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Edição 418 - 19/01/2026

Nós sabemos que é difícil resistir 🤳…
Pode ser sincero, ninguém vai te julgar aqui. Nós sabemos que você já colocou algo para assistir na TV e, poucos minutos depois, percebeu que não estava dando a mínima para o que estava passando. E sim, nós sabemos que o culpado disso foi o seu celular que estava bem ali do seu lado.
Você não está sozinho nessa, muito pelo contrário. Isso tem sido tão comum que Hollywood passou a escrever e produzir seus filmes já pensando nessa batalha simultânea contra os feeds das redes sociais.
Na edição de hoje — que nós esperamos que você leia com 100% da sua atenção —, você fica sabendo disso e muito mais.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 As maternidades chinesas nunca estiveram tão vazias;
🟡 Quase 1 em cada 3 cursos de medicina reprovou no “teste de qualidade”;
🔴 A Netflix sabe bem que você dá play no filme e depois fica no celular;
🔵 O tempero coreano está dominando o mundo graças aos doramas e ao K-pop;
🟣 A Groenlândia está no centro da crise comercial entre EUA e Europa.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Seja grato pelo que você tem, você vai acabar tendo mais. Se você se concentrar no que não tem, você nunca, nunca terá o suficiente - Oprah Winfrey
As maternidades chinesas nunca estiveram tão vazias
| Mundo

(Financial Times)
Quem diria que o país que por anos ocupou o posto de mais populoso do mundo hoje está mergulhado numa crise demográfica sem precedentes.
👶 O que está acontecendo? No ano passado, a China registrou o menor número de nascimentos da sua história: foram 7,92 milhões, o equivalente a 5,63 bebês para cada mil habitantes.
Ao mesmo tempo, o número de mortes foi bem maior, somando 11,31 milhões de óbitos.
Com isso, o ano passado foi o quarto seguido em que a China viu a sua população diminuir, com uma queda de cerca de 3,4 milhões de pessoas.
🔜 Olhando pra frente: Se hoje o país asiático conta com 1,4 bilhão de habitantes, as projeções da ONU indicam que esse número deve cair para cerca de 630 milhões até 2100.
🔙 Agora olhando para trás: Por muito tempo, a China foi conhecida como a nação mais populosa do planeta. Para se ter uma ideia, na década de 1980 o governo implementou um controle de natalidade.
Foi só em 2015 que a famosa “política do filho único” foi suspensa. Já em 2021, a China passou a permitir que os casais tivessem três filhos — o que não foi suficiente para conter as mudanças demográficas.
Agora, a situação é tão diferente que o governo chinês está oferecendo pagamentos de US$ 500 por ano — cerca de R$ 2.700 — para cada bebê até os três anos de idade.
🤔 O que mudou: Na prática, fatores como os altos custos de vida nas cidades, a competição profissional e mudanças culturais desestimulam a maternidade por lá.
Para que uma sociedade consiga manter sua população estável, são necessários, em média, 2,1 filhos por mulher — número bem acima da realidade chinesa, de 1,01 bebê por mulher.
🇨🇳 Por que isso preocupa? Com cada vez menos bebês chineses nascendo, o país teme que falte gente para trabalhar, pagar impostos, sustentar a previdência e cuidar da população idosa — que só cresce.
🌎 Um problema global: Até 2050, 1 em cada 6 pessoas terá mais de 65 anos no mundo — em 2019, era 1 em 11. No Brasil, devemos ter mais gente se aposentando do que entrando no mercado até 2035.
Quase 1 em cada 3 cursos de medicina reprovou no “teste de qualidade”
| Brasil

(Ares Soares)
👨⚕️ Como está a formação dos médicos no nosso país? Foi com base nessa pergunta que o Ministério da Educação passou a aplicar, no ano passado, o Enamed.
Ele nada mais é do que uma nova prova anual, feita com alunos do último ano, para medir a qualidade dos cursos universitários de medicina em todo o Brasil.
🥁 Tá, agora vamos aos resultados: A primeira edição do “Enem da Medicina” acabou trazendo resultados um tanto quanto preocupantes.
Dos 351 cursos de medicina que participaram do exame, 107 deles — o que dá 30% — tomaram bomba, ou seja, tiveram um desempenho considerado ruim e abaixo do esperado.
🎓 Como ficou a tabela: Os piores resultados apareceram principalmente em universidades municipais e faculdades privadas com fins lucrativos.
Na outra ponta, os melhores desempenhos ficaram com as universidades federais e estaduais. Clique aqui para ver a lista de avaliação completa.
🩺 A relevância: Menos de 70% dos estudantes do último ano atingiram o nível mínimo de conhecimento que se espera de um futuro médico.
Ao mesmo tempo, quase 13 mil futuros profissionais não demonstraram domínio suficiente dos conteúdos básicos da profissão.
📚 Não vai ficar por isso mesmo: Desses 107 cursos que reprovariam na matéria caso fossem estudantes, os 99 que tiraram as piores notas vão sofrer punições do MEC.
Como o ministério não pode multar as faculdades, ele vai usar o que está ao seu alcance — e aqui estamos falando de controlar o número de vagas e restringir o financiamento estudantil.
👨🎓 Boom de diplomas: Recentemente, o nosso país vem acompanhando uma disparada na oferta de cursos de medicina, muitas vezes com mensalidades superiores a R$ 15 mil.
Desde o início da década de 1990 quantidade de médicos mais que quadruplicou no nosso país. Hoje são 2,81 médicos por mil habitantes — colocando o Brasil à frente dos EUA, Japão e China.
A Netflix sabe bem que você dá play no filme e depois fica no celular
| Tecnologia

(AOL)
O ator e roteirista Matt Damon revelou que a Netflix pede para os produtores reforçarem qual é a trama principal do filme várias vezes durante os diálogos.
🎬 As novas diretrizes: Ele ainda disse que o recomendado é colocar uma grande cena de ação logo nos primeiros cinco minutos, para que o público continue assistindo.
Como se não bastasse, nas palavras de Damon, os próprios produtores reconhecem que a direção de fotografia virou algo secundário — já que a maior parte das pessoas assiste apenas a trechos, na vertical.
🤳 O novo inimigo de Hollywood: Tudo isso acontece porque as grandes plataformas de streaming perceberam que assistir a algo na TV enquanto rola o feed virou o novo padrão de consumo.
Ou seja, filmes e séries estão competindo simultaneamente pela atenção do público contra as redes sociais e a infinidade de conteúdos exibidos na tela do celular.
🔥 Quanto mais clímax, melhor: Como consequência, a estrutura dos filmes mudou. Repetir a trama principal ajuda o público a se situar — mesmo quando está distraído.
Sem essa técnica e sem as cenas impactantes cheias de explosões, as pessoas podem simplesmente não terminar o filme.
👀 O que está por trás disso: Essa não é uma mera suposição. As grandes empresas de Hollywood estão olhando para o fato de que as pessoas estão com a capacidade de atenção cada vez menor.
Exemplo disso é a queda do tempo que o ser humano consegue se concentrar plenamente no que está passando em uma tela:
2002: Média de 150 segundos.
2024: Média de 47 segundos.
✂️ Tudo cortado: Não por acaso o formato de “cortes” tem dominado o YouTube e outras redes sociais ao separar trechos dos momentos mais interessantes de longos podcasts ou reacts. É a mesma lógica.
O nosso primeiro tour de manchetes da semana está bem recheado…
💸🇨🇭 Encontro em Davos, na Suíça: Tensões geopolíticas marcam início do Fórum Econômico Mundial
🇪🇺🇧🇷 Enfim foi assinado no fim de semana: Cinco mil produtos brasileiros terão imposto zero na União Europeia graças ao acordo com o Mercosul
📩🤝 Uma salada mista: Lula, Putin e Milei são alguns dos nomes que Trump convidou para o Conselho de Paz de Gaza
🇵🇹🗳️ Esquerda X Direita: Portugal terá 2º turno na eleição presidencial pela primeira vez em 40 anos
🇯🇵📊 Tá difícil de formar consenso… Premiê do Japão anuncia dissolução do Parlamento e eleições antecipadas
🎥🇫🇷 As câmeras pegaram tudo: Novos vídeos inéditos mostram o momento em que ladrões roubaram joias no Louvre
🇺🇸🔥 Mais tensão a cada dia: Enquanto Pentágono coloca 1.500 soldados de prontidão, cidadãos contrários ao ICE usam armas para forçar saída de agentes
🇪🇸🔍 Acidente na Espanha: Investigadores encontram junta solta em trilho onde trem descarrilou
😔🕊️ Ícone do mundo da moda: Valentino Garavani, estilista italiano, morre aos 93 anos
O tempero coreano está dominando o mundo graças aos doramas e ao K-pop
| Negócios

(KoreaIN)
😋 Comendo igual aos personagens: A comida coreana, batizada carinhosamente de “K-food”, nunca esteve tão presente na culinária global.
No ano passado, as exportações de alimentos da Coreia do Sul bateram recorde histórico, passando de US$ 13,6 bilhões.
🍜 Esse aqui você conhece bem: O principal motor desse crescimento foi um velho conhecido dos brasileiros — o famoso macarrão instantâneo.
Sim, o popular “Miojo” — que, na verdade, é o nome de uma marca — tem origem coreana, e o seu nome original é ramyeon.
🫰 De 3 em 3 minutos se faz alguns bilhões: Voltando aos números do ano passado, só o macarrão instantâneo rendeu US$ 1,52 bilhão em exportações, um salto de quase 22% em um ano.
Essa foi a primeira vez que um único alimento coreano ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão lá fora.
Eis o poder das telas 🤳
Esses números deixam claro o quanto a cultura de um país pode influenciar diretamente até mesmo os seus ganhos econômicos.
🇰🇷 Não é coincidência. Assim como a música — com o K-pop — e as séries — com os doramas campeões de audiência —, a comida coreana está surfando a onda da cultura pop do país.
Personagens comem ramyeon o tempo todo nas séries, filmes e reality shows. Isso, somado às propagandas com ídolos famosos, acaba despertando a curiosidade e a vontade de experimentar em fãs do mundo inteiro.
⛈️ A tempestade perfeita: Com a inflação alta nos EUA e na Europa, muita gente passou a buscar comida barata, rápida e prática — e o macarrão instantâneo se encaixa perfeitamente nisso.
Mas não é só ele que está bombando, outros produtos da turma da K-food também estão batendo recorde de vendas, como molhos apimentados, sorvetes, frutas e “cachorro-quente no palito”.
As marcas coreanas estão vendo esse movimento como uma oportunidade de ouro, já que o declínio populacional — assim como acontece na China — limita as possibilidades de crescimento no mercado interno.
A Groenlândia está no centro da crise comercial entre EUA e Europa
| Economia

(Sean Gallup)
Sim, como já te contamos algumas vezes por aqui, Donald Trump continua insistindo na anexação da Groenlândia pelos EUA.
🤔 Então qual é a novidade? Dessa vez, o presidente americano disse que vai impor tarifas de importação de 10% sobre oito países europeus.
As nações escolhidas foram Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.
❄️ Deu gelo na relação: Coincidência ou não, com exceção do Reino Unido, esses são justamente os países da Europa que passaram a enviar contingentes militares para a região do Ártico.
Se engana quem pensa que a Europa vai deixar barato 💰…
Os países da União Europeia se reuniram em caráter de emergência e passaram a discutir uma resposta conjunta. A ideia é revidar economicamente, para mostrar que não vão aceitar chantagem.
♣️ As cartas na mesa: A principal opção até agora é aplicar 93 bilhões de euros em tarifas contra os americanos.
Na prática, isso significa aumentar impostos em mais de US$ 100 bilhões sobre produtos dos EUA vendidos na Europa — de carros à tecnologia.
💥 A “bazuca comercial”: Esse é o apelido de outra carta que a UE tem na manga, o “Instrumento Anti-Coerção”.
Além de permitir que a Europa taxe produtos, essa ferramenta também dificulta a entrada de empresas americanas no Velho Continente, ao impedi-las de participar de licitações ou de fazer certos investimentos.
🇺🇸🇪🇺 Zoom out: Especialistas alertam que uma escalada de tarifas pode prejudicar as economias dos dois lados. Só em 2023, o comércio entre UE e EUA movimentou US$ 1,8 trilhão.
Ao mesmo tempo em que líderes europeus dizem que preferem o diálogo, eles também deixam claro que estão prontos para reagir se Trump seguir com as ameaças. Cenas para os próximos capítulos. 🔜
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫
| Programa de Indicação

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