
O Mickey está de malas prontas
O ratinho mais famoso do planeta está cheio de túnicas, já que, daqui a pouco, deve desembarcar nos Emirados Árabes — e ele não está chegando sozinho. Esqueça as rodovias largas da Flórida, a sua próxima viagem internacional para um parque de diversões pode ter o Oriente Médio como destino.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Mesmo depois de 5 anos, crise imobiliária da China não vê um fim no horizonte;
🟡 Nunca tantos brasileiros moraram de aluguel quanto agora;
🔴 As crianças do Vale do Silício estão indo para escolas personalizadas;
🔵 Oriente Médio está fazendo de tudo para virar a “meca dos parques”;
🟣 A conta da isenção do IR pode acabar respingando na arrecadação do governo.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Podem levar 20 anos para se construir uma reputação, mas somente 5 minutos para arruiná-la. Pense dessa forma e fará as coisas diferentemente - Warren Buffett
Mesmo depois de 5 anos, crise imobiliária da China não vê um fim no horizonte
| Mundo

(IJPIEL)
🧱 Do tijolo ao tropeço: Hoje, enquanto você acordava, a Evergrande — que já foi a maior construtora da China — saiu da bolsa de valores de Hong Kong depois de se afundar em dívidas de mais de US$ 300 bi.
A empresa, que já chegou a valer mais de US$ 50 bilhões, virou um símbolo da crise imobiliária chinesa.
🫧 O estouro de uma bolha: Acontece que a Evergrande não quebrou sozinha, e o seu colapso escancarou uma crise muito maior no setor imobiliário da segunda maior economia do mundo.
Tudo começou na pandemia, quando o governo chinês decidiu impor limites para evitar que as construtoras se endividassem ainda mais.
📖 Para ficarmos na mesma página: O sistema da China permite que as incorporadoras vendam casas antes mesmo de concluí-las, usando o valor arrecadado para financiar a construção.
Basicamente, era deixando as dívidas para o futuro que o mercado costumava funcionar.
🏠 A relevância: O setor imobiliário corresponde a quase 30% do PIB do país asiático. Além disso, milhões de famílias chinesas investem suas economias em imóveis.
Com a queda da demanda por conta da Covid e com as limitações de empréstimos, as construtoras passaram a atrasar pagamentos e dar calotes.
📉 O resultado: O preço das casas caiu 30%, obras estão paradas, famílias não receberam apartamentos e imobiliárias fecharam ou ficaram endividadas até o pescoço — diminuindo o mercado de trabalho em 27%.
Pequim parece ter mudado de foco: Em vez de apostar no setor imobiliário, o governo da China agora quer colocar dinheiro em tecnologia, como chips, robótica e inteligência artificial.
🌎 Zoom out: Estamos falando da 2ª maior potência global, com mais de 10% do PIB mundial. Se a economia da China voltar a girar, os países com relações com os chineses se beneficiam — seja nas exportações, no comércio ou no mercado financeiro.
Nunca tantos brasileiros moraram de aluguel quanto agora
| Brasil

(RCO)
💭 O sonho da casa do aluguel próprio: Só nos últimos oito anos, o número de pessoas vivendo nessa condição no Brasil deu um salto de 45%.
Em 2016, eram 35 milhões de inquilinos no país. Hoje, já são 46,5 milhões — mais gente do que a população inteira do estado de São Paulo.
🏠 E a casa própria? Ainda é a realidade da maioria da população — 67,6%. Mas esse número vem caindo, já que, em 2016, era de 73%.
O IBGE — responsável pela pesquisa — não deu uma resposta única para esse fenômeno, mas apontou algumas possíveis causas, como a mudança de comportamento.
Além disso, para quem tem dinheiro sobrando, comprar um imóvel para alugar ficou mais lucrativo, o que aumenta a oferta de casas para locação.
O mesmo estudo também mostrou que 👇…
Mais brasileiros estão vivendo sozinhos — principalmente por causa do envelhecimento da população;
Os apartamentos estão mesmo em alta — ainda mais nos centros urbanos, onde as pessoas buscam praticidade, segurança e proximidade do trabalho.
💰 O lado que pesa no bolso: Com mais gente querendo alugar e uma oferta que não acompanha a demanda, os preços dispararam. O valor médio subiu 12,92% em um ano — mais que o dobro da inflação geral.
As crianças do Vale do Silício estão indo para escolas personalizadas
| Tecnologia

(Business Insider)
📚 Sala de aula ou uma startup? Empresários que são pais e também donos de empresas de tecnologia estão obcecados com a ideia de matricular os filhos em instituições muito diferentes das tradicionais
Chamadas de “microescolas”, esses lugares têm poucos alunos — menos de 150 —, funcionam de forma privada e não costumam seguir as regras do governo sobre currículo.
🤨 O que está por trás disso? A proposta dessas novas instituições é oferecer um ensino super personalizado, rápido e, principalmente, que esteja adaptado às mudanças do mundo — leia-se inteligência artificial.
Um dos primeiros a apostar nisso foi Elon Musk, que criou a Ad Astra dentro da própria mansão, tirando os filhos da escola tradicional.
🧑🎓 É mais ou menos assim… Na estrutura de Musk, crianças estudam química nuclear no ensino fundamental, fazem projetos de engenharia independentes e participam de palestras de executivos famosos da tecnologia.
Dividindo opiniões 🗣️
👍 Os defensores das microschools acreditam que o sistema tradicional é lento e não acompanha as mudanças do mercado.
👎 Já os críticos dizem que essas escolas criam um sistema paralelo para os ricos, agravando uma desigualdade já existente na qualidade de ensino.
Seja como for, com o crescimento da IA e com leis que flexibilizam os métodos de educação, as microescolas não devem parar por aqui.
O nosso tour pelas manchetes para começar a semana
🇺🇸🇫🇷 Nova crise diplomática: França convoca embaixador dos EUA após alegações de antissemitismo
🚔🚨 Ele vendia material infantil… Polícia prende homem que ameaçou Felca após denúncias sobre adultização
🇮🇱🏥 Ao menos 20 vítimas: Ataque de Israel a hospital em Gaza mata jornalista da Reuters
🤖👨⚖️ Concorrência na AppStore: xAI, de Elon Musk, processa Apple e OpenAI e alega que empresas são “monopolistas”
🗣️⚽️ Classificação para a Copa já garantida: Ancelotti convoca seleção para fim das Eliminatórias sem Neymar
🎾🇧🇷 Mais uma de esporte pra fechar o tour… João Fonseca passa mal em quadra, mas vence em estreia no US Open
Oriente Médio está fazendo de tudo para virar a “meca dos parques”
| Negócios

(Panrotas)
🧳 O Mickey está com mais um endereço: Depois de 15 anos sem inaugurar parques, a Disney anunciou que vai construir o seu próximo complexo de entretenimento fora de locais tradicionais como EUA e Europa.
O lugar escolhido para receber a turma criada por Walt Disney fica no Oriente Médio — mais especificamente em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
O Disneyland Abu Dhabi deve abrir por volta de 2030, na Ilha Yas, e promete ser o parque mais tecnológico da companhia, com design futurista, filas express e localização à beira-mar.
A cidade já conta com outras atrações fortes, como o Ferrari World, o Warner Bros. World, o Yas Waterworld e o recém-inaugurado SeaWorld Yas Island.
🎢 Já deu pra perceber a jogada? Por anos, Orlando, nos EUA, foi a referência em parques temáticos. Agora, Abu Dhabi quer desbancar os americanos — prometendo muitos investimentos para isso.
A cidade aposta em vantagens como menor burocracia para vistos, aeroportos modernos, clima controlado por ar-condicionado dentro dos parques e uma localização entre Ásia e Europa.
A estratégia é ser um pacotão completo para lazer e entretenimento, afinal, perto dos parques existem museus, praias e hotéis superluxuosos.
🎡 Grandes metas pela frente: O governo local quer aumentar o número de visitantes de 24 milhões, em 2023, para mais de 39 milhões até 2030.
A conta da isenção do IR pode acabar respingando na arrecadação do governo
| Economia

(Marina Ramos)
O Congresso está prestes a votar um projeto de lei que isenta do Imposto de Renda todos os brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês.
💰 A relevância: Segundo as contas do governo, essa mudança nas faixas de isenção deve fazer com que 10 milhões de pessoas paguem menos impostos. Ou seja, é uma medida que conta com apoio popular.
Com mais pessoas pagando menos imposto, naturalmente a arrecadação vai acabar diminuindo — a expectativa é de R$ 27 bilhões a menos para os cofres públicos no ano que vem.
Pensando nisso, o governo já preparou uma série de medidas para compensar essas perdas, como a taxação de grandes fortunas e a cobrança de impostos sobre lucros e dividendos.
👀 Ok, mas… Acontece que deputados e senadores de oposição querem complicar a vida do governo e aprovar apenas a isenção — sem permitir as medidas que equilibrariam o impacto financeiro.
Sem as contrapartidas, estima-se que o projeto custaria cerca de R$ 100 bilhões ao governo até 2028.
📊 O que pode acontecer: Se as compensações não forem aprovadas, o governo terá que lidar com menos dinheiro em caixa.
Na prática, isso pode significar aumento da dívida, cortes em programas sociais ou em investimentos, juros mais altos e crescimento econômico mais lento.
Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫
| Programa de Indicação

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