentes do projeto.

💰 Os cofres secaram… Com a queda no preço do petróleo, a Arábia Saudita viu diminuir os recursos que entram no país e passou a enfrentar déficits no orçamento.

Como o príncipe já estava insatisfeito com os prazos e os custos da obra, o governo se viu forçado a tornar a Neom uma cidade mais “pé no chão”.

🤕 O sonho que virou dor de cabeça: A nova aposta é transformar a região em um hub de data centers para ver se, assim, ela ao menos passa a gerar uma renda extra significativa para o país.

Mesmo com energia sobrando, também falta eletricidade no Brasil

| Brasil

(Edilson Dantas)

🤨 Sim, você leu o título direitinho. Já faz anos que o nosso país vive um “paradoxo energético”, com as altas temperaturas colocando todo o sistema em risco, mesmo com as usinas gerando energia de sobra.

Muito disso acontece devido ao chamado “efeito verão”, quando há um aumento bem significativo do uso de ventiladores, geladeiras e ar-condicionado para amenizar as altas temperaturas.

  • ☀️ E o que isso significa? Pense que esses aparelhos costumam ser ligados principalmente no fim da tarde e no início da noite, quando as pessoas chegam do trabalho e quando o sol está se pondo.

Acontece que o Brasil investiu muito em energia renovável nos últimos anos, principalmente solar e eólica — que costumam ter picos de geração entre 9h e 16h, quando venta bastante e o sol está brilhando.

Deu pra entender? Ou seja, esse excesso de energia que o país produz não bate com os horários de maior consumo durante o verão, deixando as tarifas mais caras e gerando riscos de apagão.

  • Já durante o dia, quando a energia renovável está sendo gerada em larga escala, a situação é oposta, com a oferta superando a demanda.

Diante desse cenário, às vezes é preciso desligar parques eólicos e solares para não sobrecarregar a rede elétrica — que tem uma capacidade limite de transporte. O nome disso é curtailment. ✂️

Esses cortes causam prejuízos bilionários às empresas de energia renovável, que estão pedindo indenizações do governo. Se elas conseguirem, pode haver uma taxa extra na conta de luz de todos os consumidores.

🔜 O que vem por aí: O Operador Nacional do Sistema Elétrico alertou que o Brasil pode enfrentar um colapso do sistema já neste ano — e não por falta de energia, mas por não conseguir lidar com os horários de produção e consumo.

💡 Então o que fazer? Para evitar uma crise maior, especialistas defendem a construção de mais linhas de transmissão e de espécies de “megabaterias” para armazenar a energia gerada durante o dia e usá-la à noite.

Agora todo país quer ter um satélite para chamar de seu

| Tecnologia

(Astranis)

🛰️ Star Wars da nova geração? Mostrando que as tensões geopolíticas extrapolaram as fronteiras terrestres, a nova disputa entre países tem o espaço sideral como endereço.

Cada vez mais governos do mundo afora estão investindo pesado na construção de satélites para garantir que suas comunicações, dados e sistemas continuem funcionando em momentos de crise.

🕵️ O que está por trás disso? No fundo, estamos falando de uma questão de segurança nacional para esses países.

  • Afinal, depender da infraestrutura espacial de empresas privadas ou de outras nações virou um grande ponto de vulnerabilidade.

🤔 Já parou pra pensar? Se o dono dessa companhia decidir mudar as regras ou se houver uma briga política, o país que depende de equipamentos de terceiros pode simplesmente ficar desconectado.

Foi isso o que aconteceu na guerra da Ucrânia, por exemplo, já que o país dependia muito da Starlink e sentiu na pele a insegurança de não ter controle total sobre a própria conexão.

Isso sem falar nas constantes suspeitas de espionagem e roubo de dados.

🚀 O resultado: Se antes ter tecnologia espacial era coisa de superpotências, agora países como Omã, Taiwan e Suécia estão correndo para garantir seu próprio “pedaço do céu”.

Com isso, os gastos com espaço estão crescendo, e empresas do setor estão ganhando novos clientes governamentais. Até 2035, o setor deve crescer mais de 6x e movimentar mais de US$ 100 bilhões.

Hora do nosso primeiro tour pelas manchetes da semana

⛽️📉 Seu bolso deve ter um alívio: Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras

🇮🇷🚔 Muito mais que os números do governo: Centro para Direitos Humanos diz que protestos no Irã deixaram 43 mil mortos

💰🤝 Para combater o “monopólio chinês”: Governo Trump investe US$ 1,6 bilhão em empresa nacional de terras raras

O Brasil tem o molho que faz as marcas venderem mais

| Negócios

(InvestNews)

Nos últimos meses, grandes empresas descobriram um ingrediente que virou uma arma poderosa de marketing: a brasilidade.

🫰 O jeitinho brasileiro também gera lucro: As marcas entenderam que criar identificação com elementos nacionais toca bem na memória afetiva dos consumidores.

  • Essa estratégia aparece de várias formas — e vai muito além de colocar um pandeiro verde e amarelo em evidência. No fim, um dos objetivos é se distanciar das concorrentes estrangeiras.

O iFood, por exemplo, virou patrocinador da Seleção Brasileira em ano de Copa do Mundo, justamente quando começou a disputar espaço com concorrentes chinesas.

🇧🇷 Made in Brasil: Isso sem falar nas marcas queridinhas dos brasileiros, que já construíram suas identidades com base em elementos nacionais.

Aqui estamos falando de empresas como a Havaianas, que exporta para mais de 100 países vendendo o mesmo produto, e a Natura, que fez dos ingredientes amazônicos uma assinatura única.

  • Outro exemplo é a Farm, que estampa a fauna e a flora tropicais em vestidos que vendem em Nova York.

👀 O mundo está de olho: O movimento também tem sido frequente entre companhias que não nasceram no Brasil — mas passaram a atuar no 9º maior mercado consumidor do planeta.

A BYD, apesar de não ser brasileira, usou uma música da banda Eva para embalar a campanha de inauguração da fábrica em Camaçari, com o slogan: “A BYD é do Brasil”.

🧠 Tem que saber usar: No entanto, o verde e amarelo ainda não emplacou em todas as áreas. Na tecnologia, por exemplo, o próprio consumidor brasileiro ainda confia mais em produtos estrangeiros.

Seja como for, analistas apontam que, em um mundo globalizado, ser igual a todo mundo pode soar chato. Por outro lado, ser genuinamente brasileiro — ou aparentar ser — é o que pode fazer sucesso por aqui.

O ano começou com uma avalanche de dólares na nossa bolsa

| Economia

(Bloomberg)

🧲 Um ímã de estrangeiros: Um ímã de estrangeiros: É assim que a bolsa brasileira está se sentindo neste começo de ano, em que recebeu uma bolada de investidores de fora do país.

  • Só em janeiro — que, vale lembrar, ainda nem acabou —, os estrangeiros colocaram mais de R$ 15 bilhões em ações da B3, principalmente por meio de fundos.

Para se ter ideia, esse valor representa mais de 60% de tudo o que os investidores internacionais colocaram na nossa bolsa ao longo de todo o ano de 2025.

📊 Por que isso importa? Esse dinheiro vindo de fora está sendo um dos principais responsáveis por puxar a bolsa para cima e fazer com que ela tenha engatado uma sequência de recordes.

Em poucos meses, ela saiu da casa dos 140 mil pontos e chegou aos 180 mil pontos — um salto que, antes, levaria anos.

🤝 Mas por que eles estão vindo para cá? Com o dólar mais fraco e diversas incertezas — inclusive políticas — rondando os EUA, investir em países emergentes, como o Brasil, ficou mais atraente.

Isso fez com que, mesmo com os juros altos — que normalmente desanimam investimentos em ações —, os estrangeiros continuassem comprando por aqui.

Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫

| Programa de Indicação

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