A tela que pode cozinhar cérebros

Quem diria que aquele companheiro que cabe no bolso e te conecta com mundo pode, na verdade, estar desconectando você do seu próprio cérebro... Na edição de hoje, vamos te contar o que acontece naqueles dias cheios de notificações.

Boa tarde. No Espresso de hoje, você vai ver:

🟠 Trump ainda não largou o osso sobre o acordo com a Ucrânia;

🟡 No Brasil, infartar já não é fator de risco apenas para pessoas mais velhas;

🔴 Vício em smartphones é capaz de “apodrecer cérebros”;

🔵 Fazer campanhas com influenciadores está longe de ser algo saturado;

🟣 O que a bebedeira na China diz sobre a economia do país.

🥠 Seu biscoitinho da sorte

No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz - Ayrton Senna

Trump ainda não largou o osso sobre o acordo com a Ucrânia

| Mundo

(Reuters)

🤝 Quando você dá a mão e eles querem o braço: Depois de uma discussão em plena Casa Branca que fez um acordo sobre minerais entre EUA e Ucrânia ir por água abaixo, parece que o assunto está prestes a ser retomado.

Nos últimos desdobramentos sobre o assunto, Donald Trump disse que deve chegar a um consenso com o governo ucraniano “muito em breve”.

O que está na mesa? Os EUA querem ganhar o direito de explorar minerais raros que estão no território da Ucrânia — que valem bilhões de dólares.

☢️ A relevância: A usina de Zaporizhzhia é simplesmente a maior da Europa e uma das 10 maiores do mundo em termos de produção de energia. Desde março de 2022 ela está sob controle russo.

Desde que voltou à Casa Branca, Trump disse que a exploração desses recursos é a única forma dos EUA terem um retorno financeiro sobre a ajuda econômica que o país deu à Ucrânia nos últimos 3 anos.

🇺🇦 Maaaaaaassss: Os ucranianos querem garantias de que vão receber ajuda militar caso assinem o acordo enquanto temem serem pressionados a aceitar termos desfavoráveis.

No Brasil, infartar já não é fator de risco apenas para pessoas mais velhas

| Brasil

(Robin Olimb)

Tradicionalmente, o infarto sempre foi considerado um maior risco para homens acima dos 50 anos. No entanto, agora já é consenso que este não é mais o único grupo de risco.

🏥 O que está acontecendo? Nos últimos anos, casos entre os mais jovens têm aumentado muito. Para se ter ideia, o número de internações de pessoas com menos de 40 anos teve um aumento de 180%.

  • Já quando falamos apenas das internações de pessoas entre 35 e 39 anos, o crescimento foi de 93,5%. Em idades ainda mais atípicas, como entre 25 e 29 anos, os casos mais que triplicaram.

OBS: Esses números podem ser ainda maiores, já que os dados consideram apenas as informações disponíveis pelo SUS.

Os motivos da mudança 🫀

Médicos e especialistas dizem que estamos passando por uma era marcada por “armadilhas” no estilo de vida.

  • Aprofundando: Além da predisposição genética, os principais fatores de risco são estresse, má alimentação, sedentarismo, tabagismo, pressão alta e diabetes.

Se antes eles eram mais comuns em pessoas mais velhas, o estilo de vida moderno costuma vir acompanhado de dietas ricas em gorduras e açúcares, além do estresse constante e abuso de nicotina.

Vício em smartphones é capaz de “apodrecer cérebros”

| Tecnologia

(News Decoder)

✈️ Quando a concentração entra no modo avião: Novos estudos mostraram que o uso excessivo de smartphones está, além de afetando a saúde mental, também reconfigurando o cérebro das pessoas.

  • De acordo com os especialistas, o vício no celular está levando ao brain rot — um termo usado para descrever quando o cérebro humano está “apodrecendo” de pouco em pouco.

Por que isso acontece? Com o consumo excessivo de conteúdos superficiais e fáceis de serem digeridos, a pessoa acaba, basicamente, se desacostumando a raciocinar para realizar tarefas simples.

É como se o cérebro passasse a entender que o padrão é prestar cada vez menos atenção nas coisas e ter tudo de mão beijada — sem precisar trabalhar a concentração.

A médio e longo prazo, o brain rot pode causar:

  • ⚡ Dificuldade de concentração;

  • 🎨 Diminuição da criatividade;

  • 😵‍💫 Fadiga mental;

  • 💭 Aumento da ansiedade e depressão.

No fim das contas, o estudo descobriu que há um grande aumento na atividade cerebral entre os viciados em smartphones.

🤳 Então o que pode ser feito? A recomendação geral é para trocar os dispositivos digitais por hobbies analógicos e colocar um limite de tempo de tela por dia — equilibrando, assim, mundo digital e mundo real.

Um tour para você chegar no final de semana sabendo de tudo

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Fazer campanhas com influenciadores está longe de ser algo saturado

| Negócios

(Aida Amer)

🤑 De stories em stories se faz um business bilionário. O mercado de marketing de influência já é um ecossistema que movimenta US$ 250 bi e, neste ano, deve crescer ainda mais do que o esperado.

No mundo todo, as marcas devem gastar mais de US$ 10 bilhões em campanhas com creators — uma cifra que só estava prevista para 2026 e que representa um crescimento de 23,7% na comparação com 2024.

  • Quem ganha mais? Os conteúdos no YouTube vão ficar com a maior fatia do bolo (US$ 3,45 bi), seguidos pelos posts no Instagram (US$ 3,17). Pra fechar o pódio vem o TikTok, somando US$ 1,19 bi em campanhas.

Isso mostra como as marcas apostam em vídeos longos com creators já consolidados em plataformas mais estáveis — que permitem campanhas de longo prazo que não dependem de trends passageiras.

O que está pesando é a incerteza sobre o futuro do TikTok nos EUA, onde a plataforma enfrenta uma disputa judicial para decidir se ela vai continuar operando no país ou não.

▶️ O vermelhinho tá com tudo: Essa vai ser a primeira vez na história que mais da metade das empresas americanas vão usar o YouTube como ferramenta para marketing de influência.

🤳 Já gravou seu stories hoje? Chegamos no momento em que os creators não dependem mais só de posts patrocinados — eles também faturam com links de afiliados, venda de produtos e muito mais.

O que a bebedeira na China diz sobre a economia do país

| Economia

(South China Morning Post)

🥃 Com quantos drinks se faz uma economia forte? A queda no consumo de cerveja em bares e karaokês da China revela muito mais do que a disposição que os chineses têm para sair de casa.

Isso porque os eventos que envolvem bebidas alcoólicas do outro lado do mundo estão muito associados ao fechamento de negócios e networking.

  • Mas o que está sendo fechado mesmo são os restaurantes sofisticados, bares conceituados e boates chiques de grandes centros chineses como Xangai.

Ou seja… Economistas apontam que a queda bruta de faturamento das marcas de bebidas, bares e karaokês na China é um indicativo da dificuldade econômica do país e da mudança nos hábitos de consumo.

Basicamente, com a crise, os chineses estão fechando menos negócios e, consequentemente, bebendo menos nos estabelecimentos — optando por opções mais baratas e por ficar mais tempo em casa.

🍺 Por outro lado… As cervejas premium — associadas ao consumo em casa — estão crescendo em participação no mercado chinês. Elas representavam 25% do business antes da pandemia e, hoje, são quase 40%.

Ao mesmo tempo, do lado macroeconômico, o governo da China quer ver o PIB crescendo 5% neste ano — algo difícil de se alcançar com o país prestes a embarcar no maior período de deflação desde a década de 1960.

Ei, aqui não é lugar para se sextar no tédio

| What We´re Gonna Do

(Giphy)

📖 Para ler. Este livro traz a história de uma ex-tenista decidida a defender seu recorde, custe o que custar. Viciada em vencer, Carrie volta às quadras em um romance sobre ambição, superação e orgulho.

📺 Para ver. Esta série da Netflix está dando o que falar - no mais bom sentido. Adolescência, da Netflix, joga luz sobre a influência tóxica das redes sociais e de influenciadores misóginos sobre os jovens.

🎧 Para ouvir. Caso Bizarro é aquele podcast perfeito pra quem ama um mistério bem contado. Crimes estranhos, fenômenos paranormais e histórias reais que parecem ficção — tudo narrado com detalhes.

🎨 Para fazer. O DW! Festival de Design tá rolando até 23/03 em vários cantinhos de SP. Se você curte arte, moda, arquitetura e criatividade em geral, vale colocar na rota do fim de semana.

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