Sai o terno, entra a farda

Os executivos do Vale do Silício estão montando a Brigada Nerd e se despedindo das reuniões monótonas para acompanharem briefings militares da maior potência do mundo. Hoje, você vai entender por que o Pentágono está indo atrás dos engravatados.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Afinal, a guerra entre Israel e Irã acabou ou não?;

🟡 Brasileiros estão mais dispostos a abrir mão da CLT por salários maiores;

🔴 As IAs estão invadindo as vagas de emprego;

🔵 Executivos estão trocando o Vale do Silício pelo exército dos EUA;

🟣 No Japão, se compra mais ração do que fraldas.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

Um homem que tem como objetivo liderar a orquestra deve saber virar as costas para a multidão - Max Lucado

Afinal, a guerra entre Israel e Irã acabou ou não?

| Mundo

(g1)

🇮🇱🇺🇸🇮🇷 O mundo inteiro de olho num tweet: Depois de 12 dias de guerra, Donald Trump postou que Irã e Israel concordaram com um cessar-fogo.

Num primeiro momento, as principais autoridades globais respiraram aliviadas. Acontece que, pouco depois, o próprio presidente americano comentou que ambas as partes descumpriram a trégua.

No entanto, hoje pela manhã, Trump voltou a tranquilizar ao dizer que o governo de Israel cancelou novos ataques após uma ligação com ele.

🏳️ Então qual é a situação? Sim, um cessar-fogo está oficialmente em vigor. Israel e Irã, embora com visões distintas, reconheceram que as tropas estão voltando para suas bases.

  • O regime iraniano comemorou o fim da guerra como uma “grande vitória” e disse que o conflito foi “imposto” por Israel.

  • Já as autoridades israelenses afirmaram que, com o fim dos bombardeios, o foco volta a ser a guerra contra o Hamas em Gaza.

🔜 E agora? Se a trégua durar, a tensão no Oriente Médio vai diminuir consideravelmente. O problema é que, com históricos de desconfiança e novos ataques já no primeiro dia, ninguém sabe se o acordo vai segurar.

🛢️ Depois da guerra, a ressaca: Hoje, os preços do petróleo caíram de forma brusca com o início do cessar-fogo entre Israel e Irã.

Brasileiros estão mais dispostos a abrir mão da CLT por salários maiores

| Brasil

(Agência Brasil)

🫰 Renda >>> estabilidade: Mostrando uma nova tendência no país, quase 60% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria em vez de ter um emprego formal com carteira assinada.

  • Do outro lado, menos de 40% ainda preferem ser contratados por uma empresa.

A mesma pesquisa ainda mostrou que vem crescendo o número de pessoas que estão dispostas a abrir mão de um registro em carteira para ganhar mais.

  • Em 2022, 21% dos brasileiros aceitariam essa troca. Hoje, já são 31%.

Ao mesmo tempo, caiu a fatia dos que preferem a segurança da CLT mesmo com salário menor: eram 77% em 2022, agora são 67%.

🔄️ O outro lado: Ainda há muita gente que valoriza o trabalho formal — principalmente mulheres, pessoas mais velhas, com baixa renda e menor escolaridade.

  • Entre quem ganha até dois salários mínimos, por exemplo, 72% preferem o vínculo formal.

🤨 Tá, e o que explica tudo isso? Tudo indica que esse movimento está ligado à busca por mais flexibilidade, ao crescimento das oportunidades via aplicativos e a um mercado de trabalho mais aquecido.

💼 Para fechar com os números: Cerca de 32,5M de brasileiros trabalham por conta própria ou são empregados sem carteira assinada. Isso representa 31,7% dos 102,5 milhões de empregados no país.

As IAs estão invadindo as vagas de emprego

| Tecnologia

(Forbes)

Se você se candidatou a uma vaga recentemente e ainda não recebeu resposta, fique tranquilo. Isso pode não ter nada a ver com você ou o seu currículo — e sim com a inteligência artificial.

🤖 O que está acontecendo? Cada vez mais pessoas estão usando os chatbots para turbinarem os CVs e pagando bots de IA que procuram e se candidatam automaticamente em centenas de empregos.

Nesse tsunami de currículos, o número de aplicações enviadas pelo LinkedIn subiu mais de 45% em um ano e agora chega a 11 mil por minuto.

📃 O X da questão: Acontece que muitos desses currículos recebidos são quase idênticos, e os recrutadores têm que encarar o desafio de filtrar quem é real e quem não é.

Isso porque deepfakes e perfis falsos estão cada vez mais comuns. Pessoas estão usando IA para forjar rostos e vozes em entrevistas, além de criar do zero uma trajetória profissional convincente.

  • A previsão é que, até 2028, 1 em cada 4 candidatos seja fake.

😇 Não tem santo nessa história… Do outro lado, as próprias empresas também estão usando IA para tentar dar conta do volume gigante de candidaturas.

Executivos estão trocando o Vale do Silício pelo exército dos EUA

| Negócios

(Business Insider)

🪖 Tirando o terno e gravata para colocar a farda: Chefões de grandes empresas de tecnologia, como Meta, OpenAI e Palantir, estão deixando os escritórios do Vale do Silício para se juntarem às forças armadas.

  • A ideia é usar a experiência deles em IA e tecnologia de ponta para ajudar o exército dos EUA a se modernizar — ou seja, ficar mais tecnológico, eficiente e preparado para guerras do futuro.

🤓 A Brigada Nerd chegou: Como já era de se esperar, eles não vão precisar ir para a guerra e nem fazer treinamento pesado. Os C-levels vão trabalhar cerca de duas semanas por ano — e remotamente.

Esse programa, batizado de Detachment 201, é um experimento criado pelo Pentágono para orientar os soldados a usar IA, lidar com dados e novas tecnologias em operações militares.

🗣️ Tá dando o que falar… Críticos dizem que os empresários estão ganhando um status hierárquico alto demais dentro do exército sem passar pelos mesmos desafios que outros militares enfrentam.

🤖 Zoom out: Os exércitos e as guerras atuais estão mais tecnológicas — principalmente com o uso de drones e IA para identificar alvos, automatizar sistemas de defesa e atingir alvos com precisão milimétrica.

No Japão, se compra mais ração do que fraldas

| Economia

(The Japan Times)

🇯🇵 A capital dos animes e dos pais de pets: Pela primeira vez, o Japão tem, oficialmente, mais cães e gatos do que crianças.

  • Segundo os cálculos do governo, há entre 19 e 23 milhões de pets no país, enquanto o número de pessoas com menos de 16 anos gira em torno de 17 milhões.

🐕 O que explica? Esse fenômeno está ligado a mudanças sociais e econômicas. Jovens japoneses estão optando por não ter filhos por conta do alto custo de vida, da falta de tempo e do desinteresse por relacionamentos.

Com isso, os pets passaram a ser tratados como membros da família. Eles recebem cuidados que vão de comida especial e roupas até serviços de spa, hotéis, cafés e funerais.

  • Esse comportamento acaba impulsionando um mercado bilionário no Japão, que não para de crescer e, hoje, já movimenta mais de US$ 13 bi.

Além do aspecto financeiro, os pets também cumprem um papel emocional importante: ajudam a lidar com a solidão, especialmente em grandes cidades e entre idosos.

👶 Maassssss… Acontece que, enquanto as quatro patas aparecem cada vez mais, a taxa de natalidade de seres humanos no Japão está caindo ano após ano.

Isso faz com que a população economicamente ativa do país — a tal da PEA que você aprendeu nas aulas de Geografia — também venham diminuindo cada vez mais.

🎌 関連性 (A relevância): Uma população com menos gente em idade para trabalhar significa menos dinheiro girando, escassez de mão de obra e menos riqueza sendo gerada.

Pensando nisso, o governo japonês passou a investir US$ 25 bi para incentivar casais a terem filhos.

Ei, não precisa fazer da gente um segredo 🤫

| Programa de Indicação

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