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- Edição 406 - 01/01/2026 - Retrospectiva #4 (Agosto e Setembro)
Edição 406 - 01/01/2026 - Retrospectiva #4 (Agosto e Setembro)

Um brinde a 2026 🥂
Antes de qualquer retrospectiva, uma pausa rápida. Que 2026 comece leve, alegre e repleto de boas histórias, daquelas que valem ser lidas até o fim. 🍾
Obrigado por estar com o Espresso em mais um ano e, em 2026, vamos nos empenhar ainda mais para que você tome as melhores decisões possíveis, com o embasamento de quem sabe o que se passa no Brasil e no mundo.
Continue contando com a gente para sermos “aquele seu amigo que te conta todas as notícias que importam”.
Agora, ainda temos dois capítulos da nossa retrospectiva de 2025 para revisitar — e o de hoje foi marcante.
Agosto e setembro foram marcados por conflitos que ganharam novas frentes, uma condenação histórica que mudou o cenário político do Brasil e a exposição de um tema que já era urgente há muito tempo.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 O mundo conheceu um novo foco de tensão;
🟡 A primeira vez em que um ex-presidente foi condenado pela tentativa de golpe de Estado;
🔴 O Brasil abriu os olhos para a “adultização”;
🔵 Este foi o ano em que o passado voltou a ser cool;
🟣 Demorou 9 meses para os juros da maior economia do mundo caírem.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos - Eleanor Roosevelt
O mundo conheceu um novo foco de tensão
| Mundo

(Arte/Espresso | Boston Globe)
Como se o mundo já não tivesse pontos de conflito o suficiente, em agosto, um novo foco de tensão se formou bem perto de nós: nas águas da Venezuela.
O que aconteceu? Os EUA, sob ordens de Donald Trump, passaram a enviar tropas, navios e porta-aviões para a região do Caribe. 🪖
🗣️ A justificativa oficial: A Casa Branca diz que quer combater cartéis de drogas que os EUA classificam como organizações terroristas.
Nas entrelinhas, os americanos não reconhecem Maduro como presidente legítimo e já chegaram a oferecer recompensa de US$ 50 milhões pela prisão dele.
De um lado, os EUA dizem que Maduro é um ditador ligado ao narcotráfico.
Do outro, a Venezuela acusa os americanos de inventarem histórias para justificar ameaças e tentativas de derrubar o governo — que teriam como intenção a tomada do petróleo.
Na visão de grande parte dos analistas, é justamente o óleo que faz o país comandado por Maduro ter tanta relevância no cenário global.
Não é “ouro negro” por acaso 🛢️…
A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris. Mesmo assim, a produção é baixa por conta das dificuldades na extração e no refino.
⛽ Ou seja… Qualquer mudança política no país pode mexer com o mapa energético do continente. Uma guerra, então, impactaria o preço do óleo no mundo todo, abalando mercados e cadeias de abastecimento.
Essa ofensiva de Trump contra os venezuelanos continua até hoje — e foi se escalando mês a mês, com cada vez mais vítimas.
⏩ Corta para os dias atuais: Além de os quatro meses de ações militares não terem surtido o efeito desejado, cerca de 70% dos americanos reprovam qualquer ofensiva das forças armadas contra a Venezuela.
A primeira vez em que um ex-presidente foi condenado pela tentativa de golpe de Estado
| Brasil

(Arte/Espresso | Gustavo Moreno)
👨⚖️ Um julgamento para entrar nos livros de História: Em meados de setembro, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Por 4 votos a 1, os ministros entenderam que o ex-presidente liderou uma organização criminosa que tentou mantê-lo no poder e impedir a posse de Lula após as eleições de 2022.
Além da prisão, Bolsonaro teve de pagar, junto com os outros condenados, R$ 30 milhões em indenizações pelos danos causados aos prédios dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023.
🇧🇷 Teve gente chamando de “o julgamento do século”: Foi a primeira vez, na história do Brasil, que um ex-presidente foi condenado por um crime desse tipo.
Além da prisão e da multa, a condenação trouxe outras medidas que passaram a impactar a vida de Bolsonaro — que já estava cumprindo prisão domiciliar.
Inelegível: O ex-presidente ficou inelegível — sem poder se candidatar a nenhum cargo político;
Perda de direitos políticos: Depois que a condenação se tornou definitiva, ele perdeu direitos como votar e ser votado.
🚔 Alguns meses depois… O STF acabou rejeitando todos os recursos da defesa, e Bolsonaro foi condenado em definitivo, indo, então, para um complexo da PF em Brasília — onde permanece preso até hoje.
O Brasil abriu os olhos para a “adultização”
| Tecnologia

(Arte/Espresso | YouTube)
📹 O vídeo que uniu todos os lados da política: Com dezenas de milhões de visualizações em poucos dias, um dossiê denunciando a “adultização” de crianças nas redes sociais movimentou Brasília em agosto.
O youtuber Felca, responsável pela produção, mostrou como menores de idade foram expostos a situações e comportamentos próprios de adultos — como danças sensuais ou o uso de bebidas alcoólicas.
Clique aqui para assistir ao vídeo que chocou o Brasil há alguns meses.
O caso mostrado no vídeo que mais repercutiu foi o do influenciador Hytalo Santos, que usava menores de idade em conteúdos problemáticos.
🔎 A repercussão: Após a denúncia, a conta dele no Instagram foi tirada do ar, e ele foi preso por violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e outros crimes.
Ultrapassando os limites da tela do celular 🤳
O vídeo de Felca inspirou 7 projetos de lei na Câmara dos Deputados para criminalizar a “adultização infantil" — quando crianças são expostas precocemente a comportamentos de adultos.
A ideia central girava em torno de combater a erotização infantil na internet, com penas mais rigorosas.
✍️ Da internet para a vida das pessoas: Pouco mais de um mês após o vídeo, políticos de esquerda e de direita se uniram para aprovar a lei contra a adultização infantil nas redes sociais.
Com o apelido de “Lei Felca”, o texto determinou que as plataformas digitais têm “dever de cuidado” e devem adotar medidas concretas para evitar danos a menores.
Este foi o ano em que o passado voltou a ser cool
| Negócios

(Arte/Espresso | Warner Bros.)
2025 também marcou o ano em que a Geração Z — aqueles nascidos a partir de 1997 — ressuscitou uma série de produtos de décadas passadas.
Aqui falamos de discos de vinil, telefones fixos, jogos de tabuleiro, câmeras analógicas, álbuns de fotos e por aí vai…
🔙 A volta dos que não foram: Essa “nostalgia histórica” contaminou os mais jovens, que passaram a ter um desejo cada vez maior de experimentar épocas que nem sequer chegaram a viver.
Para se ter ideia, um estudo mostrou que 68% da Gen Z sente saudade de tempos anteriores ao próprio nascimento, e 7 em cada 10 jovens se interessam por estilos e hobbies dessas épocas.
📵 Muito mais que nostalgia: Esses hábitos ajudaram as novas gerações a lidar com o excesso de tecnologia e o estresse da vida moderna.
Afinal, pesquisas apontam que 80% da Gen Z se preocupa com a dependência de dispositivos digitais, e 75% temem os efeitos das redes sociais na saúde mental.
Ou seja, os jovens passaram a usar a nostalgia como uma forma de equilibrar o digital com experiências reais e palpáveis.
🧠 Esses resgates do passado não são só modismos. Ouvir um vinil inteiro, jogar tabuleiro ou passear sem celular ajuda a melhorar o humor, fortalecer relações e trazer mais foco.
Quem aproveitou essas novas — e, ao mesmo tempo, velhas — modas foi o mundo dos negócios.
🫰 Virou business: A indústria global de produtos focados em gerar nostalgia é avaliada em mais de US$ 350 bilhões e deve movimentar mais de US$ 500 bi até 2030.
Demorou 9 meses para os juros da maior economia do mundo caírem
| Economia

(Arte/Espresso | Bloomberg)
O que o presidente do Banco Central dos EUA, Jerome Powell, disse em 17 de setembro soou como música para os ouvidos de Wall Street.
✂️ O que saiu da boca dele? Foi nessa data que a maior potência mundial enfim reduziu a taxa de juros americana em 0,25 ponto percentual, fixando-a na faixa de 4% a 4,25% ao ano.
A decisão também acabou impactando a política, já que, desde que tinha voltado à Casa Branca, Trump vinha pressionando — e muito — o FED a reduzir os juros, chamando, inclusive, Jerome Powell de “terrível”.
🇧🇷 A repercussão por aqui: Quando os EUA começaram a reduzir os juros, a bolsa brasileira imediatamente passou a subir — inclusive batendo recordes.
Isso porque, com a rentabilidade da renda fixa americana em queda e a de países emergentes em alta, a tendência é que investidores estrangeiros direcionem mais recursos para cá.
📊 Como está essa situação hoje? O FED embarcou mesmo numa sequência de reduções, e os juros americanos estão encerrando o ano no intervalo de 3,5% a 3,75%.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫
| Programa de Indicação

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