Edição 417 - 16/01/2026

A inflação colocou o chinelo e foi pra areia 🏖️

A praia pode até ser um lugar público, mas passar algumas horas nela tem sido uma tarefa que pesa cada vez mais no bolso dos brasileiros. Esse fenômeno, em que se cobra centenas de reais por um guarda-sol e algumas cadeiras, ganhou até nome: a “inflação praiana”. Na edição de hoje, você entende melhor o drama dos banhistas e muito mais.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 As ruas da Venezuela caíram nas mãos do poder paralelo;

🟡 O verão que fez o Brasil conhecer a “inflação praiana”;

🔴 A Lua vai virar endereço de hotel — e já dá para fazer reserva;

🔵 Os jovens herdeiros estão transformando o mercado imobiliário com seus trilhões;

🟣 Wall Street começou o ano decepcionada com os grandes bancos.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

As pessoas que são incapazes de se motivar devem se contentar com a mediocridade, não importa o quão impressionantes sejam seus outros talentos - Andrew Carnegie

As ruas da Venezuela caíram nas mãos do poder paralelo

| Mundo

(BBC)

🚨 Os “coletivos”: É assim que são chamados os grupos armados que caminham pelas ruas, patrulhando bairros e intimidando civis — inclusive jornalistas e opositores — na Venezuela.

Essas milícias não fazem parte formal das forças armadas, mas exercem influência importante em áreas pobres e são vistas com temor pela população.

🪖 Saíram da toca: Depois da prisão de Nicolás Maduro e da intervenção dos EUA no país, esses grupos paramilitares se sentiram no dever de “manter a ordem” nas cidades.

Muitos desses coletivos refletem até disputas internas dentro do chavismo — movimento político do qual Maduro era adepto —, com líderes brigando entre si em busca de poder.

  • Com isso, esses grupos armados estão agindo de forma cada vez mais violenta e imprevisível.

👀 O dia a dia mudou: Há relatos de tiros, explosões e ameaças nas ruas, além de mensagens nas redes sociais alertando as pessoas a não saírem de casa.

Como consequência, mercado, transporte, abastecimento e serviços essenciais estão mais instáveis — com horários alterados, preços flutuando e estoques escassos.

🇻🇪 Bottom-line: No fim, a captura de Maduro e o vácuo de poder na Venezuela abriram espaço para que essas milícias armadas ampliassem a sua presença no cotidiano da população.

O verão que fez o Brasil conhecer a “inflação praiana”

| Brasil

(Tânia Rêgo)

🏖️ Praia S.A.: Quem foi ao litoral nas últimas semanas com certeza percebeu que o verão brasileiro está mais caro do que nunca.

Espreguiçadeiras a R$ 100, pastel que chega a custar R$ 40, guarda-sol inflacionado, consumação mínima nos quiosques e até um sofá na areia pela bagatela de R$ 850.

💸 O verão está caro: Banhistas estão sendo vítimas de práticas abusivas e da cobrança de preços acima do que as leis permitem. Em alguns casos, a situação pode até levar à violência — como aconteceu em Porto de Galinhas.

Diante da revolta nas redes sociais e da enxurrada de denúncias aos Procons, prefeituras e governos estaduais decidiram entrar na jogada.

🔎 Entrando em ação: Algumas cidades reforçaram a fiscalização, outras passaram a limitar o número de cadeiras e guarda-sóis por barraca — além de casos de tabelamento de preços.

  • Em Niterói, por exemplo, existe um valor máximo para o “kit praia”, e quem descumprir pode levar multa. Já Salvador proibiu a “reserva” de espaços na areia, com guarda-sóis ocupando o espaço antes dos clientes.

✍️ Chegou até Brasília: A Secretaria Nacional do Consumidor vai criar um manual de boas práticas para orientar comerciantes e banhistas sobre os serviços nas praias.

Também vai ser emitida uma nota técnica para os Procons e órgãos de defesa do consumidor em todo o país.

😉 O famoso “fica a dica”: Nesse verão, perguntar o preço antes de sentar, pedir ou consumir e ter o número do Procon da cidade salvo no celular são as principais recomendações dos especialistas.

A Lua vai virar endereço de hotel — e já dá para fazer reserva

| Tecnologia

(Reprodução)

🚀 Os destinos de luxo deixaram a Terra. Caso você tenha uma fortuna sobrando, saiba que já dá para garantir o seu próprio quarto de hotel na Lua.

Isso porque a empresa americana GRU Space começou a aceitar reservas para o que ela planeja ser o primeiro hotel lunar da história, com previsão de abertura em 2032.

  • 💰 Prepare o oxigênio e o bolso: Só para entrar na lista de espera, o depósito vai de US$ 250 mil a US$ 1 milhão.

Já a estadia completa — que, sim, inclui uma viagem de foguete no pacote — pode custar mais de US$ 10 milhões ao todo. Clique aqui caso tenha interesse.

🌕 Será que vai valer a pena? Tudo indica que o destino mais cobiçado pelos terráqueos endinheirados vai mesmo ficar a 384.000 km do nosso planeta, já que o hotel promete um combo de experiências inéditas.

  • Aqui estamos falando de quartos que são módulos infláveis com vista para a Terra, caminhadas espaciais, passeio em veículos lunares e até golfe na Lua.

👨‍🚀 A relevância: O hotel vai ser construído com uma tecnologia que transforma o solo lunar em estruturas habitáveis e deve funcionar como um dos primeiros assentamentos humanos permanentes fora da Terra.

O fundador da GRU diz que o hotel não será apenas luxo, mas um primeiro passo para criar uma economia na Lua e permitir que humanos passem longos períodos fora da Terra.

A empresa recebeu apoio de investidores do setor de tecnologia e espaço — incluindo um programa ligado ao Vale do Silício — e afirma ter consultores científicos no projeto.

🔜 Uma longa estrada pela frente: A empresa ainda precisa de autorizações governamentais, desenvolver toda a tecnologia, realizar missões de teste a partir de 2029 e, claro, encontrar os clientes dispostos a pagar a conta.

Hora do nosso tour pelas manchetes para você chegar bem informado no final de semana

👨‍⚖️🚔 Saiu da Superintendência da PF: Moraes ordena transferência de Bolsonaro para a Papudinha

Os jovens herdeiros estão transformando o mercado imobiliário com seus trilhões

| Negócios

(Lionsgate)

🤝 A transferência silenciosa: As gerações mais jovens — principalmente os nascidos entre 1981 e 1996 — estão a caminho de herdar trilhões de dólares em imóveis e patrimônios de seus pais e avós.

Os cálculos indicam que, nos próximos 10 anos, cerca de US$ 4,6 trilhões em imóveis serão transferidos para os millennials e para a geração X — especialmente em países como os EUA.

  • Em cidades como Nova York, virou comum pais comprarem apartamentos de US$ 15 milhões a US$ 30 milhões para filhos de 25 a 30 anos — valores que antes eram bem menores.

🏡 Indo além da manchete: Esse movimento está mudando o jogo na forma como o mercado imobiliário de luxo funciona.

Isso porque a maioria dos herdeiros não quer ficar com as tradicionais casas de praia ou apartamentos no subúrbio.

😎 O novo padrão: O mercado imobiliário começou a refletir os gostos e as prioridades desses novos donos — muitas vezes mais ligados à flexibilidade, à tecnologia e ao estilo de vida do que à tradição.

No geral, muitos herdeiros não querem manter grandes mansões ou propriedades antigas, que exigem altos custos de manutenção.

📊 O resultado: Condomínios modernos estão ganhando espaço, enquanto bairros tradicionais e mais “clássicos” perdem força, com imóveis demorando mais para se valorizar.

No fim, o perfil do comprador rico agora é outro, e isso já está mudando a paisagem das cidades, a forma de construir prédios e o valor das propriedades.

Wall Street começou o ano decepcionada com os grandes bancos

| Economia

(Angela Weiss)

🏦 Big banks, not so big profits: Nesta semana, os principais bancos dos EUA divulgaram seus últimos resultados trimestrais do ano passado.

O que pegou Wall Street de surpresa foi que, pela primeira vez em anos, os lucros ficaram abaixo do esperado — derrubando seus papéis na bolsa.

🌡️ Why it matters: Esses bancões funcionam como um termômetro da economia. Quando eles vão mal, pode ser um sinal de que consumidores e empresas também sentirão dificuldades.

Cada um com seu problema 👇:

  • O JPMorgan sofreu com atrasos em grandes negociações;

  • Já o Citi teve dificuldades para reduzir custos;

  • O Bank of America recebeu críticas por gastos altos e crescimento fraco;

  • Por fim, o Wells Fargo teve que encarar um mercado imobiliário lento, com menos financiamentos de casas.

Por outro lado, os bancos que lidam mais com clientes muito ricos — como Goldman Sachs e Morgan Stanley — se saíram melhor.

🔮 O que vem por aí: Analistas acreditam que os bancões devem continuar crescendo — mesmo que lentamente. No entanto, a atenção se volta para os fatores geopolíticos e a inflação.

Um dos principais motivos de preocupação é uma proposta de Trump para impor um teto de 10% nos juros do cartão de crédito.

Na visão dos banqueiros, isso faria com que eles concedessem menos crédito aos clientes — principalmente àqueles com histórico de pagamentos mais frágil.

O curioso caso da newsletter que não te deixa ficar sem nada pra fazer no final de semana…

| What We’re Gonna Do

Its Friday GIF by de chinezen

(Giphy)

🎧 Para ouvir. Já parou pra pensar como, hoje em dia, temos acesso a imagens em tempo real de praticamente qualquer lugar do mundo, a partir da perspectiva de inúmeras pessoas? Nem sempre foi assim, e este podcast nos ajuda a entender como os algoritmos mudaram a cultura mundial.

👀 Para ver. A mulher mais triste do mundo decide que precisa salvar o mundo da felicidade. É assim que Vince Gilligan, criador de “Breaking Bad”, descreveu a sua nova empreitada no mundo das séries e, para variar, essa sua outra criação já é um sucesso de crítica.

🧑‍🍳 Para fazer. Aqui nós defendemos que clássicos são clássicos por um bom motivo. Para adoçar o seu final de semana, nada como um queridinho que ainda está na lista dos “mais fáceis de fazer”.

📖 Para ler. Depois do sucesso de “A Empregada” nos cinemas, muita gente saiu da sessão com gostinho de quero mais. O que poucos sabem é que essa continuação já existe, e aqui estamos falando de “O segredo da empregada”, o segundo livro da trilogia de Freida McFadden.

Quer a história da sua marca contada do jeito Espresso de ser? Então clique aqui. 💨