
Enquanto uns choram, outros vendem lenço
Com a China e os EUA trocando farpas — e tarifas —, o mundo inteiro acompanha os próximos passos da guerra comercial. Acontece que, por aqui, o nosso mercado já encontrou motivos para sorrir enquanto o resto do parquinho pega fogo.
Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:
🟠 Depois de uma década sumido, o Estado Islâmico está de volta;
🟡 Os chineses estão correndo para comprar nossa soja;
🔴 O marcapasso que consegue ser menor que um grão de arroz;
🔵 Dois ícones da moda italiana agora estão sob o mesmo teto;
🟣 Fazer PIX parece ser a solução da China para a taxa de natalidade.
🥠 Seu biscoitinho da sorte
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la se torna só mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes - William Shakespeare
Depois de uma década sumido, o Estado Islâmico está de volta
| Mundo

(Vox)
🇸🇾 O país que há anos não sabe o que é a paz: Depois de anos longe das manchetes, o Estado Islâmico voltou a recrutar combatentes e fazer ataques na Síria.
O grupo terrorista entrou mais uma vez no radar do serviço secreto americano graças aos sinais de que está se reorganizando na região.
A situação atual: Mesmo sem controlar grandes territórios, o EI continua ativo em células escondidas, tanto na Síria quanto em outros países como Irã, Rússia e Paquistão.
Acontece que cerca de 9 a 10 mil combatentes experientes da facção estão presos no nordeste sírio em cadeias comandadas por forças curdas — que são aliadas dos EUA.
O grande problema é que, com a queda de Bashar al-Assad na Síria no final do ano passado, o país entrou numa espécie de vácuo de poder.
⚠️ Eis a preocupação: Os EUA e seus aliados temem que o novo governo seja mais flexível quanto aos terroristas do EI — os libertando das prisões ou fazendo vista grossa para eventuais fugas.
Além disso, os campos de detenção que abrigam mais de 40 mil refugiados na Síria estão sendo tomados por propaganda do Estado Islâmico, deixando cada vez mais jovens radicalizados.
🪖 Então o que está sendo feito? Os EUA dobraram o número de soldados na Síria e passou a fazer ataques a esconderijos da facção nos últimos meses, além de estreitar laços com as forças de segurança curdas.
Os chineses estão correndo para comprar nossa soja
| Brasil

(O Globo)
👋🇺🇸 Deram tchau para o Tio Sam: Logo depois da guerra comercial entre China e EUA atingirem patamares históricos, os chineses mudaram de estratégia quando o assunto é a compra de soja.
Quem acabou saindo sorrindo essa história foi o Brasil, que vendeu, numa tacada só, cerca de 2,4 milhões de toneladas para o gigante asiático — uma quantidade totalmente atípica.
Para você ter ideia do tamanho da compra, esse volume representa 1/3 do que os chineses costumam comprar de soja do mundo inteiro por mês.
Por que isso importa? Esse movimento mostra uma tendência dos chineses em fugir dos americanos e diversificar suas importações — principalmente quando falamos de commodities.
A soja é um dos produtos mais importantes que os EUA vendem para a China, disputando cabeça a cabeça o posto de maior exportador para o mercado chinês.
Ao mesmo tempo, o Brasil é o maior exportador de soja do mundo e a China o maior importador da commodity. Ou seja, a guerra comercial só fez esse match ficar ainda mais forte.
⏰ O timing não poderia ser melhor: A safra de brasileira de soja para este ano deve bater recorde com 172 milhões de toneladas, deixando o nosso mercado ainda mais atraente para os chineses.
Só tem um porém… O agronegócio do nosso país ainda depende muito de produtos importados — como fertilizantes e máquinas. Com isso, vai precisar haver um equilíbrio para os preços da soja não aumentarem muito por aqui.
O marcapasso que consegue ser menor que um grão de arroz
| Tecnologia

(Northwestern)
🍚 A medicina que evolui de grão em grão: Cientistas americanos da Universidade Northwestern criaram o menor marcapasso do mundo — medindo 3,5 mm e sendo menor que um grão de arroz.
Ele é ativado por luz por meio de um adesivo colocado no peito do paciente. Sempre que um batimento fora do ritmo é detectado, um pulso de luz ativa o marcapasso.
Além disso, o dispositivo pode ser implantado com apenas uma injeção — sem a necessidade de cirurgias complexas como acontece na maioria das vezes. 💉
Pensa que acabou? Além de não precisar de nenhum fio, o mini marcapasso é feito de materiais biocompatíveis. Ou seja, depois de semanas, ele se dissolve e some naturalmente no corpo.
Se depois de todas essas inovações você está se perguntando quando a novidade vai chegar aos hospitais, a previsão dos pesquisadores é de que ele esteja disponível nos EUA em até 5 anos.
Embora possa funcionar com corações de todos os tamanhos, o novo marcapasso foi projeto inicialmente para os recém-nascidos que nascem com problemas congênitos no coração.
🫀 A relevância: As doenças cardíacas são a principal causa de morte no mundo, sendo responsável por 13% dos óbitos e fazendo com que mais de 3 milhões de pessoas precisem usar marcapasso.
O nosso bom e velho tour das manchetes
🚔💰 Joint venture do crime: Operação mira esquema que lavou R$ 6 bilhões em 1 ano para PCC e Comando Vermelho
🇺🇸🇨🇳 145%: Esse é o valor que a Casa Branca disse que, na verdade, vai ser cobrado em taxas contra a China
🛂✈️ Princípio da reciprocidade. Brasil volta a exigir visto para turistas dos EUA, Canadá e Austrália
🎢🇬🇧 Vai ficar pronto em 2031: Universal está construindo um parque temático e resort multibilionário no Reino Unido
🇦🇷🪧 Contra o governo Milei: Greve na Argentina causa cancelamento de voos no Brasil
🏀⛹️♂️ Primeiro atleta a ganhar um desses: LeBron James agora é mais um Ken no universo da Barbie
Dois ícones da moda italiana agora estão sob o mesmo teto
| Negócios

(CNN)
🇮🇹 Fortalecendo o “Made in Italy”: Para acirrar a disputa com os conglomerados de luxo franceses e americanos, a italiana Prada comprou a conterrânea Versace por US$ 1,4 bi — mais de 8 bilhões de reais.
Esse valor foi menor do que o que a Capri Holdings pagou pela aquisição da Versace em 2018. De lá pra cá, a marca famosa pelas suas estampas foi perdendo força com a chegada da estética minimalista.
Só no ano passado, o faturamento caiu 15%. Enquanto isso, a Prada teve um aumento de 17% na receita no mesmo período.
🤌 O que está por trás do deal? A Prada quer montar um grande conglomerado italiano de marcas de luxo para competir com outras gigantes como a LVMH — dona da Louis Vuitton — e a Kering — dona da Gucci.
Apesar da Itália ser a grande produtora de mais da metade dos itens de luxo que circulam pelo mundo, o país ainda não tinha um grupo forte o suficiente para bater de frente com esses players estrangeiros.
👠 Não vai ser tarefa fácil… O valor de mercado do grupo Prada é de cerca de US$ 15 bilhões — ainda muito atrás dos valuations de US$ 300 bi da LVMH e US$ 40 bi da Kering.
Fazer PIX parece ser a solução da China para a taxa de natalidade
| Economia

(The Wall Street Journal)
🫰 Pagando bem, que mal tem? A cidade chinesa de Tianmen serviu como um teste do governo para achar a solução para o problema de natalidade que o país enfrenta.
A solução encontrada foi simples: oferecer dinheiro para os casais que tivessem filhos. No total, novos papais e mamães conseguiram tirar o equivalente a mais de R$ 120 mil depois do terceiro filho.
👶 O resultado: Em apenas um ano depois da implementação da nova política, o número de nascimentos na cidade aumentou em 17% — fazendo o governo respirar aliviado.
Graças aos incentivos em dinheiro, Tianmen virou um modelo para outras regiões, fazendo com que mais de 100 prefeitos visitassem a cidade para entender como funcionam as regras dos pagamentos.
Além dos pagamentos que caem direto nas contas dos casais, o governo também oferece subsídio para comprar apartamento — chegando até a US$ 25 mil.
Por que incentivar tanto? Uma população com menos gente em idade para trabalhar significa menos dinheiro girando, escassez de mão de obra e menos riqueza sendo gerada.
Sem falar que isso gera a bola de neve da previdência, pois, ao mesmo tempo que há menos gente contribuindo, é preciso lidar com cada vez mais idosos aposentados.
O que você achou da edição de hoje?
That’s all, folks!
De segunda a sexta, no final da tarde, separamos as principais manchetes e uma seleção das informações mais relevantes do Brasil e do mundo. Em poucas palavras, enviamos o essencial, sem rodeios.