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Edição 413 - 12/01/2026

Com quantos stories se faz uma lei? 🤳
Há anos, os lobistas são uma parte relevante da política americana, responsáveis por defender os interesses do setor privado nos corredores do Congresso.
Acontece que, agora, esses profissionais engravatados, que dominam a arte da negociação, estão dividindo espaço com jovens com um celular na mão e milhares de seguidores atentos a tudo o que dizem. Na edição de hoje, você entende como o título de “influenciadores” nunca fez tanto sentido na Terra do Tio Sam.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Os influenciadores viraram a arma secreta do poder nos EUA;
🟡 A sétima arte brasileira dominando Hollywood e outras notícias relevantes do nosso país;
🔴 Nos EUA, o futuro das compras online pode começar e terminar com IA;
🔵 A Netflix não quer ficar para trás no universo dos podcasts;
🟣 A Casa Branca e o Banco Central americano estão em pé de guerra.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Não seja tímido e inseguro quanto às suas ações. A vida toda é uma experiência - Ralph Waldo Emerson
Os influenciadores viraram a arma secreta do poder nos EUA
| Mundo

(Annelise Capossela)
Foi-se o tempo em que os maiores lobistas da política americana caminhavam pelos corredores do Congresso conversando com deputados e senadores.
🤳 Tirando o terno e pegando o celular: Agora, algumas das principais decisões da maior potência mundial são influenciadas diretamente por posts nas redes sociais — e nada disso acontece de graça.
Empresas, associações de setores específicos da economia e até governos estrangeiros estão pagando uma fortuna a influenciadores que conversam todos os dias com milhões de pessoas online.
🗣️ Funciona assim: O creator grava um vídeo com uma opinião forte sobre um tema sensível, e o público acha que se trata de uma visão espontânea, sem saber que há um contrato robusto por trás.
Vamos ver alguns exemplos 👇…
Um perfil conservador fez posts defendendo a descriminalização da maconha sem revelar que estava recebendo US$ 300 mil de um grupo ligado à indústria da cannabis.
O governo do Qatar pagou viagens luxuosas a uma série de influenciadores que, em troca, rasgaram elogios ao país nas redes sociais.
Já uma associação de energia solar pagou um influenciador de direita para promover a causa entre conservadores — tentando reverter a visão negativa comum no partido de Trump.
Até o governo de Israel fez planos para investir US$ 900 mil numa campanha com influenciadores no ano passado, mas desistiu da ideia.
🤔 O que está por trás disso? Enquanto os lobistas tradicionais precisam ter um registro formal, declarar seus clientes e os valores investidos, os influenciadores não lidam com nenhum tipo de regulação.
Eles podem até divulgar que um post é “patrocinado”, mas não são obrigados a revelar quem está por trás do patrocínio nem os detalhes financeiros de cada acordo.
O futuro do debate público: Agora que Washington descobriu o poder da atenção, a tendência é que o mercado de influência política paga só cresça.
Enquanto as postagens são usadas como “termômetro” da opinião pública, o Congresso dos EUA pressiona por uma regulação dos posts pagos nas redes — algo que dificilmente um desses influenciadores vai defender no seu perfil.
A sétima arte brasileira dominando Hollywood e outras notícias relevantes do nosso país 🇧🇷
| Brasil

(g1)
🏆🎬 É do Brasil-sil-sil: Mais uma vez, o cinema brasileiro fez história no Globo de Ouro. Agora, “O Agente Secreto” foi o responsável por pintar dois prêmios de verde e amarelo: o de melhor filme em língua não inglesa e o de melhor ator em filme de drama, entregue ao protagonista Wagner Moura.
🍰🫰 A fatia do bolo está cada vez maior: No ano passado, as emendas parlamentares consumiram quase 80% do orçamento livre dos ministérios do governo. Esse montante faz parte do orçamento discricionário, que pode ser usado para o custeio de políticas públicas e para investimentos em obras.
🚘🤳 Não foi só impressão sua: Aquela sensação de “eu mereço” pode ter custado caro no bolso de muitos brasileiros quando o assunto são as corridas por aplicativo. Isso porque, no ano passado, elas ficaram 56% mais caras — a maior variação anual já registrada para esse tipo de serviço.
🚔🚨 A polêmica das “saidinhas”: Mais de 46 mil presos deixaram as cadeias brasileiras durante a saída temporária de Natal. No entanto, quase 2 mil deles — cerca de 4% dos beneficiados — ainda não se reapresentaram dentro do prazo, passando à condição de “foragidos”.
Nos EUA, o futuro das compras online pode começar e terminar com IA
| Tecnologia

(Reprodução)
🛒 Deixando o carrinho nas mãos do robô: O Google fez uma parceria com Walmart, Shopify e outras varejistas americanas para permitir compras com checkout instantâneo direto no aplicativo do Gemini.
A ideia é fazer com que o chatbot da companhia também atue como uma espécie de “shopping center virtual” — permitindo que usuários pesquisem, escolham e paguem por produtos.
🤖 Como vai funcionar? Para reduzir — e muito — o número de cliques até a hora de fechar a compra, o usuário vai basicamente conversar com a IA como se estivesse falando com o vendedor de uma loja.
Por exemplo, em vez de digitar produto por produto, você pode dizer algo como: “Quero fazer um jantar italiano para seis pessoas” — e a IA monta o carrinho com todos os itens necessários.
Para as varejistas, isso significa compras mais rápidas, clientes mais engajados e mais vendas.
Já para o Google, essa é uma chance de colocar o Gemini no dia a dia das pessoas — competindo diretamente com a Amazon, que já usa IA no seu ecossistema.
🫰 O que está nas entrelinhas: No fim das contas, o shopping no Gemini é um recado para as gigantes do varejo digital que achavam que já estavam consolidadas em um setor que movimenta mais de US$ 5 trilhões por ano.
O que mais é relevante ao redor do mundo neste começo de semana
👨⚖️🔍 A disputa não para: Paramount processa Warner Bros para obter detalhes sobre acordo com Netflix
🇻🇪📈 Risco de hiperinflação: Alimentos e outros itens essenciais disparam na Venezuela após derrubada de Maduro
🤖💰 A IA é o motor: Alphabet, dona do Google, entra para o clube das empresas com US$ 4 trilhões em valor de mercado
🇮🇷🇺🇸 Recadinho para o Trump: Ministro diz que Irã “não busca guerra, mas está totalmente preparado para ela”
🤝💸 Mais de US$ 460 bilhões: Mercado global de venture capital encerra 2025 com o maior volume captado desde 2022
🛢️🇨🇺 Petróleo em pauta: Trump sugere que Cuba faça acordo com EUA “antes que seja tarde demais”
A Netflix não quer ficar para trás no universo dos podcasts
| Negócios

(Gabriella Turrisi)
👀 “O que a gente vai assistir hoje?”: A resposta para essa tradicional pergunta de quem abre um streaming em busca de entretenimento está prestes a ganhar opções que só precisam ser ouvidas.
Percebendo o boom dos podcasts nas mais diferentes plataformas — tanto as de áudio quanto as de vídeo —, a Netflix decidiu abrir o cofre para ficar com um pedaço desse mercado.
🎙️ O que está acontecendo? A empresa entendeu que os podcasts são fundamentais para que ela se mantenha na liderança dos streamings e, por isso, fechou contratos de exclusividade com mais de 30 programas.
A ideia é bater de frente com o YouTube e o TikTok, permitindo que o assinante assista a cortes ou a entrevistas completas no próprio aplicativo da Netflix.
Dessa forma, o usuário pode entrar na plataforma tanto pelo celular — para assistir a alguns cortes enquanto almoça, por exemplo — quanto pela TV — deixando um programa rolar enquanto faz tarefas de casa.
🎧 Para onde eles estão olhando: Só no último mês de outubro, o YouTube registrou 700 milhões de horas de podcasts assistidas — quase o dobro do tempo de setembro.
Com esses números, a plataforma superou justamente a audiência da Netflix nos lares americanos.
Além disso, 89% da Geração Z assiste a podcasts com vídeo — o que indica que o mercado tem migrado para esse formato.
🏆 Viu essa? A febre dos podcasts é tão real que, ontem, pela primeira vez, o Globo de Ouro entregou o prêmio de “Melhor Podcast” — que ficou nas mãos da comediante Amy Poehler.
A Casa Branca e o Banco Central americano estão em pé de guerra
| Economia

(Drew Angerer)
🔥 Clima tenso entre os brothers: Depois de passar os últimos anos calado diante de uma enxurrada de críticas vindas de Donald Trump, o presidente do Banco Central dos EUA decidiu falar em público.
Sem meias-palavras, Jerome Powell disse que o FED está sob ameaça política direta da Casa Branca — uma declaração extremamente rara na história americana.
💬 Por que ele só foi falar agora? A relação entre o BC americano e a Casa Branca não é das melhores desde que Trump voltou à presidência, mas o estopim veio no último fim de semana.
Procuradores federais abriram uma investigação criminal sobre a reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do banco, em Washington — e Powell é um dos principais alvos.
Na visão do presidente do FED, a Casa Branca está usando as acusações criminais como ameaça, em retaliação por ele não ter baixado os juros como Trump quer.
📉 E põe “querer” nisso: Desde que voltou à Casa Branca, o presidente dos EUA tem pressionado o FED a reduzir os juros — o que já aconteceu, mas em uma escala menor do que a desejada por Trump.
Pense que juros mais baixos significam crédito mais barato para famílias e empresas, o que tende a aquecer o consumo e os investimentos no país.
🏦 Why it matters: Ao falar publicamente, Powell deixou claro que vê a situação como uma ameaça à independência do FED — um princípio que a maior parte de Wall Street considera fundamental.
Não por acaso, depois das declarações, o dólar vem caindo e o ouro — um ativo considerado seguro e de proteção — subiu.
📊 Bottom-line: O mandato de Powell à frente do BC vai até maio e, por enquanto, a taxa de juros dos EUA está no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫
| Programa de Indicação

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